terça-feira, 16 de julho de 2013

Nossa Senhora do Carmo

Pelo ano de 1222, dois cruzados ingleses levaram para a Inglaterra, alguns Carmelitas que habitavam o Monte Carmelo. Um homem penitente, austero, logo se uniu a eles. Era Simão Stock. Consta que tivesse ele recebido um aviso de Nossa Senhora que viriam da Palestina Monges devotos de Maria e que deveria unir-se a eles. Vieram depois tantos Carmelitas para a Europa que foi preciso nomear um Superior Geral para os mesmos. Em 1245, foi ele eleito para desempenhar este cargo. Encontrou ele dificuldades quase insuperáveis. Mandou que os Carmelitas estudassem: isto gerou uma discórdia interna, pois não queriam os mais velhos que contemplativos estudassem. O clero secular revoltou-se contra eles e pediu a Roma sua supressão. Diante de tanta oposição, Simão Stock, com seus 90 anos, retirou-se para o mosteiro de Cambridge, no Ducado de Kent, e pedia a proteção de Maria. Orava ele em sua cela, quando viu um clarão, na noite de 16 de julho de 1251. Rodeada de anjos, Maria Santíssima entregou-lhe o Escapulário, dizendo-lhe: "Recebe, filho queridissimo, este Escapulário de tua Ordem: isto será para ti e todos os Carmelitas um privilégio. Quem morrer revestido dele não sofrerá o fogo eterno".
Desde aquele 16 de julho de 1251, Nossa Senhora do Carmo jamais deixou de amparar seus devotos, revestidos do Escapulário.

Passaram sete séculos, Milhões de cristãos, trouxeram o Escapulário de Maria.

É verdade que aqui e acolá surgem vozes, negando a aparição e, por consequência, a devoção devida a Maria.
O maior inimigo do Escapulário do Carmo foi o Anglicano Launoy, dizendo que é uma lenda. O livro de Launoy foi colocado no Índice dos Livros Proibidos. O papa Bento XIV, um dos mais sábios teólogos de todos os tempos, não se limitou apenas a condenar Launoy, mas disse claramente que só um desprezador da Religião podia negar a autenticidade da Visão do Escapulário. Apesar disto, o livro de Launoy continuou a ser citado e as dúvidas persistiram. Foi devido aos ataques que se fez um estudo mais apurado e se descobriu o livro, denominado "Viridarium", escrito em 1398 por Frei João Grossi, Superior Geral dos Carmelitas. Era um homem santo e letrado, célebre na Igreja pela atividade exercida para terminar com o Grande Cisma do Ocidente. Consultou os companheiros que conviveram com S. Simão Stock. Apresenta ele um Catálogo dos santos Carmelitas, dizendo que o nono é S. Simão Stock, o sexto superior geral da Ordem. Descreveu como aconteceu a aparição, a 16 de julho de 1251. Contou que São Simão Stock morreu em Bordeus, na França, quando visitava a Província de Vascônia em 1261.
Infelizmente, a biblioteca de Bordeus foi queimada um século depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, por funcionários municipais, por causa de uma peste, com medo da propagação do contágio.

Henrique VIII, rei da Inglaterra, ao se separar de Roma e, ao fundar a Igreja anglicana, mandou arrasar as bibliotecas católicas.

Um carmelita contemporâneo de São Simão Stock, que vivia na Palestina, escreveu um livro intitulado: "De multiplicatione Religionis Carmelitarum per Provinciais Syriae et Europae; et de perditione Monasteriorum Terrae Sanctae". Nesta obra, contava as terríveis perseguições e dissenções que arruinavam a Ordem do Carmo, antes da aparição de Nossa Senhora . Opinava ele que eram fomentadas por Satanás. Declarava ele que a Santíssima Virgem apareceu ao Prior Geral, São Simão Stock e que, após a Visão de Nossa Senhora do Carmo, o Papa não só aprovara a Ordem, mas ordenara que se empregassem censuras eclesiásticas contra todo aquele que, daí em diante, fosse contra os Carmelitas. O Papa mandou cartas a todos os Arcebispos e Bispos, exortando-os a tratar com mais caridade e consideração os seus amados irmãos Carmelitas e permitissem a construção de mosteiros adequados.
Um ano depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, o Rei da França, Henrique III, em 1252, publicou diplomas de proteção real à Ordem recentemente transplantada para o seu reino.

