segunda-feira, 28 de março de 2016

«Louvai o Senhor porque ele é bom: porque eterna é a sua misericórdia» (Sl 135,1).

Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

Jesus Cristo, encarnação da misericórdia de Deus, por amor morreu na cruz e por amor ressuscitou. Por isso, proclamamos hoje: Jesus é o Senhor!
A sua Ressurreição realiza plenamente a profecia do Salmo: a misericórdia de Deus é eterna, o seu amor é para sempre, não morre jamais. Podemos confiar completamente N’Ele, e damos-Lhe graças porque por nós Ele desceu até ao fundo do abismo.
Diante dos abismos espirituais e morais da humanidade, diante dos vazios que se abrem nos corações e que provocam ódio e morte, somente uma infinita misericórdia pode nos dar a salvação. Só Deus pode preencher com o seu amor esses vazios, esses abismos, e não permitir que submerjamos, mas continuemos a caminhar juntos em direção à Terra da liberdade e da vida.
O anúncio jubiloso da Páscoa: Jesus, o crucificado, não está aqui, ressuscitou (cf. Mt 28,5-6) oferece-nos a certeza consoladora de que o abismo da morte foi transposto e, com isso, foram derrotados o luto, o pranto e a dor (cf. Ap 21,4). O Senhor, que sofreu o abandono dos seus discípulos, o peso de uma condenação injusta e a vergonha de uma morte infame, faz-nos agora compartilhar a sua vida imortal, e nos oferece o seu olhar de ternura e compaixão para com os famintos e sedentos, com os estrangeiros e prisioneiros, com os marginalizados e descartados, com as vítimas de abuso e violência. O mundo está cheio de pessoas que sofrem no corpo e no espírito, ao passo que as crônicas diárias estão repletas de relatos de crimes brutais, que muitas vezes têm lugar dentro do lar, e de conflitos armados numa grande escala, que submetem populações inteiras a provas inimagináveis.
Cristo ressuscitado indica caminhos de esperança para a querida Síria, um País devastado por um longo conflito, com o seu cortejo triste de destruição, morte, de desprezo pelo direito humanitário e desintegração da convivência civil. Confiamos ao poder do Senhor ressuscitado as conversações em curso, de modo que, com a boa vontade e a cooperação de todos, seja possível colher os frutos da paz e dar início à construção de uma sociedade fraterna, que respeite a dignidade e os direitos de cada cidadão. A mensagem de vida proclamada pelo anjo junto da pedra rolada do sepulcro vença a dureza dos corações e promova um encontro fecundo entre povos e culturas nas outras regiões da bacia do Mediterrâneo e do Oriente Médio, particularmente no Iraque, Iêmen e na Líbia.
A imagem do homem novo, que resplandece no rosto de Cristo, favoreça a convivência entre israelenses e palestinos na Terra Santa, bem como a disponibilidade paciente e o esforço diário para trabalhar no sentido de construir as bases de uma paz justa e duradoura através de uma negociação direta e sincera. O Senhor da vida acompanhe também os esforços para alcançar uma solução definitiva para a guerra na Ucrânia, inspirando e apoiando igualmente as iniciativas de ajuda humanitária, entre as quais a libertação de pessoas detidas.
O Senhor Jesus, nossa paz (Ef 2,14), que ressuscitando derrotou o mal e o pecado, possa favorecer, nesta festa de Páscoa, a nossa proximidade com as vítimas do terrorismo, forma de violência cega e brutal que continua a derramar sangue inocente em diversas partes do mundo, como aconteceu nos ataques recentes na Bélgica, Turquia, Nigéria, Chade, Camarões, Costa do Marfim e Iraque; Possam frutificar os fermentos de esperança e as perspectivas de paz na África; penso de modo particular no Burundi, Moçambique, República Democrática do Congo e o Sudão do Sul, marcados por tensões políticas e sociais.
Com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte; seu Filho Jesus é a porta da misericórdia aberta de par em par para todos. Que a sua mensagem pascal possa sempre se projetar mais sobre o povo venezuelano nas difíceis condições em que vive e sobre aqueles que detêm em suas mãos os destinos do País, para que se possa trabalhar em vista do bem comum, buscando espaços de diálogo e colaboração ente todos. Que por todos os lados possam ser tomadas medidas para promover a cultura do encontro, a justiça e o respeito mútuo, os quais só podem garantir o bem-estar espiritual e material dos cidadãos.
O Cristo ressuscitado, anúncio de vida para toda a humanidade, reverbera através dos séculos e nos convida não esquecer dos homens e mulheres na sua jornada em busca de um futuro melhor; grupos cada vez mais números de migrantes e refugiados – entre os quais muitas crianças - que fogem da guerra, da fome, da pobreza e da injustiça social. Esses nossos irmãos e irmãs, que nos seus caminhos encontram, com demasiada frequência, a morte ou, ao menos, a recusa dos que poderiam oferecer-lhes hospitalidade e ajuda. Que a próxima rodada da Cúpula Mundial Humanitária não deixe de colocar no centro a pessoa humana com a sua dignidade e possa desenvolver políticas capazes de ajudar e proteger as vítimas de conflitos e de outras situações de emergência, especialmente os mais vulneráveis e os que sofrem perseguição por motivos étnicos e religiosos.
Neste dia glorioso, «alegre-se a terra que em meio a tantas luzes resplandece» (cf. Proclamação da Páscoa), mas ainda assim tão abusada e vilipendiada por uma exploração ávida pelo lucro, o que altera o equilíbrio da natureza. Penso em particular nas regiões afetadas pelos efeitos das mudanças climáticas, que muitas vezes causam secas ou violentas inundações, resultando em crises alimentares em diferentes partes do planeta.
Com os nossos irmãos e irmãs que são perseguidos por causa da sua fé e por sua lealdade ao nome de Cristo e diante do mal que parece prevalecer na vida de tantas pessoas, ouçamos novamente as palavras consoladoras do Senhor: «Não tenhais medo! Eu venci o mundo!» (Jo 16,33). Hoje é o dia radiante desta vitória, porque Cristo calcou a morte e com a sua ressurreição fez resplandecer a vida e a imortalidade (cf. 2Tm 1,10). «Ele nos fez passar da escravidão à liberdade, da tristeza à alegria, do luto à festa, das trevas à luz, da escravidão à redenção. Por isso, proclamemos diante d’Ele: Aleluia!» (Melitão de Sardes, Homilia Pascal).
Para aqueles que em nossas sociedades perderam toda a esperança e alegria de viver, para os idosos oprimidos que na solidão sentem as suas forças esvaindo-se, para os jovens aos quais parece não existir o futuro, a todos eu dirijo mais uma vez as palavras do Ressuscitado: «Eis que faço novas todas às coisas... a quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante» (Ap 21,5-6). Esta mensagem consoladora de Jesus possa ajudar cada um de nós a recomeçar com mais coragem e esperança, para assim construirmos estradas de reconciliação com Deus e com os irmãos. E temos tanta necessidade disto!
Papa Francisco 


