sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Amor!




Como podemos verificar se, como Igreja, nós já entramos na glória, na Ressurreição, no tempo pascal? A resposta é simples: pelo Amor com A maiúsculo, dado gratuitamente, generosamente, sem restrição alguma. Faz muito tempo que repetimos esta frase do evangelho de São João: Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado! É um Amor gratuito, generoso, que deve contagiar o outro, os outros. O Amor que se espalha, que se multiplica; o Amor que se transmite.

A reflexão é de Raymond Gravel, padre da arquidiocese de Quebec, Canadá, publicada no sítio Réflexions de Raymond Gravel, comentando as leituras do 5º Domingo de Páscoa (28 de abril de 2013). A tradução é do Cepat.

Eis o texto.

Referências bíblicas:
Segunda leitura: Ap 21, 15a
Evangelho: Jo 13, 31-33a.34-35

Nas duas próximas semanas, nós voltaremos à noite da Quinta-feira Santa, quando Jesus, no Evangelho de João, nos deixa seu testamento. Este se resume a uma palavra: Amor! Esta semana, em Joliette, os padres tiveram uma jornada de atualização com Jacky Stinchens, padre belga flamenco que mora há 30 anos em Québec, e que nos disse que é na experiência humana, na carne, que acontece a manifestação de Deus, a revelação de Deus... E cada experiência é única; ela não pode ser imitada. Portanto, quando o Jesus de João nos diz: “Eu dou a vocês um mandamento novo: amem-se uns aos outros. Assim como eu amei vocês, vocês devem se amar uns aos outros” (Jo 13, 34), isso quer dizer que nós devemos amar não como Jesus amou, mas como cada um pode amar cada um do seu jeito, com o mesmo objetivo que Jesus... Isto é, para que o Amor se espalhe. O “como” não é comparativo; eu diria que é multiplicativo.

Alguém me disse certo dia, após a celebração de um funeral: Raymond continue a amar com compaixão; nós temos tanta necessidade disso. Isso me fez compreender o sentido do evangelho de hoje: o Amor nos faz pequenos; ele ressuscita; ele dá a vida; ele nos faz parecer com o Cristo da Páscoa e cria um mundo novo.

1. O Amor ressuscita

No evangelho de hoje, São João fala de glória: “Quando Judas Iscariotes saiu, Jesus disse: ‘Agora o Filho do Homem foi glorificado nele. Deus o glorificará em si mesmo e o glorificará logo’” (Jo 13, 31-32). O evangelista João dirige-se à Igreja do final do século primeiro, uma comunidade de crentes que, apesar das perseguições, já vive no mundo da glória, da ressurreição, o mundo novo pós-Pascal, fundado sobre o Amor. Não é a realidade descrita pelo Apocalipse, que nós também lemos hoje? “Vi, então, um novo céu e uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Ap 21, 1). Isso torna essa paisagem descrita pelo autor do livro do Apocalipse engraçada, mas ao mesmo tempo, pode-se reconhecer aí uma paisagem pascal, pois sabemos que o mar, na Bíblia, era o lugar da moradia das forças do mal; portanto, nesse mundo novo, o mundo da Ressurreição, não há mais lugar para o mar, porque o mal foi vencido. Mais ainda: nesse mundo novo não há mais sofrimentos e morte: “Ele vai enxugar toda lágrima dos olhos deles, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor. Sim! As coisas antigas desapareceram” (Ap 21, 4).

2. O Amor é contagiante

Como podemos verificar se, como Igreja, nós já entramos na glória, na Ressurreição, no tempo pascal? A resposta é simples: pelo Amor com um grande A, dado gratuitamente, generosamente, sem restrição alguma. Faz muito tempo que repetimos esta frase do evangelho de São João: Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado! É um Amor gratuito, generoso, que deve contagiar o outro, os outros. O Amor que se espalha, que se multiplica; o Amor que se transmite.

Quanto tempo perdido em ignorar, fingir, odiar, recusar, demonstrar indiferença, em vez de amar, simplesmente, gratuitamente, sinceramente, honestamente, generosamente, incondicionalmente. E, no entanto, a vida é tão curta! Recusar a amar é, em primeiro lugar, a nós que faz mal: desenvolvemos o rancor, a angústia, a amargura; vivemos cheios de pena, de angústia, de sofrimento, de indiferença e de um mal-estar que pode afetar inclusive a nossa saúde fisiológica e psicológica. Então, por que não amar verdadeiramente?

3. O Amor é desinteressado

Nós somos capazes de amar: um amor seletivo, interessado, calculado, controlado. Um amor que é mais voltado para si mesmo que para os outros. Um amor que se detêm nos nossos limites e nas nossas pobrezas. Mas o Amor evangélico, o Amor cristão, não tem nenhum limite e exprime o que nós somos verdadeiramente: “Se vocês tiverem amor uns para com os outros, todos reconhecerão que vocês são meus discípulos” (Jo 13, 35). O exegeta francês Jean Debruynne escreve: “Não é pelo crucifixo que eles carregam no pescoço que nós reconheceremos os discípulos de Cristo, mas pelo Amor que eles têm uns pelos outros”.