Em 1262, um ano após a morte de São Simão Stock, o Papa Urbano IV concedeu privilégios aos membros que compunham a Confraria do Carmo. Ora o Papa só dá privilégios a associações bem constituídas.

Quinze anos depois da morte de S. Simão Stock, ocorrida em 1261, foi sepultado em Arezzo, a 10 de janeiro de 1276, o Papa Gregório X, que governou a Igreja, desde 1271. Consta que antes de ser Papa usava o Escapulário. Em 1830 quando foi exumado seu corpo para ser colocado num relicário de prata, foi encontrado intacto o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, de seda de carmezim, com precioso bordado a ouro, como convinha ao Papa. Encontra-se, hoje, no museu de Arezzo, como um dos tesouros. Este é o primeiro Escapulário pequeno conhecido na História.

Em 1820, numa Assembléia, em florença, Itália, os 40 Carmelitas reunidos falam do Escapulário, ocorrendo o mesmo, em julho de 1287, em Montpelier, França.
As constituições de 1324, 1357 e 1369 dizem que o Escapulário é o hábito especial da Ordem e que os Carmelitas devem usá-lo.

Diante disto, John Haffert diz: "Conclui-se, portanto, que a aparição da Santíssima Virgem a S. Simão Stock é, historicamente, ceríssima".

Uma vez demonstrada a historicidade da aparição de Nossa Senhora do Carmo, John Haffert analisa o cumprimento da Promessa de Maria, através dos sete séculos. Conta ele fatos e mais fatos ocorridos com o que, na vida, trouxeram o Escapulário de Nossa Senhora.

Artigo escrito por Dom Pedro Fedalto, Arcebispo de Curitiba para o Jornal Gazeta do Povo.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