Fonte: https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/urbi/documents/papa-francesco_20160327_urbi-et-orbi-pasqua.html

segunda-feira, 14 de março de 2016

Avançando para as Águas mais profundas!




A Comissão para a Animação Bíblico–Catequética vem, ao longo destes anos, proporcionando vários encontros formativos sobre o Novo Jeito de ser Igreja.








E neste ano de 2016, junto ao seu novo assessor eclesiástico Padre Aparecido Neres Santana, iniciou no dia 12 de março o primeiro Encontro de Formação de Catequistas e Evangelizadores. 







A formação cujo tema: IGREJA, CASA DA INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ, aconteceu, na capela São Judas Tadeu, na cidade de Praia Grande, que contou com aproximadamente 100 participantes com o mesmo objetivo de reorganizar a vida comunitária das comunidades eclesiais, como lugar de encontro, para que se tornem verdadeiras comunidades de discípulos missionários que partilham a vida. 











Foram usados os seguintes Subsídios: Palavra de Deus: João 4,5-42, Doc. de Aparecida e por se tratar de uma formação com Pistas de Ação, o DOC 102- DGAE 2015-2019 (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil)





Na ocasião foi mencionado as 5 Urgência na Ação Evangelizadora, sobretudo a maior ênfase foi dada a 2ª urgência; Igreja: casa de iniciação à vida Cristã para que, depois de uma longa Caminhada de aprendizado, pôde–se elaborar um Plano de Evangelização Pastoral Diocesano, onde o ponto de partida  será  a CATEQUESE DE INSPIRAÇÃO CATECUMENAL E SEUS 7 PROJETOS, são eles:  


PROJETO 1 - Catequese Querigmática,  
PROJETO 2 -  Catequese Litúrgica ou Mistagógica,
PROJETO 3 - Catequese Permanente de Animadores,
PROJETO 4 - Acolher, Porta de Entrada na Comunidade Eclesial,
PROJETO 5 - Catequese, Processo Permanente,
PROJETO 6 - Reestruturar o Serviço de Animação Vocacional,
PROJETO 7 - O Sacerdote e a Missão Evangelizadora. 