Recordemos as três etapas do Amor apresentadas por Santo Agostinho, no século IV:

1) Amar ser amado: Todo o mundo gosta disso; não há nada de particular ou de extraordinário nisso. O Amor verdadeiro é, seguramente, mais que isso.

2) Amar amar: Dois infinitivos... Isso já é melhor, mas é perigoso. Isso pode tornar-se uma espécie de narcisismo demostrando um excesso de generosidade no Amor.

3) Amar: Amar simplesmente, sem mais; não para comprazer-se ou para fazer o bem... Não! Amar simplesmente, por amor, sem esperar nada em troca.

Foi desta maneira que Cristo nos amou: incondicionalmente, gratuitamente, simplesmente. Não para comprazer-se ou para se mostrar. Não! Simplesmente por Amor! Para encarnar esse Deus que não é senão Amor. E mesmo se o Amor o levou à cruz, amou até o fim, sem exigir nada em troca do seu Amor. O evangelho não diz: “Amem-me como eu amei vocês!”, mas: “Assim como eu amei vocês, vocês devem se amar uns aos outros” (Jo 13, 34b). É o apogeu do Amor; é o Amor em sua perfeição. É o Amor que nos faz parecer com Deus e que nos identifica com o Cristo ressuscitado.

Finalmente, por que São João disse que o mandamento do Amor de seu Evangelho é um mandamento novo? Ouçamos Santo Agostinho nos dizer por quê: “Esse mandamento já não existia na lei antiga, uma vez que está escrito: tu amarás teu próximo como a ti mesmo? Por que, então, o Senhor chama novo um mandamento que tem evidência tão antiga? É um mandamento novo porque, ao nos despojarmos do homem antigo, ele nos reveste do homem novo? Certamente, o homem que escuta esse mandamento, ou que a ele obedece, é renovado não por qualquer amor, mas por aquele que o Senhor nos dá: Como eu amei vocês. É este Amor que nos renova pelo qual somos os herdeiros da nova Aliança. Eis porque ele nos amou: para que nós, por sua vez, nos amemos uns aos outros. Ele nos tornou capazes de nos amar, a fim de que pelo Amor mútuo sejamos unidos entre nós e que, pela união muita suave que liga seus membros, sejamos seu corpo, o corpo de uma só Cabeça, o Cristo da Páscoa”.

Eis a glória de Deus! O Homem erguido! Somos capazes de amar como Cristo, cada qual do seu jeito, mesmo se devemos pagar com a nossa própria vida...

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/519616-o-amor

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Encontro de Formação de Catequistas – 2013

Comissão AB-C da Diocese de Santos
 
 
Convite
Encontro de Formação de Catequistas - 2013
Tema da formação: O evangelizador, sua realidade e suas ações.
Caros, Catequistas e Evangelizadores de Praia Grande,
 

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, convida, a todos os catequistas e evangelizadores a participarem do Encontro de Formação de Catequistas – 2013. No dia 20 de abril, um sábado, com início ás 13h30 na Comunidade São Judas Tadeu, cidade de Praia Grande estado de São Paulo.
 

Comunidade São Judas Tadeu
ENDEREÇO: Av. Guilhermina, 785
BAIRRO: Vila Guilhermina
CIDADE: Praia Grande
CEP: 11701-500 - CONTATO: 3491-4700

Catequistas e Evangelizadores participem! Sua presença é muito bem vinda!
Comissão AB-C
Diocese de Santos








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Comissão para a Animação Bíblico-Catequética

– Diocese de Santos –
 
 
 

 Encontro de Formação de Catequistas – 2013

 
Tema: O evangelizador, sua realidade e suas ações.









 O encontro de formação aconteceu na Paróquia Nossa Senhora Aparecida na cidade de Mongaguá, no sábado dia 13 de abril, com inicio as 13h30 até às 18hs, com participação de catequistas, evangelizadores e demais pastorais das paróquias e capelas da cidade de Mongaguá. Contamos também com uma palestra, muito frutuosa, do Edmir e da Sandra da Pastoral do Menor. Estavam presentes também a Guadalupe e o Francisco, do Jornal Presença Diocesana de Santos. Veja algumas fotos:


 




Catequistas, evangelizadores, representantes de pastorais, grupos, de paroquias e comunidades de Monguagá, juntamente com a Pastoral do Menor.







                           Padre Luís Gonzaga

  





















                






                    
                        Sandra e Edmir - Pastoral do Menor
                                                                                            

                                                                                                                      Coordenadora da Catequese da cidade
                                                                                                                                de  Mongagua e Guadalupe






Comissão para a Animação Bíblico-Catequética

–Diocese de Santos –


segunda-feira, 8 de abril de 2013

51ª Assembleia Geral da CNBB.

Vinho novo em odres velhos?