O rosto da adúltera de Jesus


"Foram os hebreus que deram os primeiros passos para a descoberta do espaço interior onde vejo a distância entre mim e a verdade sobre mim mesmo, em vez de me preocupar com a verdade política, sofro com a mentira moral", escreve Luiz Felipe Pondé, professor de Filosofia, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 15-07-2013.
Segundo ele, "a filosofia hebraica funda regimes de verdade que leva o sujeito a olhar para si mesmo em vez de olhar para os outros. Em vez de cultivar uma filosofia política, ela cultiva uma filosofia moral da vida interior na qual não é barulho da assembleia que importa, mas o silêncio no qual os demônios desvelam nossa própria face".
Eis o artigo.
Então, Jesus foi abordado por um grupo de pessoas muito preocupadas com a retidão da lei. Traziam consigo uma mulher em prantos que havia sido pega em adultério. Jogada ao chão, ela tremia de medo. O povo pedia para que Jesus fizesse valer a lei: morte da adúltera por apedrejamento. (João, 8, 1-11. Nota da IHU On-Line).
Isso foi há 2.000 anos, mas ainda hoje, no mesmo Oriente Médio, tem gente que apedreja mulheres e acha (agora, no Egito) que violentá-las nas praças seja um "direito da soberania popular revolucionária", enquanto se matam, nas mesmas praças, pelo modo ocidental de vida ou por outra forma de lei (o fundamentalismo islamita).
E assim caminha a humanidade, em ciclos, para lugar nenhum, mas com festas e crenças diferentes no meio, e demagogos a cantar...
Mas voltemos a Jesus. Fatos como esses me fazem achar que Jesus era um cabra macho. Enfrentar o povo quando este se julga movido pelo correto modo de viver é algo que exige, como dizem los hermanos, "cojones". Jesus disse que quem tivesse livre de pecado que atirasse a primeira pedra. Todos foram embora.
Esta é uma das passagens típicas do mundo bíblico na qual fica claro o tema da hipocrisia como motivação profunda daqueles que se acham arautos do bem, moral ou político.
Mas Jesus era um filósofo hebreu e estes filósofos eram diferentes dos filósofos gregos. O mundo bíblico é diferente da filosofia grega. Naquele, o "regime da verdade" (ou modo de busca da verdade) é interno e moral, na filosofia grega é externo e político.
O problema de saber se o que eu digo é verdade ou não, quando falo ou argumento, inexiste na Bíblia, porque o personagem principal do diálogo é Deus, e Ele sempre sabe de tudo, não há como mentir para Ele como há como mentir para outro homem ou para assembleia "soberana", como na filosofia ou democracia gregas. Segundo o críticoGeorge Steiner, o Deus de Israel irrita porque está em toda parte e sabe de tudo.
Sabe-se que o advento da democracia grega levou muita gente a pensar sobre a diferença entre pura retórica, que visa o mero convencimento dos outros numa assembleia (eu acho que a democracia é 90% isso mesmo), e a verdade em si do que se fala.
O problema que nasce daí é a relatividade da verdade, dependendo do ponto de vista de quem fala e de quem ouve. Na Bíblia, o problema é se minto para mim mesmo ou não. Na esfera pública, é o tema da hipocrisia, na privada, o da verdade interior. A Bíblia criou o sujeito e as bases da psicologia profunda.
Na Bíblia, como o poder é sempre de Deus e ele é mais íntimo de mim do que sou de mim mesmo, o problema é como eu enfrento a mim mesmo. A preocupação com a lei é sempre acompanhada da atenção para com a falsidade de quem diz ser justo.
Por isso foram os hebreus que deram os primeiros passos para a descoberta do espaço interior onde vejo a distância entre mim e a verdade sobre mim mesmo, em vez de me preocupar com a verdade política, sofro com a mentira moral.
O crítico Erich Auerbach, no seu "A Cicatriz de Ulisses", parte da coletânea "Mímesis", reconhece este traço do texto hebraico: a relação de atenção e agonia entre Deus e seus eleitos molda o herói bíblico, dando a ele um rosto marcado por uma tensão moral.
Ainda na Bíblia hebraica, o rei David, o preferido de Deus, em seus belos "Salmos", O encanta justamente porque expõe seu coração sem qualquer tentativa de mentir para si mesmo.
Santo Agostinho com suas "Confissões" faz eco a David. A literatura monástica e mística medievais cultivou este espaço até seu ressurgimento no século XIX no pietismo alemão de gente como J.G. Hamann, o "mago do norte", ancestral direto do romantismo. Do romantismo e seu epicentro na verdade interior do sujeito, chegamos à psicologia profunda e à psicanálise.
A filosofia hebraica funda regimes de verdade que leva o sujeito a olhar para si mesmo em vez de olhar para os outros. Em lugar de cultivar uma filosofia política, ela cultiva uma filosofia moral da vida interior na qual não é barulho da assembleia que importa, mas o silêncio no qual os demônios desvelam nossa própria face.

domingo, 7 de julho de 2013

Artigo de julho do Pe. Luís Gonzaga: “Na escuta do discípulo missionário”.


Durante este mês de julho a Igreja promove um grande evento de nível mundial que terá sua sede na cidade do Rio de Janeiro, aqui no Brasil: a Jornada Mundial da Juventude! Além da grandiosidade do evento eu sempre fiquei me perguntando sobre o que realmente se deve esperar de uma movimentação de massa desse tipo no que diz respeito à evangelização e, mais particularmente, à catequese.

Em todo o caso, tenho esperança que neste ano pelo menos uma coisa diferente irá acontecer. Talvez pela primeira vez o Papa, ao se encontrar com a juventude, irá falar diretamente aos jovens sobre temas que realmente lhes interessa e de forma que sejam capazes de entender! Afinal, desde o dia de sua eleição, uma característica do Papa Francisco é aquela de fazer suas homilias e reflexões em geral, sempre a partir da Palavra de Deus, tendo presente o público que está lhe ouvindo e em sintonia com os problemas e questionamentos do dia a dia.