Sabemos que a missão é desafiadora, não desanimemos, sejamos sempre discípulos missionários, seguidores de Jesus Cristo.



Comissão  para a Animação Bíblico-Catequética
Diocese de Santos- SP 

segunda-feira, 7 de março de 2016

Formação de Catequistas e Evangelizadores da Cidade de Praia Grande - Diocese de Santos - SP

Tema: IGREJA, CASA DA INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

A Comissão AB-C da Diocese de Santos, convida a todos os catequistas e evangelizadores da Cidade de Praia Grande, para participarem do Encontro de Formação de Catequistas – 2016.  (Estão convidados todos os evangelizadores e catequistas de crianças – adolescentes - jovens e adultos - todos que trabalham com catequese.)



O encontro se realizará dia 12 de março de 2016, na Capela São Judas Tadeu, na cidade de Praia Grande, SP. Com inicio às 14h para chegada, com 2 horas de duração de encontro.


Formador: Padre Aparecido Neres Santana, CSS - Assessor Eclesiástico da Comissão AB-C - Diocese de Santos- SP. 

Objetivo: EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo.10,10), rumo ao Reino definitivo.

Tragam uma Bíblia, caderno e caneta para anotações.

Local:



Capela São Judas Tadeu
ENDEREÇO: Av. Guilhermina, 785
BAIRRO: Jardim Guilhermina
CIDADE: Praia Grande - SP



Catequistas e Evangelizadores participem sua presença é muito importante.



Comissão AB-C Diocese de Santos

domingo, 6 de março de 2016

Artigo de Março de 2016 - Padre Aparecido Neres Santana,CSS

Cristão: Identidade do discípulo Missionário

Começo este Artigo com algumas questões em relação à “identidade” do cristão. O que é ser cristão? À priori, a pergunta parece ser de fácil resposta. Seria seguir Jesus Cristo? Como? É o mesmo que ser discípulo? Na literatura bíblica, no primeiro século da Era Cristã, os cristãos eram chamados de “Nazarenos”. O nome “cristão” surge pela primeira vez na cidade de Antioquia em referência aos discípulos de Jesus. “E foi em Antioquia que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados de “cristãos” (At 11,26b). E, “Ainda um pouco e, por teus raciocínios, fazes de mim um cristão” (At 26,28), pediu o rei Agripa. E finalmente, o termo aparece em 1Pedro, “mas se sofre como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus por esse nome” (1Pd 4,16). Vemos que a “identidade” do cristão, ou o “DNA” (como diríamos hoje) está ligado a Jesus Cristo, à sua Pessoa, à sua Missão. Por isso, ser, ou tornar-se cristão, diz o Documento de Aparecida “não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande ideia, mas através do encontro com um acontecimento, com uma pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, é com isso, uma orientação decisiva” (DAp 243). Diz ainda, que “a própria natureza do cristianismo consiste, portanto, em reconhecer a presença de Jesus Cristo e segui-lo” (DAp 244). Portanto, ser cristão, primeiramente é encontrar-se com a Pessoa de Jesus, na totalidade do seu Ser. Segundo, assumir por completo a missão do cristão, que é ser discípulo missionário. Aí está a “identidade” do cristão, como diz o Papa Francisco: “A missão no coração do povo não é uma parte da minha vida... É algo que não posso arrancar do meu ser, se não quero me destruir... Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo” (EG 273). Entende-se que identificar-se e ser imitadores de Cristo, como aponta o Apostolo Paulo, é ser, fazer e refazer a vida a partir do paradigma missionário, de levar Jesus, a Sua Palavra a todas as pessoas, especialmente àquelas que estão vivendo nas periferias sociais e humanas. Finalmente, ser cristão é estar inserido na comunidade dos discípulos, neste encontro de fé e de amor com Cristo e com os irmãos é estar no “Caminho”: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). 

Após refletir este texto, eu me questiono: será que sou (identidade) um verdadeiro cristão? Se tenho este DNA de cristão, realmente estou assumindo ser um discípulo missionário, seguidor de Jesus Cristo, em e com toda a minha vida e principalmente em minha comunidade?