Sérgio Ricardo Coutinho, presidente do Centro de Estudos em História da Igreja na América Latina (CEHILA - Brasil) e professor da História da Igreja, no Instituto São Boa ventura e de Formação Política e Econômica do Brasil e de “Teoria Política” no Centro Universitário IESB, em Brasília, comenta o tema central da Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB que se realiza em Aparecida.
Eis o artigo.
No último dia 10/04, os mais de 360 bispos, da maior Conferência Episcopal do mundo, deram início à sua 51ª Assembleia Geral. O tema central deste ano é “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”.
Ao que tudo indica, os bispos resolveram finalmente enfrentar um dos desafios propostos pela Vª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e caribenho, que se reuniu em 2007, em Aparecida (SP): a necessidade de conversão pastoral (DA 370) e, consequentemente, de “abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé” (DA 365) para que a Igreja deixe de lado uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. E uma destas estruturas, já ultrapassadas, é a paróquia. Mas, pretendem os bispos acabar com esta experiência, mais que milenar, ou vão tentar “salvá-la” dando-lhe um rosto novo?
De fato, coincidentemente, esta AG da CNBB acontece em um clima de novidades e de até algumas “rupturas” que o mundo católico vem acompanhando por meio dos gestos e palavras do novo papa Francisco. Em sua Audiência Geral de 27/03, Francisco convocava a Igreja para “abrir as portas” e sair ao “encontro dos outros” (ou como ele insiste em dizer: “ir para as periferias da existência”) e lamentava a atual situação da paróquia que nada tem de “missionária”: “que lástima, tantas paróquias fechadas!”.
Será uma tarefa árdua para o episcopado brasileiro durante estes dias de discussão, pois a paróquia é, como bem observou o Pe. José Antônio Almeida, um dos fenômenos eclesiais de longuíssima duração e que hoje apresenta uma série de dificuldades (“Paróquia, comunidade e pastoral urbana”, Paulinas, 2010).
De um ponto de vista histórico-sociológico, hoje a paróquia continua sendo uma instituição típica de Cristandade com seu caráter fortemente rural, onde ainda predomina, em muitos lugares, a liderança autocrática, vivendo sob um modelo sociocultural reacionário, de ação pastoral limitada e fechada sobre si mesma.
Além disso, é uma organização de massa onde, nas missas, os fiéis estão um ao lado do outro, mas sem comunicação entre si, não formando uma comunidade; desenvolve algumas atividades religiosas e cultuais, mais para clientes (consumo de bens religiosos) que para fiéis (comunidade de filhos e filhas de Deus).
Permanece vítima de seu caráter territorial e alheia aos outros ambientes sociais. Perdeu mobilidade e acabou se confundindo com a exterioridade física: a matriz, a casa paroquial, a secretaria, as obras paroquiais. Por isso, reduzida a um gueto sacral e administrativo, a paróquia se transformou num imóvel em que se prestam alguns serviços advindo da demanda religiosa tradicional.
Sua prática mais constante não é o testemunho/anúncio do Evangelho (martyría), nem o serviço (diakonía), mas o culto (leitourghia). Tem mantido e reforçado, ao longo dos séculos, o privilégio de celebrar os sacramentos. Ela responde a um modelo sacral onde os lugares de culto são evidentes: o templo, o altar, o sacrário, o batistério, o confessionário e, em alguns lugares, o cemitério. Neste sentido, tudo gira em torno do pároco, que é um “sacerdote”, isto é, um homem do culto. É responsável pela administração em todos os sentidos e em toda abrangência. A paróquia, em última análise, é o “senhor pároco”!
Também podemos dizer que a paróquia tornou-se uma instituição econômico-financeira. O maior volume do financiamento da Igreja passa pelas paróquias, desaguando, depois, nas dioceses e, finalmente, na Santa Sé. Os recursos são muito mais voltados para financiar suas atividades-meio que suas atividades-fim, sobretudo em relação à formação de pessoas, à alavancagem das atividades pastorais e à missão.
Como já é tradicional nas preparações de suas Assembleias anuais, o Secretariado-geral da CNBB organiza uma Comissão do Tema-Central (formada por bispos e peritos) para a produção de um primeiro texto para estudos e debates. Esta Comissão preparou um “texto-mártir” que foi enviado a todos os bispos antes da Assembleia para que possam propor as primeiras correções, emendas e supressões.
Solicitei também o mesmo a alguns especialistas, que conheço, em sociologia, bíblia e pastoral que leram e criticaram a 1ª versão do texto. O teor das observações feitas por estes revela bem qual o tipo de proposta inicial de discussão do tema central desta Assembleia.
A palavra “nova” existe apenas no título (“Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”). Na verdade o documento apresenta sugestões para “salvar” a velha paróquia. A impressão que o documento deixa sobre esta proposta de “comunidade de comunidades” é que se está procurando reajustar um edifício que vai só cuidar das “rachaduras” e de agregar-se novas salas ou corredores. Seria bom que os bispos lessem os últimos trechos da homilia de Frei Cantalamessa na celebração da Sexta-feira da Paixão durante a primeira Semana Santa do Papa Francisco.
Ora, o que hoje se propõe é que o modelo paroquial não somente seja melhorado, senão radicalmente repensado na linha da eclesiologia do Vaticano II. Seria necessário abandonar uma perspectiva da paróquia como um edifício de múltiplos usos, com muitas novas salas ou habitações conjugadas. Em vez disso, a paróquia deveria ser uma comunidade itinerante, profética e missionária mais do que um edifício de culto e de múltiplos serviços eclesiásticos.
O documento traduz uma mentalidade clerical tanto em sua linguagem, quanto em seu esquema e na visão que apresenta dos problemas e das soluções. Percebe-se uma ausência de contribuições e análises vindas do laicato. Daí, uma ausência sistemática das CEBs. Elas aparecem definidas, mas não explicitadas e surgem em meio aos movimentos apostólicos, novas comunidades e grupos eclesiais.
Percebe-se também a ausência de uma séria reflexão sobre o Presbítero necessário para coordenar esta paróquia “renovada”. Que tipo de padres temos hoje? Que Presbítero hoje está capacitado para esta paróquia “moderna”? Como lembrou, em um artigo, o Pe. José Comblin: “que o clero atual não tem condições para aplicar esse programa”.
Pois bem, vamos acompanhar o desenvolvimento deste importante evento eclesial e verificar qual será o produto destes dias de trabalho colegial. Esperamos que o “magistério” do papa Francisco seja levado a sério pelo episcopado brasileiro, caso os bispos desejem que a Igreja no Brasil seja verdadeiramente missionária.


domingo, 31 de março de 2013

Ressurreição de Jesus Cristo




Santa Páscoa 2013



 
Queridos Catequistas, neste Ano da Fé, queremos  nos comprometer mais com a vivência e o anúncio das verdades que cremos e vivemos, para testemunhar a todos o nosso ser discípulos-Missionários do Reino.
 
“Com a proclamação da Páscoa, Deus cumpre as suas promessas, ressuscitando seu Filho, Jesus.

 
Todos nós, cantamos ALELUIA, anunciando o “dia que o senhor fez para nós”.

 
Neste “ANO DA FÉ”, a celebração da Páscoa é, evidentemente,momento central.

 
A exemplo das mulheres apressada em ir ao sepulcro, a exemplo de Maria Madalena, de João e Pedro,somos todos motivados a madrugar e correr para “ver e crer” que o Senhor Ressuscitou.
Ele, que prometeu permanecer conosco todos os dias até o fim dos tempos, mostrando-se vivo e vitorioso diante do pecado e da morte ,haverá de, também em nós, infundir novo ânimo e jubiloso entusiasmo.

 
É hora, tempo propício ,de a Igreja, que “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, alegrar-se com o anúncio da cruz E DA MORTE DO Senhor,até que Ele venha.

 
  É oportunidade fecunda para todos nós, cristãos, nos sentirmos robustecidos pela força do

 
   Ressuscitado, de modo a vencer pela paciência e pela caridade, as aflições e dificuldades.
 
O Mistério Páscoa foi confiado aos Discípulos do senhor:”o Amor de Cristo enche os nossos corações e nos impele a evangelizar” 
(2 Cor 5,14-15 )

 
O empenho pela “nova evangelização” esperado pela igreja, a fim de descobrir outra vez a  “Alegria de Crer” e
 de reencontrar o entusiasmo de comunicar a Fé, tem na Páscoa de Jesus a grande motivação.

 
A Fé cresce quando é vivida como experiência de Amor recebido e quando é comunicada como experiência da graça e da alegria.

 
Isso acontece na comunidade de irmãos reunido em volta da Palavra e da Eucaristia.
Quando diariamente ou, ao menos, aos domingos celebramos o mistério da nossa Fé na Eucaristia, estamos proclamando a  vitória de Jesus,a sua páscoa,e aguardando o dia em que também nós poderemos dizer:”Vimos o Senhor”.


 
(Dom Geraldo Majella Agnelo)
 
 
 

 
UMA  FELIZ  E SANTA PÁSCOA  REPLETA  DE  PAZ SEMPRE EM  COMUNHÃO  E  MISSÃO!
       
 
Comissão Animação Bíblico Catequética


sábado, 30 de março de 2013

Vigília Pascal do Sábado Santo

Tanto refletimos sobre a Vigília Pascal que esquecemos o clima de tristeza e luto que perpassa o dia do Sábado Santo. Na Liturgia das Horas do Sábado Santo, a Igreja proclama a tristeza da morte de seu Senhor e Mestre, Jesus Cristo. O clima espiritual das liturgias, especialmente aquelas matutinas, cantam lamentações, súplicas de perdão e intercessões de misericórdia. São prenúncios preparativos para exultar com maior força a alegria da Ressurreição. Este clima espiritual da Igreja é iniciado após a Liturgia da Morte do Senhor, na Sexta-feira Santa, quando a Igreja ingressa no grande silêncio. Este grande silêncio do Sábado Santo, pela manhã, é tradicionalmente dedicado à Mãe de Jesus, exemplo de fé e esperança, motivando os cristãos a respirar a vida com os mesmos odores da fé e da esperança, porque Deus cumpre suas promessas e suas promessas estão sempre do lado da vida. O Sábado Santo está envolvido nessa atmosfera de fé e esperança que mistura a tristeza da Cruz e a esperança da Ressurreição. Por isso, o Sábado Santo não se resume na Vigília. Esta é ponto de chegada, o grande auge, a grande exultação que explode de alegria, que celebra a vitória da vida sobre a morte. A grande Vigília Pascal é preparada por um dia silencioso e carregado de profunda espiritualidade — com um quê de espiritualidade “mariana” — contemplando a Mãe silenciosa que sofre sem deixar de crer e esperar em Deus.
         Manifestando a continuidade desse dia silencioso e enlutado, a primeira parte da Vigília Pascal acontece na escuridão silenciosa da noite. Como tudo é simbólico nessa celebração, acendemos o fogo da vida na escuridão da morte. No meio da noite, em uma Igreja escurecida (enlutada) pela morte do Senhor, acendemos uma grande luz para proclamar a vitória de Jesus Cristo recordando as maravilhas divinas, através da longa Liturgia da Palavra que, pouco a pouco, vai acendendo as luzes da igreja e no coração dos celebrantes, fazendo memória da criação divina (1ª leitura), da fé de Abraão (2ª leitura), da liderança profética de Moisés, conduzindo o povo pela Páscoa do deserto (3ª leitura). Depois, a Igreja proclama agradecida, em forma de poemas e cânticos, as promessas divinas (4ª leitura, 5ª leitura, 6ª leitura e 7ª leitura; mais os salmos responsoriais). Finalmente, a luz resplandece com todo o esplendor no túmulo vazio: o Senhor ressuscitou, proclama o Evangelho; “aleluia”, cantam os celebrantes. Nesta longa Liturgia da Palavra, passado e presente se encontram, vida e morte duelam; a vida vence: Jesus ressuscitou (Evangelho). O que isso significa?
         Professamos nossa fé declarando que Jesus “desceu à mansão dos mortos”. Passa pelo mistério da morte, participa da morte como um dia dela participaremos. O Sábado Santo é um dia no qual experimentamos um mundo sem Deus (Deus sepultus est). Por isso, o Sábado Santo começa como dia do sepultamento, até o momento que a sepultura é aberta e deixa de ser lugar dos mortos. Sábado Santo é também o dia, no qual os homens pretenderam enterrar Deus, iludidos que uma pedra seria suficiente para fazê-lo desaparecer da terra. Por isso, na celebração da Vigília Pascal, os celebrantes se colocam do lado de Deus e exultam de alegria porque a vitória da morte foi aparente e por pouco tempo. Depois que Jesus “desceu à mansão dos mortos”, a morte não é mais a mesma. Jesus tirou dela o aguilhão; tirou-lhe a possibilidade de destruir a vida, e a transformou em passagem — em Páscoa — para a vida eterna.

         Algum tempo atrás li um texto que, penso, poderá ajudar a reflexão espiritual do Sábado Santo. Era um texto em francês; não o lembro na íntegra, por isso faço uma adaptação do mesmo, em base as minhas lembranças. O texto dizia que a Mãe de Jesus recebe o manuscrito do evangelista Lucas (seu Evangelho) e, depois de lê-lo, escreve algumas considerações e lembranças do primeiro Sábado Santo da história, que ela passou na casa de João. Passo a algumas partes do texto...

         Li o teu livro, Lucas, e mesmo que tenhas pedido para corrigir ou ampliar a sessão, na qual meu Filho começou a ensinar e pregar na Galiléia, não mudaria nenhuma linha. Durante a leitura a saudade começou a falar alto e não deixo de repensar tudo que ele disse, permitindo assim que ele continue falando no meu coração.
         Até mesmo as lembranças que te contei aparecem com nova vivacidade. Contei que quando o encontramos no Templo, por exemplo, eu e José não tínhamos compreendido bem a explicação que nos dera, que deveria cuidar das coisas do seu Pai. Agora vejo que tudo que dissera tem um sentido profundo, que nos escapa num primeiro momento, mas é melhor compreendido no silêncio da meditação, embora tudo será esclarecido no último dia (....). Foi entre essas lembranças que considero importante dizer algo mais sobre aquele Sábado, quando meu Filho foi colocado na sepultura. Tu dizes simplesmente que entramos e ali o sepultamos como prescrito pela Lei e pelos costumes dos judeus. Naquele dia, o Espírito repousou em mim com todo seu dom de fé e esperança, como só a ele é possível. (Em Pentecostes, isso se tornou visível nas línguas de fogo).
         Depois de ter enterrado o corpo de Jesus, João insistiu que não voltasse para minha casa, mas que ficasse com ele, durante o Sábado. Naquele dia não conversamos quase nada, porque a voz e as palavras nos faltavam. E, mesmo que a dor e o luto transpassassem meu coração, quando chegou a noite, comecei a sentir uma fé e uma certeza inexprimíveis, que jamais tinha sentido em minha vida. (....). Veio-me à mente as palavras que ele dissera a Marta e Maria: “Eu sou a ressurreição e a vida”. Esta foi a Palavra que iluminou meu coração quando a tarde daquele Sábado ia caindo. Comecei a me perguntar exatamente como tinha questionado Gabriel: “como será isso possível?” A resposta foi a mesma: “A Deus nada é impossível!” No 1º dia da semana, continuei meditando silenciosamente estas palavras em meu coração, entre trevas de dor e dores de saudade. Mas elas estavam plenas de certeza, repletas de fé, a ponto que meu coração se aquietou e senti vontade de novamente cantar a Deus, meu salvador.
         Mas, eu ainda nada sabia do que aconteceria naquela manhã. Quando minhas amigas foram ao túmulo com perfumes, eu sentia em meu coração que elas não o encontrariam mais no túmulo. No meio de toda a confusão daquele dia, eu continuei meditando no silêncio de meu coração, ouvindo aqui e ali alguém comentando sobre ressurreição, sem ousar crer que pudesse ser verdade. Foi o próprio João que veio até meu quarto para dar a boa notícia, para comunicar a grande realização de Deus: ele ressuscitou dentre os mortos. Meu Filho ressuscitara. Grande é nosso Deus!
(Adaptação de Serginho Valle)


Leituras deste sábado santo :




1ª leitura: Gn 1,1—2,2 = Depois da criação, Deus viu que tudo era bom




Salmo: Sl 103 - Enviai, Senhor o vosso Espírito, e renovai a face da terra





2ª leitura: Gn 22,1-18 = O sacrifício de Abraão: “não faças nada a teu filho”



Salmo: Sl 15 = Guardai-me, ó Deus, porque em vós meu refugio



3ª leitura: Os Ex 14,15—15,1 = Atravessaram o Mar Vermelho a pé enxuto



Salmo: Ct de Ex 15 = Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória



4ª leitura: Is 54,5-14 = Com misericórdia me compadeci de ti



Salmo: Sl 29 = Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes!



5ª leitura: Is 55,1-11 = Vinde a mim, farei convosco um pacto eterno



Salmo: Ct de Is 12 = Com alegria bebereis do manancial da salvação



6ª leitura: Br 3,9-15.32— 4,4 = Marcha para o esplendor do Senhor



Salmo: Sl 18b = Senhor, tens palavras de vida eterna



7ª leitura: Ez 36,16-17a. 18-28 = Derramarei sobre vós uma água pura



Salmo: Sl 41 = A minh'alma tem sede de Deus



Epístola: Rm 6,3-11 = Cristo ressuscitado dos mortos, não morre mais



Salmo: Sl 117 = Aleluia, daí graças ao Senhor, porque Ele é bom



Evangelho: Lc 24,1-12 = Ele ressuscitou e vai à vossa frente para a Galiléia






 Ressurreição de Jesus Cristo


 


Pedro dirige sua palavra a judeus que conheciam Jesus e os fatos históricos da Paixão e Ressurreição: “vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia, a começar da Galiléia” (1ª leitura). O acontecimento histórico da Ressurreição ilumina a reflexão dos Evangelhos e de Pedro, que define Jesus como aquele que “andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele”(1ª leitura). É a partir da Ressurreição que Pedro, os Apóstolos e todos os discípulos compreendem que a missão de Jesus se destinava a perdoar os pecados da humanidade para torná-la digna de participar da vida divina. Na sua pregação, Pedro não se detém em detalhes da história de Jesus, pois eram conhecidos. Sua pregação esclarece o significado da vida de Jesus através de uma leitura teológica de que “todos os profetas dão testemunho dele” (1ª leitura). Contemplando tais fatos, a Liturgia canta o Sl 117 para exaltar a misericórdia divina, glorificar e louvar a Deus pelas “maravilhas que ele fez a nossos olhos” (salmo responsorial). Olhos da carne, no caso de Pedro e dos Apóstolos, que comeram e beberam com o Senhor (1ª leitura), olhos da fé para quem acredita no testemunho daqueles que “comeram e beberam” com o Senhor (1ª leitura). Pois bem, este Jesus foi morto, ressuscitou e tornou-se pedra angular, a possibilidade do homem, da mulher e da sociedade humana construírem uma nova vida, com um sentido existencial novo (salmo responsorial).



Construir nova vida sobre essa pedra angular exige descartar fundamentos existenciais oferecidos pelo mundo para edificar a vida sobre Jesus e seu Evangelho. As orientações práticas para tal fim estão nas duas cartas de Paulo (propostas à escolha nessa celebração). Uma convida a iluminar a vida com o esplendor da Ressurreição de Jesus, presente em nós desde o Batismo (2ª leitura - CL). Quem é batizado na Ressurreição traz em si o esplendor da luz divina, embora escondida nos limites humanos do corpo; um dia, ela aparecerá plenamente, quando será “revestido de glória” (2ª leitura - Cl). Noutra, Paulo orienta a trocar o fermento velho do mundo pelo fermento da Ressurreição, que leveda a vida no amor divino (2ªleitura - 1Cor). Na prática, não se trata de fugir do mundo, mas nele viver iluminado pelo esplendor da Ressurreição e deixando-se levedar pelo amor divino.



Toda essa teologia e espiritualidade não passará de bela teoria a quem não fizer o caminho da Ressurreição, como as mulheres, na madrugada do mundo (Evangelho), e os discípulos de Emaús, no entardecer de um sonho que terminara em morte (Evangelho da noite). Percorrer esse caminho exige o tempo e o esforço “para alcançar as coisas do alto” (2ª leitura - Cl). A primeira experiência do discípulo e discípula, na busca da Ressurreição acontece na madrugada, com as dúvidas da fé diante de uma sepultura com uma grande pedra irremovível. “Quem irá remover a pedra da sepultura?”,perguntam as mulheres (Evangelho). Quem irá tirar de nós as pedras que encontramos nos caminhos da vida para contemplar o esplendor da Ressurreição de Jesus? O encontro com o túmulo vazio também é questionador: — quem poderia ter tirado a pedra? Quem se interessaria em roubar o corpo, dobrando os panos fúnebres? Questionador porque instiga, provoca a crer na Ressurreição lendo detalhes nos sinais. Quem aprender a gramática dos sinais divinos, que se ilumina na fé, perceberá que a morte tinha sido dobrada nos panos e colocada de lado, pois a vida voltou a resplandecer em Jesus: ele ressuscitou dos mortos (Evangelho). Aleluia!



“Onde puseram o corpo de Jesus”



“Onde puseram o corpo de Jesus”, perguntam as mulheres ao se depararem com o túmulo vazio, na madrugada da Ressurreição. O corpo de Jesus, realidade de sua presença entre nós, havia desaparecido. No Natal, encontramos Jesus no seu corpo humano (Lc 2,7). Isto não acontece na Páscoa, quando sua presença se dá de outros modos: caminha conosco sem ser conhecido, fala em sua Palavra e parte o pão na mesma Mesa onde alimentamos nossas vidas (Lc 24,13-32). No Natal, encontramos no corpo de Jesus a visibilidade do Emanuel, Deus conosco e Deus entre nós; na Páscoa essa certeza desaparece de nossos olhos. “Onde puseram o corpo do Senhor”, para que o encontremos? As mulheres se depararam com o Senhor e o confundiram com um jardineiro (Jo 20,15). Os discípulos de Emaús caminharam 13Km com Jesus, mas só o reconheceram na experiência do coração ardendo ao ouvir sua Palavra, não seu timbre de voz (Lc 24,32). Seja para as mulheres como para os discípulos, os olhos estavam fechados pelo medo, ansiedade, decepção, dor, susto, choros, deplorações... sentimentos que impedem ver e sentir a presença divina nos acontecimentos da vida. Não é falta de fé, apenas a necessidade do tempo necessário para que a fé amadureça.



Nesse “Ano da Fé”, é importante celebrar a Ressurreição de Jesus não apenas como uma convicção mental, de quem crê porque outros disseram que isso aconteceu, mas se colocando a caminho para contemplar as maravilhas que o Senhor realiza em nossas vidas (SR). Todas as nossas celebrações são memoriais: proclamam os feitos do Senhor, dão graças, e se projetam para o futuro que é eterno. Por isso, a celebração é fonte da fé, que confirma e indica o caminho capaz de dilatar o tempo e o espaço da vida. Celebrar a Ressurreição não se limita ao fato histórico em si, mas é momento para repetidamente perceber a presença do Senhor nos caminhos de nossas vidas, sejam eles no escuro da madrugada ou no lusco-fusco da tarde.



Sempre é preciso fazer e refazer o caminho, como dito acima. Por isso, a celebração é uma pausa restauradora, como proclama um “orate fratres”, no rito das oferendas. Fazer e refazer o caminho recordando (trazendo para o coração, para o centro da vida) aquilo que o Senhor fez e continua fazendo em nossas vidas. “Quantas maravilhas ele faz a nossos olhos”, em nossas vidas, canta o salmista. Não se trata de envolver a fé num sentimento bom, embora isso se torne conseqüência, mas torná-la palpável e concreta, na pedagogia de quem caminha nas estradas do mundo ao lado de Jesus ressuscitado. Para isso é importante caminhar mais atento que os discípulos de Emaús e perceber, na fé, a presença do Senhor ressuscitado ao nosso lado. Feliz Páscoa!



(Francisco Régis)







Retirado do site http://www.liturgia.pro.br/site/

quinta-feira, 21 de março de 2013

Domingo de Ramos

“teu rei vem montado num humilde jumentinho.”  (Zc 9,9)
 
 
A celebração Ramos se inicia fazendo memória da entrada de Jesus em Jerusalém. A procissão que realizamos não é um fato folclórico, mas memória de um acontecimento salvífico profetizado por Zacarias (Zc 9,9): “teu rei vem montado num humilde jumentinho.” Participar dessa procissão é um modo de continuar a mesma aclamação iniciada pelo povo de Jerusalém, quando acolheu Jesus com hosanas, com ramos de oliveiras. Nós relembra-mos a mesma aclamação em nossa cidade, proclamando lá na rua, para que todos escutem que o Senhor é nosso rei.  Jesus vem até nós montado num jumentinho — animal usado para o serviço e para o trabalho, entre os judeus —. Vem como servidor ao proximo, em total humildade, anunciando  o poder do amor e da paz, para que  sejam plantados na terra e no coração de cada pessoa. Em Jesus tem início uma nova ordem social, não fundamentada nos poderes políticos, mas no poder do serviço, do amor e da fraternidade. Não aclamamos um político e nem um revolucionário, mas o Messias, aquele que foi enviado por Deus com a missão de trazer a paz divina para a terra. 
 
 
A missão de Jesus
 
Jesus veio à terra com essa missão de plantar a força do amor, da paz e da fraternidade. O evangelista Lucas descreve a missão de Jesus como uma grande viagem, começada na Galiléia, onde Jesus inicia suas atividades, e terminada em Jerusalém, quando entra na cidade santa para ali concluir sua missão, oferecendo sua vida em sacrifício ao Pai. O grito de Jesus, na Cruz — “tudo está consumado” — significa que realizou plenamente a missão que o Pai lhe confiara. Ele introduziu o Reino de amor na terra, ensinou que a fraternidade promove a justiça, a solidariedade e a paz. Jesus não entra na cidade com o símbolo do poder e da força política daquele tempo, um cavalo, mas com a simplicidade de um jumentinho, um animal para o trabalho, a serviço dos homens. Jesus entra na cidade como quem se coloca a serviço dos homens com seu Evangelho.
 
 
É nosso dever continuar o projeto iniciado por Jesus
 
 Jesus, iniciada o seu projeto Divino, na Galiléia e se completa em Jerusalém, acontece no dia da Páscoa dos judeus. Jesus tinha a intenção de mostrar aos discípulos e a todos nós, que existe uma relação direta entre a Páscoa dos judeus e tudo que acontecia com ele. Queria que seus discípulos entendessem que a sua morte na Cruz não era uma derrota, o fim de um projeto que ele ensinava; era apenas o começo. O projeto deveria ser continuado por nós. Jesus queria que seus discípulos entendessem que aquele cordeiro pascal, que os judeus matavam e comiam para celebrar a Páscoa, era ele mesmo, morto na Cruz. Mas, o  cordeiro precisava ser consumado, ser comido numa ceia ritual, como era a Páscoa judaica. Por isso, Jesus toma o pão e o vinho e os apresentam como seu Corpo e Sangue. Quem come o pão e o vinho, reunido numa ceia pascal, como esta que fazemos agora, na celebração da Missa, está comendo, está se alimentando da Páscoa de Jesus.  Cada vez que nos sentamos ao redor da Mesa da Eucaristia, não apenas rezamos ou cantamos a Deus, mas nos comprometemos com o projeto de Deus iniciado por Jesus.
 
 
Testemunhar o Evangelho
 
O tema da Campanha da Fraternidade deste ano foi um convite dirigido a todos nós, mas especialmente aos jovens: “Eis-me aqui, envia-me!” Enviar para onde e com que objetivo? O envio é para o mundo, para nossas comunidades, para nossas cidades, para os locais onde vivemos. O objetivo não é, em primeiro lugar, aumentar o número de cristãos, mas testemunhar a mensagem do Evangelho através da vida. Testemunhar, com um sorriso no rosto, com paz e serenidade no coração, que cremos na possibilidade de mudar os relacionamentos sociais através do poder do amor, do serviço fraterno e com a dinâmica da misericórdia... não queremos tomar o lugar do poder político, do poder econômico, do poder da ciência, etc... mas queremos que esses poderes se transformem em serviço para o bem do povo e para que nos relacionemos fraternalmente entre nós. Quem senta à mesa com o Senhor, como fazemos agora, se compromete com esse projeto de Jesus. A quem tem medo dos enfrentamentos, porque eles acontecem e são inevitáveis, Jesus garante a sua oração em nosso favor: “eis que orei por ti” — diz o Evangelho da Paixão — “para que tua fé não esmoreça”, não se enfraqueça, não se intimide e muito menos tenha vergonha. Nós celebramos a Missa para nos comprometer com o projeto de Jesus, para estar a serviço do seu Reino. Levamos esse projeto de modo simples — “montado em jumentos”, podemos dizer — mas o levamos com a força e a coragem da fé, pois cremos que o Evangelho é a melhor proposta que existe para o mundo e para a vida de cada pessoa.

Texto : www.liturgia.pro.br
Fotos : http://savmaringa.blogspot.com.br/2013/01/campanha-da-fraternidade-2013.html
            http://cançãonova.com.br