Por que o Papa Francisco age assim? Com certeza porque acredita naquilo que sempre foi ensinado sobre evangelização e que ele mesmo, enquanto Cardeal Bergoglio, ajudou a escrever no Documento de Aparecida: “Encontramos Jesus na Sagrada Escritura, lida na Igreja. A Sagrada Escritura, ‘Palavra de Deus escrita por inspiração do Espírito Santo’, é, com a Tradição, fonte de vida para a Igreja e alma de sua ação evangelizadora. Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. (...) Faz-se, pois, necessário propor aos fiéis a Palavra de Deus como dom do Pai para o encontro com Jesus Cristo vivo, caminho de ‘autêntica conversão e de renovada comunhão e solidariedade’. (...) Os discípulos de Jesus desejam alimentar-se com o Pão da Palavra: querem chegar à interpretação adequada dos textos bíblicos, empregá-los como mediação de diálogo com Jesus Cristo, e a que sejam alma da própria evangelização e do anúncio de Jesus a todos. (...) Isso exige, da parte dos bispos, presbíteros, diáconos e ministros leigos da Palavra, uma aproximação à Sagrada Escritura que não seja só intelectual e instrumental, mas com coração ‘faminto de ouvir a Palavra do Senhor’ (Am 8,11).” (Documento de Aparecida, 247-248).

Esse esforço contínuo do Papa Francisco em propor a Palavra de Deus de forma simples e compreensível deve servir de grande estímulo a todos nós, discípulos missionários de Jesus Cristo a sermos pessoas que escolhem a melhor parte da contínua escuta do Senhor para conseguir transmiti-la de forma apaixonante e eficaz.

Aprofundamento a partir da Palavra de Deus: No final de semana anterior ao início da JMJ vamos celebrar o 16º domingo do Tempo Comum, cujo evangelho é: Lc 10,38-42. Convido você a lê-lo com calma, prestar atenção e responder: Também me esforço para “escolher a melhor parte”? Encaro o encontro com a Palavra de Deus como motivação para meu trabalho de evangelização? Tenho a preocupação de transmitir a Palavra de Deus de forma apaixonante e eficaz?
 
Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C
 
 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

FESTA DA DEDICAÇÃO DA CATEDRAL DE SANTOS

       Ata da dedicação da Igreja Catedral de Santos

"Aos cinco dias do mês de Julho do Ano do Senhor de mil novecentos e noventa e sete, nesta Cidade de Santos, Diocese De Santos - SP, sob o Pontificado do Papa João Paulo II, o Bispo Diocesano Dom David Picão, durante a missa das dez horas, dedicou a Igreja Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário,
mesma Cidade e Diocese, a Deus, em louvor a NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO, tendo sido o altar dedicado a SÃO JOÃO BOSCO, SANTA MARIA GORETTI, SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET e SÃO DOMINGOS SÁVIO. Para constar, foi feita esta ata, em duas vias, que é assinada pelo Bispo Diocesano, o Bispo Coadj mesma Cidade e Diocese, a Deus, em louvor a NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO, tendo sido o altar dedicado a SÃO JOÃO BOSCO, SANTA MARIA GORETTI, SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET e SÃO DOMINGOS SÁVIO. Para constar, foi feita esta ata, em duas vias, que é assinada pelo Bispo Diocesano, o Bi nesta mesma Cidade e Diocese, a Deus, em louvor a NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO, tendo sido o altar dedicado a SÃO JOÃO BOSCO, SANTA MARIA GORETTI, SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET e SÃO DOMINGOS SÁVIO. Para constar, foi feita esta ata, em duas vias, que é assinada pelo Bispo Diocesano, o Bispo Coadjutor Dom Jacyr Francisco Braido, o Pároco, demais Sacerdotes, Autoridades, membros da Comissão de Obras e representantes da comunidade Paroquial.
 Santos, 05 de Julho de 1997"
Fotos e comentários: facebook/jovens.catedralsantos
 
Comissão AB-C Diocese de Santos

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Diocese de Santos comemora 89 anos


Nesta quinta-feira 04 de julho de 2013 na Catedral de Santos, aconteceu a Missa em ação de graças pelos 89 anos de criação da Diocese de Santos, presidida por dom Jacyr Francisco Braido,CS, bispo Diocesano de Santos, e concelebrada pelos padres de várias paróquias da Baixada Santista (área de abrangência da Diocese – 9 cidades).
 
 



Durante a celebração, os seminaristas estudantes da Teologia Luciano Souza, Roberto Cristovão e Thiago Ouriques foram admitidos às Ordens Sacras (quando são oficialmente reconhecidos como candidatos ao sacerdócio).
 
 
 
 
 
Os fiéis da Diocese de Santos prestigiaram com muita alegria e devoção a solenidade da Santa Missa e festejos.
 
 
 



 
 
Ao final da celebração Dom Jacyr, canta parabéns e  sopra as velinhas de 89 anos em comemoração da Diocese de Santos. 
 
 
 
 
Parabéns Diocese de Santos
04 de junho 2013
Comissão AB-C da Diocese de Santos
 
Fotos- Facebook/diocesedesantos/Guadalupe e Francisco

 
 
 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Pilares da Igreja, São Pedro e São Paulo - 29 de junho -




             Toda instituição e toda construção deve ter, como fundamento, uma base sólida, dando garantia e estabilidade para sua existência. São Pedro e São Paulo são pilares da Igreja, ambos martirizados em Roma e ali sepultados, um na Basílica de São Pedro, e outro, na de São Paulo fora dos muros.

Pedro representa a instituição Igreja, conforme as palavras de Jesus: “... eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja...” (Mt 16, 18). Paulo representa a missão da Igreja. É só olhar o livro dos Atos dos Apóstolos e encontrar suas viagens missionárias, indo ao encontro das comunidades cristãs.

Celebrar a festa desses dois mártires significa revitalizar a Igreja na sua identidade e missão de ser um grande instrumento de construção do Reino de Deus. Sua força não está na aparência, no comodismo e no carreirismo, mas no martírio, no sacrificar-se pelo outro, no assumir a cruz, construindo vidas com dignidade.

O momento é de redescoberta da vocação missionária da Igreja. No mundo do desespero, da insegurança e da violência, ela deve ser sinal de esperança e de vida para o mundo. Sua marca verdadeira tem que ser o testemunho, o engajamento de seus membros, seguindo o exemplo de Pedro e Paulo na doação de vida.

Ser Igreja é fazer uma opção de vida e ter um encontro com Aquele que é o autor da vida, Jesus Cristo. É construir esta realidade também no encontro com as pessoas, no exercício da cidadania e na vivência cristã. A Igreja deve ser instrumento desta ação, sendo canal de vida, de fraternidade, de vivência familiar e comunitária.

Paulo diz que combateu o bom combate, realizou sua tarefa numa entrega total aos objetivos da missão, completou a corrida e guardou a fé. Ele fez com que a boa nova do Senhor fosse anunciada com integridade e chegasse aos mais distantes do mundo conhecido de seu tempo. Anúncio que continua hoje na pessoa de quem se coloca ao serviço do Reino de Deus.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba.




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segunda-feira, 24 de junho de 2013


São João Batista

A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido o "precursor" de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda.
Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.
Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus.
Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso,Maria foi visitar Isabel.
"Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite ?'" (Lc 1:41-43). Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.
Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência - que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: "Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo". João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida.
A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: "Eu não sou o Cristo" (Jo 3, 28) e "não sou digno de desatar a correia de sua sandália". (Jo 1,27). Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29).
João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?" (Mt 3:14). Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado por seus discípulos.
Oração a São João Batista
Ó glorioso São João Batista/ que tiveste a honra de ser o precursor do Salvador,/ anunciando a sua vinda/ e pregando a penitência, / dai-nos a graça de sermos penitentes/ e coragem para anunciar Jesus Cristo/ aos nossos irmãos que não o conhecem/ e não o amam.
Ó São João Batista,/ grande profeta do Antigo e do Novo Testamento,/ ajudai-nos a sermos profetas nos dias de hoje, / anunciando a verdade/ e denunciando o pecado.
Ó grande Santo,/ que recebestes o elogio de Nosso Senhor/ de ser o maior entre os nascidos de mulher, / socorrei-nos em nossas fraquezas,/ ajudai-nos em nossas necessidades/ intercedendo por nós a Deus (pede-se a graça).
Gratos na terra por vossa poderosa intercessão, / propagaremos o vosso culto/e salvos no céu/ cantaremos eternamente convosco/ os louvores da Santíssima Trindade./ Amém.
Hino de São João Batista
Nas margens do grande Jordão caminhavas,
Vestido de pobre ó nobre São João.
Teus passos bem graves, teu rosto sereno,
Chamado por Deus à mais alta missão.
“Eis o Cordeiro de Deus” exclamavas,
Eis o que vem os pecados tirar.
Nós te saudamos ó nobre Batista.
Pois tu o Messias vieste anunciar.
Brilhou cintilante uma luz entre as trevas
O mundo não quis receber esta luz.
Com santas palavras e dignos exemplos,
Mostrastes que a luz era o próprio Jesus.
No meio das trevas do mundo moderno,
A todos ó guia com amor paternal.
Ampara-nos sempre nas horas difíceis,
Defende-nos contra os contágios do mal.

 
Santos 24 de junho de 2013.
AB-C Diocese de Santos

sábado, 22 de junho de 2013

Nota da CNBB: "Ouvir o clamor que vem das ruas"















 
Comissão AB-C Diocese de Santos

sábado, 15 de junho de 2013

Encontro de Formação de Catequistas 2013




No sábado, dia 15 de junho, na cidade de São Vicente, na Igreja Cristo Rei, a Comissão AB-C, com parceria da Pastoral do Menor  da Diocese de Santos, fechou com chave de ouro os encontros de formação de catequistas de 2013, com o tema O Evangelizador, sua realidade e suas ações.  Foram percorridas todas as cidades da Diocese de Santos, onde Edmir Nascimento, coordenador da Pastoral do Menor, explicou sobre a pastoral e suas ações. Sandra Santos, conselheira tutelar, orientou e informou como obter ajuda do órgão e quebrando tabus sobre o livro do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA. Também presente Cristina Oliveira, conselheira tutelar.

Pe. Luís Gonzaga Bolinelli, Doutrinário e Assistente Eclesiástico Diocesano da Catequese, também apresentou uma formação sobre o Diretório Nacional da Catequese (DNC) e sempre acompanhado pela Comissão AB-C assim constituida, Maria de Lourdes Farto Chaves: coordenadora e responsável pela área da Dimensão Bíblica da Pastoral; Katia Gonçalves Esteves: Secretária e responsável pela área da Catequese na Diversidade; Tereza Nascimento Barbosa: Tesoureira e responsável pela ligaçãocom a Pastoral Familiar; Mirtes Regina de Paula Guimarães: responsável pela área da Catequese pela Iniciação; Maria Salete de Souza Sampaio: responsável pela área da Catequese Permanente.

Contamos com a participação dos coordenadores de regiões e com um grande número de catequistas, evangelizadores e representantes de algumas pastorais.
Foi muito gratificante e de muito aprendizado trabalhar com a Pastoral do Menor; Edmir, Sandra e Cristina.

 
Com certeza esta união - Comissão AB-C e Pastoral do Menor - só está se iniciando.
Temos, juntos, muito a evangelizar.
 
E como disse Sandra, “Em tudo amar e servir”.


Santos, 15 de junho de 2013
Comissão AB-C Diocese de Santos.


 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Comissão AB-C da Diocese de Santos e Pastoral do Menor


 Encontro de Formação de Catequistas em São Vicente

Tema da formação: O evangelizador, sua realidade e suas ações.

 


Comissão AB-C da Diocese de Santos e Pastoral do Menor, convida a todos os catequistas e evangelizadores da Cidade de São Vicente, para participarem do Encontro de Formação de Catequistas – 2013.

Tema da formação: O Evangelizador, sua realidade e suas ações. O encontro se realizará no sábado dia 15 de junho na Igreja Cristo Rei com inicio às 13h30min até às 18hs.

Tragam uma Bíblia, o Diretório Nacional de Catequese, caderno e caneta para anotações.

Catequistas e Evangelizadores participem sua presença é muito importante.
 
 
Igreja Cristo Rei

ENDEREÇO: Rua Américo Martins dos Santos, 829
BAIRRO: Guassú -  CIDADE: São Vicente
CEP: 11370-550 -  CONTATO: 3561-2271
 
 
 
Comissão AB-C da Diocese de Santos