Pe. Aparecido Neres Santana,CSS - Assessor Eclesiástico da Comissão Ab-C


Mídias de nossa Comissão: visite e entre em contato!
Blog: www.abcdiocesedesantos.blogspot.com.br
E-mail: abcdiocesedesantos@gmail.com

Comissão AB-C – Diocese de Santos

terça-feira, 1 de março de 2016

21º Encontro Ampliado das Equipes Pastorais da Sub-Região Pastoral SP2 da CNBB Regional Sul 1




Aconteceu no último sábado, dia 27 de fevereiro, o 21º Encontro Ampliado das Equipes Pastorais da Sub-Região Pastoral SP2 da CNBB Regional Sul 1.








Temas: Campanha da Fraternidade
 (Saneamento Básico e Ano da Misericórdia).




Contou com a participação de 12  bispos diocesanos e eméritos e das oito Dioceses que compõem a sub-região; Dioceses de Campo Limpo, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, Santos, Santo André, Santo Amaro e São Miguel Paulista. Além dos coordenadores de Pastorais, assessores, seminaristas, leigos e ordenados. Reunidos mais de 200 participantes na Cúria Diocesana de Santo Amaro.




De nossa Diocese de Santos estiveram presentes, Dom Tarcísio Scaramussa, D. Jacyr Francisco Braido, e um grupo de padres, leigos e seminaristas.




Estiveram presentes os bispos:










Cardeal Cláudio Hummes, OFM / Arcebispo Emérito de São Paulo
Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM / Bispo Emérito de São Amaro
Dom José Negri, PIME / Bispo Diocesano de Santo Amaro
Dom Nelson Westrupp, SCJ / Bispo Diocesano de Santo André
Dom Jacyr Francisco Braido, CS / Bispo Emérito de Santos
Dom Tarcísio Scaramussa, SDB / Bispo Diocesano de Santos
Dom Luiz Antônio Guedes / Bispo Diocesano de Campo Limpo
Dom Emilio Pignoli / Bispo Emérito de Campo Limpo
Dom Pedro Luiz Strnghini / Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes
Dom Manuel Parrado Carral / Bispo Diocesano de São Miguel Paulista
Dom Fernando Legal, SDB / Bispo Emérito de São Miguel Paulista
Dom João Bosco Barbosa de Sousa, OFM / Bispo Diocesano de Osasco
Dom Ercílio Turco / Bispo Emérito de Osasco

Dom Edmilson Amador Caetano / Bispo Diocesano de Guarulhos













Fonte: Diocese  de Santo Amaro 


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Encontro com as Coordenações Regionais e Bispos Referenciais CNBB


Convocados pela Comissão nacional de catequese, coordenações de catequese de 17 regionais da CNBB estão reunidos em Brasília, nas Pontifícias Obras Missionárias.




O tema principal da pauta é a formação de catequistas.

O grupo hoje partilhou como anda a formação de catequistas nos regionais e dioceses. Foi unanime a decisão de que será necessário elaborar um novo subsídio com orientações para a formação de catequistas na paróquia, diocese e regional. Um subsídio que contemple o novo perfil de catequistas.


O encontro segue amanhã tendo como 
temas a catequese na era digital e a possibilidade de formação à distância para catequistas.
                              
Fonte: Catequese e Bíblia

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

MENSAGEM PARA A QUARESMA - D. TARCÍSIO SCARAMUSSA

MENSAGEM PARA A QUARESMA - D. TARCÍSIO SCARAMUSSA

Mensagem de D. Tarcísio Scaramussa,SDB, Bispo Diocesano de Santos, para o Tempo da Quaresma e Campanha da Fraternidade 2016.

Publicado por Diocese De Santos Dcs em Segunda, 15 de fevereiro de 2016


Diocese de Santos/SP

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Artigo Fevereiro - 2016 Padre Aparecido Neres Santana CSS - Assessor Eclesiástico da Comissão AB-C.

Ele está no meio de nós!


              Ainda na Trilha do discipulado, Jesus dá a garantia da sua presença no meio dos discípulos – “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”! (Mt 28, 20b). Refletimos, nos dois últimos Artigos, sobre o mandato final do ressuscitado: “Fazei discípulos, batizai e ensinai”. Agora, nestas últimas palavras no Evangelho de Mateus, Jesus garante que estará presente por meio do Espírito Santo, na vida e nos corações dos seus seguidores, animando-os em todos os sentidos.
              É a mesma garantia de Deus a Moisés, quando o envia em missão para libertar o povo da escravidão no Egito: “Eu estarei contigo” (Ex. 3, 12a). Ou ainda, quando anuncia pela boca do profeta Isaías (7,14): “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho (celebramos no Natal), e o chamarão com o nome de Emanuel, o que traduzido significa ‘Deus conosco’” (Mt. 1, 23).
           Em Jesus Cristo se realiza a presença permanente de Deus com seu povo. Desta forma  o ressuscitado, garante sua presença continua nas pessoas, principalmente nos pobres, (Cf. discurso escatológico Mt 25, 31-46), e na comunidade dos discípulos(as) – “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18, 20). Como mostra o texto bíblico, essa é uma palavra de promessa, a garantia para os discípulos de que nunca estarão sozinhos. Esta certeza da presença de Jesus com os que são e se tornarão discípulos(as), não é uma palavra isolada, mas ligada e condicionada à obediência do mandato: o que vem antes da garantia da presença, que é “ser discípulo”(a) e “fazer discípulos”(as). 
           Por isso, com a certeza da presença de Jesus, não devemos ter medo, como disse Jesus a Pedro: “Avança para as águas mais profundas e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5, 4). Portanto, o discípulo(a), não pode ter medo e deve sempre, em obediência à Palavra de Deus, fazer mais um esforço, “jogar as redes” mais uma vez, nunca desanimar.
          Finalmente, o discípulo(a), deve estar sempre pronto a deixar o comodismo e sair, como pede o papa Francisco para ser “uma Igreja em Saída missionária” (EG 20), para “pescar”, lançar as redes, isto é, evangelizar, e depois pastorear, “fazer discípulos”(as).  

Perguntas:
1-Diante dessa realidade, temos que nos perguntar: será que estamos percebendo a presença de Jesus em nosso meio? Será que em nossas atitudes cotidianas, estamos realmente fazendo a opção de ser discípulos(as) de Jesus?


Padre Aparecido Neres Santana- Assessor Eclesiástico da Comissão AB-C.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Início da Quaresma: Papa indica oração, caridade e penitência

Papa celebrou a Missa de Quarta-Feira de Cinzas no Vaticano, dando início à Quaresma

Reconciliar-se com Deus e retornar a Ele com todo o coração. Esses foram os dois convites que o Papa Francisco deixou aos fiéis na missa da Quarta-Feira de Cinzas, 10, início da Quaresma. O Santo Padre também indicou três remédios para curar as feridas do pecado: oração, caridade e penitência.
Francisco explicou que a reconciliação com Deus não é somente um bom conselho paterno, mas uma súplica em nome de Cristo, que sabe o quanto o ser humano é frágil e pecador e precisa sentir-se amado para fazer o bem. “Sozinhos não somos capazes (…) Ele [Cristo] vence o pecado e nos levanta das nossas misérias, se nós as confiamos a Ele. Cabe a nós nos reconhecermos necessitados de misericórdia: é o primeiro passo do caminho cristão”.
Nesse sentido, o Santo Padre alertou sobre alguns obstáculos que podem fechar as portas do coração, como a tentação de conviver com o próprio pecado de forma a minimizá-lo, ou então ter vergonha de abrir a porta do coração. “A vergonha, na verdade, é um bom sintoma, porque indica que queremos nos afastar do mal, no entanto, nunca deve se transformar em temor ou medo”.
O Papa explicou ainda que o Evangelho que abre a Quaresma convida os fiéis a abraçarem três remédios que curam do pecado: a oração, a caridade e a penitência. “De fato, Jesus nos chama a viver a oração, a caridade e a penitência com coerência e autenticidade, vencendo a hipocrisia (…) Coloquemo-nos em caminho juntos, como Igreja, recebendo as Cinzas e tendo o olhar fixo sobre o Crucifixo”.
Nessa celebração de Quarta-Feira de Cinzas, Francisco enviou os Missionários da Misericórdia, no contexto do Ano da Misericórdia. Ao todo, serão 1071 padres que são chamados a “exprimir a beleza do perdão de Deus” em todos os continentes.
Esses missionários também terão a faculdade de perdoar pecados “reservados”, ou seja, que só podem ser perdoados pela Santa Sé (Penitenciária Apostólica), como a profanação da Eucaristia, a violação do sigilo sacramental (por parte de um sacerdote) ou a violência física contra o Papa, por exemplo.
“Queridos irmãos, que vocês possam ajudar a abrir as portas dos corações, a superar a vergonha, a não fugir da luz. Que as vossas mãos abençoem e levantem os irmãos e as irmãs com paternidade; que através de vocês o olhar e as mãos do Pai pousem sobre os filhos e curem suas feridas”, disse o Papa na homilia.

http://papa.cancaonova.com/inicio-da-quaresma-papa-indica-oracao-caridade-e-penitencia/

Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 - “Casa Comum, nossa responsabilidade”



A IV Campanha da Fraternidade Ecumênica tem como tema: “Casa Comum, nossa responsabilidade” e nos propõe dois objetivos entrelaçados e decorrentes do nosso compromisso de fé. O primeiro objetivo tem relação com o tema central dessa Campanha que é o saneamento básico. Entendemos que o acesso a esse serviço é condição essencial para a garantia de justiça socioambiental, que se expressa na erradicação da pobreza, no cuidado com o meio ambiente e na redução na mortalidade infantil. O saneamento básico compreende o abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo dos resíduos sólidos, o controle de meios de transmissão de doença e a drenagem de águas pluviais. O segundo objetivo é motivar a vivência ecumênica. Todas as pessoas que assumem a fé em Jesus Cristo são chamadas a trabalhar juntas no cuido da Casa Comum. Essa responsabilidade é conferida a nós pelo Batismo. Para tanto, precisamos superar os conflitos e nos abrirmos para o diálogo, para conhecer e saber quem é o irmão e a irmã da outra igreja. Isso significa valorizar a unidade cristã sem desconsiderar que há formas diferentes de viver a fé em Jesus Cristo. Nosso testemunho torna-se mais evidente quando podemos fazer isso juntos. Estes dois objetivos têm a ver com o que Deus quer de nós, com seu projeto de construção de um mundo mais fraterno e justo. Venha conosco! Vamos juntos promover a paz e o direito de se ter direito! 


Hino da CFE 2016
Letra: José Antonio de Oliveira Música: Adenor Leonardo Terra 1. Eis, ó meu povo o tempo favorável/ Da conversão que te faz mais feliz;/ Da construção de um mundo sustentável,/ “Casa Comum” é teu Senhor quem diz: Refrão: Quero ver, como fonte o direito a brotar,/ A gestar tempo novo: e a justiça,/ qual rio em seu leito, dar mais vida/ pra vida do povo. 2. Eu te carrego sobre as minhas asas/ Te fiz a terra com mãos de ternura;/ Vem, povo meu, cuidar da nossa casa!/ Eu sonho verde, o ar, a água pura. 3. Te dei um mundo de beleza e cores,/ Tu me devolves esgoto e fumaça./ Criei sementes de remédio e flores;/ Semeias lixo pelas tuas praças. 4. Justiça e paz, saúde e amor têm pressa;/ Mas, não te esqueças, há uma condição:/ O saneamento de um lugar começa / Por sanear o próprio coração. 5. Eu sonho ver o pobre, o excluído/ Sentar-se à mesa da fraternidade;/ Governo e povo trabalhando unidos/ Na construção da nova sociedade.

Oração da CFE 2016
Deus da vida, da justiça e do amor, Tu fizeste com ternura o nosso planeta, morada de todas as espécies e povos. Dá-nos assumir, na força da fé e em irmandade ecumênica, a corresponsabilidade na construção de um mundo sustentável e justo, para todos. No seguimento de Jesus, com a Alegria do Evangelho e com a opção pelos pobres. Amém!


Mensagem do Papa Francisco para Quaresma 

COMO VIVER BEM A QUARESMA. 
Para a Quaresma o Papa Francisco propõe 15 simples atos de caridade que ele mencionou como manifestações concretas de amor:
1. Sorrir, um cristão é sempre alegre!
2. Agradecer (embora não “precise” fazê-lo).
3. Lembrar ao outro o quanto você o ama.
4. Cumprimentar com alegria as pessoas que você vê todos os dias.
5. Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor.
6. Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de você.
7. Animar a alguém.
8. Reconhecer os sucessos e qualidades do outro.
9. Separar o que você não usa e dar a quem precisa.
10. Ajudar a alguém para que êle possa descansar.
11. Corrigir com amor; não calar por medo.
12. Ter delicadezas com os que estão perto de você.
13. Limpar o que sujou, em casa.
14. Ajudar os outros a superar os obstáculos.
15. Telefonar para seus pais.

O MELHOR JEJUM
• Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas.
• Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão.
• Jejum de raiva e encher-se com mansidão e paciência.
• Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e otimismo.
•Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus.
• Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida.
• Jejum de tensões e encher-se com orações.
• Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria.
• Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros.
• Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação.
• Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros.