sexta-feira, 10 de julho de 2015

Encerrando: Escola de Atualização Catequética do Regional Sul I- CNBB



Aconteceu no Espaço Anhanguera, São Paulo, SP, nos dias 07 a 10 de julho de 2015, a Escola de Atualização Catequética do Regional Sul 1 da CNBB, que teve como objetivo: favorecer a formação Bíblico-Catequética das Equipes Diocesanas estimulando a dedicação na formação de novos catequistas, discípulos missionários.

No decorrer dos quatro dias deste evento, refletimos sobre os temas: 1. Catequese e Liturgia: a fé transmitida e celebrada, ministrada pelo Professor Pe. Luís Baronto; 2. Jesus Cristo nos escritos Joaninos, pelo professor Mauro Strabelli; 3. Catequese formadora de discípulos missionários, pela professora Abadias Pereira; 4. Desenvolvimento de Oficina: Catequese com estilo Catecumenal refletindo sobre o Batismo, pelo professor Pe. Marcelo Machado; 5. Estudo do tema Eclesiologia: comunidade de comunidades (doc. 100 da CNBB), pelo professor Pe. Nei Pretto.

A Escola contou com a presença de: 01 bispo, 07 presbíteros, 04 religiosas; 02 Diáconos; e 86 leigos/as, perfazendo um total de 100 participantes. Foi momento de estudo e interação entre os participantes vindos dos 8 subregionais da CNBB/Sul 1. A Escola Regional encerrou às 12h00 com entrega dos certificados aos participantes, oração e benção de envio. 

 





CNBB. Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. A conversão pastoral da Paróquia (documento 100). Paulinas: SP 2014

 4º AULA


Capítulo 1. SINAIS DOS TEMPOS E CONVERSÃO PASTORAL

 

O Concílio Vaticano II propõe o diálogo da Igreja com a sociedade. Num mundo em rápidas e profundas mudanças a Igreja é chamada a sempre atualizar sua forma de evangelizar, para isso a necessidade da conversão pastoral Assim a Igreja é chamada a reconhecer e discernir “os acontecimentos, nas exigências e nas aspirações dos nossos tempos (...), quais sejam os sinais verdadeiros da presença ou dos desígnios de Deus” (GS, n.11). O Concílio destacou a pastoral e a ação evangelizadora da Igreja para que seja sinal de Cristo no mundo

1.1.Novos contextos: desafios e oportunidade

1.2. Novos cenários da fé e da religião

1.3. A realidade da paróquia

1.4. A nova territorialidade

1.5. Revisão de estruturas obsoletas

1.6. A urgência da conversão pastoral

Isso supõe mudança de estruturas e métodos eclesiais, mas, principalmente, exige uma nova atitude dos pastores, dos agentes de pastoral e fieis. A expressão “conversão pastoral” remete, acima de tudo, a uma renovada conversão a Jesus Cristo, a qual consiste no arrependimento dos pecados, no perdão e na acolhida do dom de Deus (cf. At 2, 38 ss). Já a conversão da comunidade está refletida no Concílio Vaticano II ao afirmar que “a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e conversão” (Lumen Gentium, n. 8). Essa postura é necessária, porque “a Igreja peregrina é chamada por Cristo a esta reforma perene. Como instituição humana e terrena, a Igreja necessita perpetuamente desta reforma” (Unitatis Redintegratio, n. 6)

1.7. Conversão para a missão

A conversão pastoral supõe passar de uma pastoral ocupada apenas com as atividades internas da Igreja, a uma pastoral que dialogue com o mundo. Preocupar-se menos com detalhes secundários da vida paroquial e focar-se mais no que realmente propõe o Evangelho.

1.8. Breve Conclusão

A paróquia está desafiada a se renovar diante das aceleradas mudanças deste tempo. Desviar-se dessa tarefa é uma atitude impensável para o discípulo missionário de Jesus Cristo. Isso implica ter coragem de enxergar os limites das práticas atuais em vista de uma ousadia missionária capaz de atender novos contextos que desafiam a evangelização. A renovação da paróquia tem fonte perene no encontro com Jesus Cristo, renovado constantemente pelo anúncio do querigma.

 

Capítulo 2. PALAVRA DE DEUS, VIDA E MISSÃO NAS COMUNIDADES

Para que a paróquia conheça uma conversão pastoral, é preciso que se volte às fontes bíblicas, revisitando o contexto e as circunstâncias nas quais o Senhor estabeleceu a Igreja.

2.1. A comunidade de Israel

2.2. Jesus: o novo modo de ser pastor

2.3. A comunidade de Jesus na perspectiva do Reino de Deus

Jesus tinha certeza da presença do Espírito de Deus em sua vida e a consciência clara de ser chamado para anunciar a Boa-Nova aos pobres, proclamar a libertação aos presos, recuperar a visão aos cegos, libertar os oprimidos e anunciar um ano da graça da parte do Senhor ( Cf. Lc 4, 18-19). Ele valorizou as famílias (entrar na casa significa entrar na vida da família).

A comunidade dos apóstolos e discípulos foi aprendendo com Jesus um novo jeito de viver: na comunhão com Jesus, na igualdade de dignidade, na partilha dos bens, na amizade, no serviço, no perdão, na oração comum, na alegria. Jesus também apresentou quatro recomendações aos discípulos: hospitalidade, partilha, comunhão de mesa, acolhida aos excluídos.

2.4. As primeiras comunidades cristãs

Partindo de Jerusalém, os apóstolos criaram comunidades nas quais a essência de cada cristão se define como filiação divina. Essa se dá no Espírito Santo pela relação entre fé e batismo. Convocada por Deus a comunidade primitiva era a reunião dos fieis que sentiram o mesmo chamado.

Toda comunidade cristã se inspirava em quatro elementos: “eles eram perseverantes em ouvir os ensinamentos dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42). “Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava a seu número mais pessoas que eram salvas” (At 2,47). A missão e a esperança também são elementos fundantes da vida das primeiras comunidades cristãos.

2.5. A Igreja-comunidade

As comunidades do cristianismo palestinense eram profundamente itinerantes. A proposta de Paulo, nas cidades ao redor do mar mediterrâneo (Jerusalém, Antioquia, Roma, Corinto, Éfeso), era de formar comunidades mais sedentárias, nas casas, nas famílias, daí o conceito de Igreja Doméstica.

A Igreja do Novo Testamento será denominada como ekklesia tou theou, assembleia convocada por Deus, indicando comunidade reunida para celebrar a liturgia.. Ekkelia, no grego, significa reunião pública.

2.6. Breve Conclusão

Na visão bíblica o ser humano não é concebido como indivíduo isolado e autônomo. Ele é membro de uma comunidade, faz parte do povo da Aliança, encontra sua identidade pessoal como membro do Povo de Deus. A mesma noção perpassa o Novo Testamento, com elementos novos. Utiliza-se a ideia de Corpo de Cristo, da qual cada pessoa é membro. Os primeiros cristãos formam o novo Povo de Deus (1Pd 2,10).

 

Capítulo 3. SURGIMENTO DA PARÓQUIA E SUA EVOLUÇÃO

A dimensão comunitária da fé cristã conheceu diferentes formas de se concretizar historicamente, desde a Igreja Doméstica até chegar à paróquia na acepção atual. A paróquia é um instrumento importante para a construção da identidade cristã; é o lugar onde o cristianismo se torna visível em nossa cultura e história.

3.1. As comunidades na Igreja antiga

3.2. A origem das paróquias

3.3 A formação das paróquias no Brasil

3.4. A paróquia no Concílio Ecumênico Vaticano II

3.5. A renovação paroquial na América Latina e no Caribe

3.6. A renovação paroquial no Brasil

A Igreja no Brasil ocupa-se do tema da renovação paroquial desde 1962, com o Plano de Emergência, depois, o Plano de Pastoral Conjunto, as Campanhas da Fraternidade, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, sempre buscaram a renovação paroquial.

3.6. Breve Conclusão

As paróquias nascem da necessidade de expandir o atendimento aos cristãos que vivem especialmente em áreas distantes do bispo. Aos presbíteros confiar-se-á essa missão.

 

Capítulo 4. COMUNIDADE PAROQUIAL

A comunidade-Igreja encontra seu fundamento e origem no Mistério Trinitário. O Espírito Santo “leva a Igreja ao conhecimento da verdade total (cf. Jo 16,13), unifica-a na comunhão e no ministério, dota-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos com as quais a dirige e embeleza” (LG, n.4), para que ela não se torne uma realidade sociológica ou psicológica. Essa unidade dos seguidores de Jesus Cristo é a comunhão da Igreja que “encontra a sua expressão mais imediata e visível na Paróquia: esta é a última localização da Igreja (ChL, n.26). A paróquia traz em si o prolongamento da Igreja Particular e da Eucaristia episcopal que se desdobra numa realidade eclesial maior.

4.1. Trindade: fonte e meta da comunidade

4.2. Diocese e paróquia

4.3. Definição de paróquia

4.4. Comunidade de fieis

4.5. Território paroquial

4.6. Comunidade: casa dos cristãos

4.7. Comunidades para a missão

4.8. Breve Conclusão

A descentralização da paróquia e a consequente valorização das pequenas comunidades deveria ser a grande missão da Igreja que busca desenvolver a cultura da proximidade e do encontro. Afinal, “o que derruba as estruturas caducas, o que leva a mudar os corações dos cristãos é, justamente, a missionariedade” (Papa Francisco, Mensagens e homiliar – JMJ, Rio 2103, p. 90).

 

Capítulo 5. SUJEITOS E TAREFAS DA CONVERSÃO PAROQUIAL

O Concílio Vaticano II evidenciou a relação e a distinção entre sacerdócio comum dos fieis, proveniente do batismo – fonte e raiz de todos os ministérios – e sacerdócio ministerial, proveniente da Ordem, expressando como ambos participam do único sacerdócio de Cristo (cf LG, n.10). A renovação paroquial depende de um renovado amor à pastoral, que se exerce como expressão do sacerdócio recebido pelo Batismo e pela Ordem.

5.1. Os bispos

5.2. Os presbíteros

5.3. Os diáconos permanentes

5.4. Os consagrados

5.5. Os leigos

5.6 Comunidades Eclesiais de Base

5.7. Movimentos e associações de fieis

5.8. Comunidades ambientais e transterritorais

5.9.Breve conclusão

O desafio da renovação paroquial está em estimular a organização das diversas pessoas e comunidades, para que promovam uma intensa vida de discípulos missionários de Jesus Cristo. Isso se realiza pelo vínculo e pela partilha da caminhada, mas também pelo planejamento pastoral.

 

Capítulo 6. PROPOSIÇÕES PASTORAIS

6.1. Comunidades da comunidade paroquial

A grande comunidade, praticamente impossibilitada de manter os vínculos humanos e sociais entre todos, pode ser setorizada em grupos menores. A paróquia descentraliza seu atendimento e favorece o aumento de líderes e ministros leigos e vai ao encontro dos afastados. Não se deixa a referência territorial das comunidades maiores, mas criam-se novas comunidades sem tanta estrutura administrativa.

Essa é uma postura missionária da Igreja. Onde não for possível setorizar territorialmente, siga-se o critério de adesão por afeto ou interesse, estabelecendo grupos de oração e reflexão em condomínios e edifícios. Será necessário levar em conta toda a dinâmica da cultura urbana, e fundamentar a pequena comunidade na Palavra de Deus e na Eucaristia, em comunhão numa rede de comunidade, estando atentos às necessidades da comunidade, e ao espírito de abertura às pessoas.

6.2. Acolhida e vida fraterna

6.3. Iniciação à vida cristã

6.4. Leitura Orante da Palavra

6.5. Liturgia e espiritualidade

6.6 Caridade

6.7. Conselhos, organização paroquial e manutenção

6.8. Abertura ecumênica e diálogo

6.9. Nova formação

6.10. Ministérios leigos

6.11. Cuidado vocacional

6.12. Comunicação na pastoral

6.13 Sair em missão

6.14. Breve conclusão

Para que a paróquia se converta em comunidade de comunidades, será preciso manter essas características fundamentais relacionadas acima.

Conclusão

Após a apresentação deste texto é conveniente refletir sobre as seguintes questões:

1.      Quais os pontos deste texto que provocam a reflexão sobre a nossa comunidade paroquial?
2.      Que atividades pastorais e estruturais precisam ser revisadas?
3.      Em que aspectos já estamos vivendo a conversão pastoral?
4.      Como a nossa paróquia pode tornar-se comunidade de comunidades?
5.      O que precisamos assumir para sermos uma paróquia missionária?

 

 

Pe. Nei de Oliveira Preto

Itatiba, 10 de julho de 2015

Escola de Atualização Catequética do Regional Sul I- CNBB


3º Aula:

A Catequista Abadias, carinhosamente chamada de Ba, nos falou sobre Catequese Formadora de Discípulos Missionários. Iniciou sua formação com uma reflexão do texto: O Paradoxo do nosso tempo

E nos interpela:

Como podemos ser discípulos de Jesus Cristo?

Como nos interessamos por um projeto de vida de amor e de justiça que nos é apresentado por um homem que se fez presente na historia, e que acreditamos ser- Ele o filho de Deus?
Foram momentos fortes de troca de experiências.    



 
 
 
 

4ª Aula:

Oficinas –

Catequese com Estilo Catecumenal.


 Experiência Sacramental de Iniciação cristã: Batismo

Professor Padre Marcelo Machado.

Depois de uma explanação sobre o tema realizou-se uma oficina com a seguinte pergunta: De que forma a proposta de um processo catequético de inspiração catecumenal tem provocado as nossas comunidades a ler os sinais do tempo?
Essa pergunta lança luzes para observarmos com mais clareza os sinais do tempo em nossa Diocese, paróquias e comunidades. 
 
Ao Final do dia Santa Missa

 
Foi comemorado também 5 anos de sacerdote do Padre Marcelo
 
 
Fonte : Fotos Luiz Asato
Texto: Comissão AB-C Diocese de Santos

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Escola de Atualização Catequética do Regional Sul I- CNBB




2º Aula: Jesus Cristo nos escritos Joaninos




 
JESUS NA TRADIÇÃO JOANINA

     Breve reflexão cristológica

 

        I.ª Parte: Quem é Jesus?
 

 

No segundo dia as aulas foram ministradas pelo Professor Frei Mauro Aristides Strabeli, ele abordou sobre os escritos joaninos.
  • E nos questionou sobre: quem é Jesus?
  • Qual  a linha da cristologia católica.





         II.ª  Parte: Jesus nos escritos joaninos.

Há cinco escritos atribuídos a João (ou à sua comunidade, conhecida como “Comunidade do Discípulo Amado”): o 4.º evangelho, três cartas e o Apocalipse. Todos  esses escritos teem em comum uma linha cristológica:  visam a despertar  e a alimentar a fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus, a fim de que os homens tenham a vida (Jo 20,30-31).  De modo especial  seu evangelho trabalha e  aprofunda esse tema.
 
 

Grande conhecedor da bíblia nos ajudou a desmistificar e contemplar o evangelho de João.




No final do dia participamos da Santa Missa.




Fonte : Fotos Luiz Asato
Texto: Comissão AB-C Diocese de Santos


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Escola de Atualização Catequética do Regional Sul I- CNBB


Deu inicio neste dia 07 de julho a Escola de Atualização Catequética (segundo módulo), que irá até o dia 10 de julho no Espaço Anhanguera-Perus, conta com a participação de noventa alunos. 
 Objetivo: Favorecer a formação Bíblico-Catequética das equipes diocesanas estimulando a dedicação na formação de novos catequistas, discípulos missionário.

Tema: Eixos Temáticos II – Escola Regional

       



Cronograma do 1º dia:

·        

           Abertura às 14hs, com o Coordenador do Regional SUL I – Padre Paulo Gil

·         A primeira aula foi Catequese e Liturgia: A fé transmitida e celebrada –                   Professor Padre Luiz Eduardo Baronto.

        Pe. Luiz Baronto esclarece que a Convergência entre Catequese e Liturgia é:

1.   A Liturgia: Tem sido a Fonte e o Ápice de nossa catequese? (DNC 115)

2.   A Catequese: tem realizado verdadeira iniciação litúrgica? (DNC 53)

E o professor Pe. Luiz Baronto foi desta forma desenvolvendo sua formação.

Da Diocese de Santos, participam: Maria de Lourdes Farto Chaves, Katia Gonçalves Esteves, Mirtes Regina de Paula Guimarães e Maria Salete Sampaio, com alegria e responsabilidade demos início a mais um aprendizado!




Fonte: fotos Imaculada Cintra

Catequese e Liturgia: A Fé transmitida e Celebrada

Às 14:00 do dia 07 de julho de 2015, iniciou a Escola de Atualização Catequética do Regional Sul I - CNBB. Eixos Temáticos II.

Objetivo: Favorecer a formação Bíblico-catequética das equipes diocesanas estimulando a dedicação na formação de novos catequistas.

Padre Luiz Eduardo P. Baronto, fez uma explanação sobre a necessidade de haver uma comunhão entre a Pastoral Catequética e a Pastoral Litúrgica.

Com a frase "Em busca da unidade perdida" Padre Luiz iniciou dizendo que apesar do diálogo difícil, da relação insuficiente e do encontro problemático, entre estas duas formas de evangelizar, é preciso lembrar-se que a Fé deve ser transmitida e celebrada.

A formação litúrgica dos catequistas é extremamente importante para que possa acontecer ensinamentos mais concretos sobre o que se faz simbolicamente na catequese e o que se celebra na liturgia sacramental.

A catequese tem que aproveitar o tempo todo as oportunidades de ensinar as orações cristãs, para que no momento celebrativo o catequisando possa celebrar, sabendo seguramente o que está celebrando. De posse deste conhecimento a participação na celebração será mais adulta e responsável.

O tempo de estudo catequético tem no momento celebrativo o ápice daquilo que foi transmitido, uma catequese que procura acompanhar o tempo litúrgico, permite ao catequisando compreender aquilo que está acontecendo e por que está acontecendo.

A liturgia tem sido fonte e o ápice de nossa catequese?

A catequese tem realizado verdadeira iniciação litúrgica?

Qual o papel da liturgia para a catequese?


Fazei isto em memória de mim, disse Jesus. A Liturgia é um rito, é repetição, pois cabe ao Padre, na Celebração Eucarística, repetir os mesmos gestos de Jesus Cristo. A Liturgia é a mesma, mas a vida muda a cada segundo, portanto, quando participamos conscientemente da celebração, devemos sair dela transformado, para transformar o mundo que nos cerca.

Como os catequistas veem a Liturgia?

Como os que atuam na liturgia veem os catequistas?

A conquista da criança, do adolescente, do jovem e do adulto, que participam da catequese, para a participação na Celebração Eucarística ou da Palavra, está atrelada a uma educação religiosa mais elaborada e participativa, com explicações claras e objetivas.

A Educação para a fé, tem quatro pilares importantes:

Crescimento humano, Encontro com Cristo, inserção na comunidade eclesial e empenho pelo reino.

Nossas orações de pedido também têm quatro colunas fundamentais:

Invocação do nome de Deus.

Recordação do que Deus fez.

O que Deus faz por nós.

A presença salvífica a de Jesus Cristo.

Uma celebração bem planejada tem esses elementos;

Abertura, momento de oração. Proclamação da Palavra de Deus. Valorização do Sacramento. Despedida e compromisso.

O que podemos fazer para trazer a liturgia para dentro da catequese? CIC 1234.

A melhor forma de fazer uma catequese litúrgica é fazer uma boa celebração.


A convergência entre catequese e liturgia acontece quando a sintonia entre ambas acontece de forma planejada. Como por exemplo. A importância de saber cada passo do que vai acontecer para que não haja surpresa e nem susto. A Liturgia bem feita é rotina sem pregar susto.

Liturgia e catequese, é gestual e pouco discurso. Aquilo que não é bem celebrado, não consegue atrelar-se avida, perdendo o sentido.

As celebrações litúrgicas é profissão de Fé em atos. Não é ritualismo, sem significado, vazio.

Mateus 28, 19-20, diz exatamente como deve ser a catequese e a liturgia. Qual a nossa missão.

A mistagogia, introdução ao mistério de CRISTO, PASSA PELA CATEQUESE, LITURGIA E VIDA.

A catequese e a Liturgia têm de caminhar unidas para que a economia da salvação se torne realidade em nossa evangelização.

A catequese educa o futuro cristão para que perceba que tudo o que acontece na Liturgia é verdadeiro, ritual que conduz ao compromisso.

A celebração bem preparada liturgicamente, conduz o fiel a responder com perseverança e vida a última frase da celebração: “IDE EM PAZ E QUE O SENHOR VOS ACOMPANHE”, completo dizendo, levar para nosso cotidiano em todas as instancias, o que vimos, ouvimos na celebração da Eucaristia ou DA Palavra.


Fonte: Catequese e Bíblia -  Domingo Nunes  -  Irmã Giovana

domingo, 5 de julho de 2015

Artigo de julho de 2015 - Pe. Luís Gonzaga Bolinelli


O cansaço dos catequistas



É normal que a gente encontre por aí catequistas ou evangelizadores em geral que manifestam certo cansaço na realização de seu trabalho. Alguns poderiam até se surpreender, afinal, catequista também cansa? Com certeza todos estamos sujeitos a ficarmos cansados nas mais variadas situações da vida, inclusive em nosso trabalho pastoral. O importante é saber descobrir o que está causando esse cansaço e de que forma estamos lidando com isso.
Para alguns a canseira é consequência da intensidade com a qual vai desempenhando sua missão evangelizadora. Por exemplo, às vezes, por falta de outros catequistas, alguém acaba assumindo mais de uma turma de catequese, e, apesar de sua boa intenção e dedicação, as exigências do trabalho vão ficando sempre mais pesadas... Outras vezes o próprio grupo de catequizandos é mais desafiador do que se imaginava e, apesar da criatividade e boa interação com o grupo, o desgaste vai se acumulando e as forças vão diminuindo...
Para outros a frustração por não conseguir ver os frutos de seu trabalho podem levar, mais do que a um cansaço, a um verdadeiro desânimo, que normalmente é acompanhado daquela vontade de “abandonar tudo” e “sumir”...
Em qualquer um desses casos fica evidente que um bom descanso é necessário para se conseguir recompor as forças e o ânimo! Seriam férias? Seria um Retiro Espiritual? As variedades de descanso são muitas, mas o que importa, realmente é que tal parada nas atividades nunca seja assumida como uma fuga, como um abandono do trabalho evangelizador, sinal da perda do sentido da missão.
O melhor, mesmo, é que esse período de descanso sirva para se refazer as forças e reanimar a própria fé, a própria vida espiritual. Já que ninguém tira férias da condição de cristão batizado e comprometido com o Reino de Deus, seria bom cultivar alguns períodos de silêncio para, na oração, colocar-se em sintonia com Deus e avaliar as motivações de seu trabalho evangelizador.
Afinal, todos os momentos e todos os lugares são sempre boas oportunidades para crescermos na nossa identificação com Jesus Cristo e cultivarmos o espírito de compaixão que tanto marcou sua vida. Assim como ele, também nós temos que estar sempre dispostos a acolher as pessoas necessitadas e revelar-lhes o amor e a misericórdia de Deus.

Aprofundamento a partir da Palavra de Deus: No 16º Domingo do Tempo Comum a liturgia nos propõe o seguinte texto bíblico: Mc 6,30-34. Convido você a lê-lo com calma, prestar atenção e responder: Por que Jesus convida os apóstolos a irem a um lugar deserto? Consigo perceber que também preciso do meu “deserto”? Quando? Gosto de “tirar férias” de tudo ou sei continuar discípulo missionário de Jesus também durante meu merecido descanso?

AGENDA
Ø  Retiro de Catequistas = “Amar como Jesus amou”: Terá 4 horas de duração; é necessário levar Bíblia, Itinerário Catequético e material para anotações pessoais.
Calendário para Agosto: dia 08 em Peruíbe; dia 15 em Bertioga; dia 22 em Praia Grande e dia 29 em Cubatão.
Ø  Mídias de nossa Comissão: visite e entre em contato!


Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O bom combate ...


Os apóstolos Pedro e Paulo tiveram o mesmo propósito de vida e chegaram e um mesmo fim, isto é, o martírio, por causa de Jesus Cristo. Pedro, natural de Betsaida na Palestina, morreu pregado numa cruz de cabeça para baixo, e Paulo, de Tarso na Turquia, foi decapitado. Esses dois fatos aconteceram na cidade de Roma, onde estão sepultados em basílicas diferentes.

Os dois apóstolos são considerados colunas ou alicerces vivos do edifício espiritual da Igreja. Cristo disse a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mt 16,18). Paulo de Tarso foi o grande missionário e comunicador da Palavra de Deus: “Homens de Israel e vós que temeis a Deus, escutai!” (At 13,16). Eles representam a instituição Igreja e sua missão no mundo.

Em vista disto, todo bispo diocesano tem a obrigação de ir a Roma, normalmente de cinco em cinco anos, para rezar uma missa na sepultura de Pedro, e outra, na de Paulo, pedindo pela sua diocese. É como estar buscando água na fonte, renovando os compromissos da Igreja diocesana a ele confiada.

Em culturas e tempos diferentes, o projeto de Deus tem que ser assumido com novo dinamismo, como opção de vida, superando o comodismo. O verdadeiro conhecimento e a prática da vida de Jesus passam pelo testemunho dos apóstolos. Só compreendemos quem é Jesus, compreendendo o real sentido de sua mensagem.

Com todas as fragilidades de uma instituição, a Igreja continua o bom combate enfrentando os ventos contrários ao bem comum e à dignidade da pessoa humana. Por isso, além do empenho a favor da família, o papa Francisco está preocupado com o meio ambiente, oferecendo uma reflexão contida na Encíclica “Laudato Si”, sobre o cuidado com a casa comum.

“Louvado seja, meu Senhor” é um grito contra a violência que está no coração das pessoas, violentando a natureza, fazendo-a gemer como que em dores de parto (Rm 8,22). Existe um clamor contra o mal e os abusos destruidores da casa, que é de todos nós.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba.
Fonte: Catequese e Bíblia

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Encontro Formativo de Catequistas de adolescentes e jovens e Líderes Jovens


 
A Pastoral da Juventude (PJ) e a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética (AB-C) fizeram uma parceria com o objetivo de dar uma melhor qualidade ao desafiante trabalho evangelizador dos adolescentes e jovens da Diocese de Santos. Por isso, na tarde do sábado, dia 20 de junho, foi realizado na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Santos, o Encontro Formativo de Catequistas de adolescentes e jovens e Líderes Jovens. Estavam presentes cerca de cem pessoas vindas de todas as Regiões Pastorais da nossa Diocese de Santos.
 
 
Contou também com a significativa presença do Bispo Diocesano, Dom Tarcísio Scaramussa, que levou a todos palavras de encorajamento e de incentivo, que foram acolhidas com muito entusiasmo e alegria pelos presentes.

 
 
 

Este Encontro Formativo é o ponto alto de um trabalho iniciado meses atrás, quando foi realizada uma pesquisa nos grupos de jovens e com catequistas de adolescentes e jovens (que erroneamente são conhecidos como catequistas de crisma). Em seguida todos eles foram convocados para reuniões por cidades onde puderam manifestar esperanças e dificuldades em sua missão. A partir dessas dificuldades apontadas pelas bases foram tabulados os dados levantados e utilizados para a montagem deste Encontro Formativo.

Após uma Introdução que colocou em evidencia as falhas encontradas na evangelização de nossos adolescentes e jovens, o Encontro foi dividido em 3 Momentos:



1) O Processo da Iniciação à Vida Cristã em geral e mais especificamente de adolescentes e jovens;
2) A PJ e a parceria com a AB-C em vista de uma evangelização mais eficaz da juventude;
3) A importância da Comunidade na realização da Iniciação à Vida Cristã dos adolescentes e jovens. Em seguida foram feitos trabalhos em grupos, por cidades, para que fossem levantados passos concretos para as futuras ações.


 Agradecemos a todos que estiveram presentes, especialmente ao Padre Toninho que sempre tem as portas abertas para ceder as dependências de sua Paróquia e também ao Padre Samuel, da Paróquia São José, que está assumindo a Assessoria da Comissão Juventude da Diocese e fez questão de participar desta formação.

 
 
Como é bom podermos trabalhar quando as pessoas estão envolvidas dando o seu melhor e querendo acertar o passo.

Katia Gonçalves Esteves

Secretária da Comissão AB-C
Fonte das fotos: Diocese de Santos - Katia Esteves

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Preocupação Pertinente - Ideologia de Gênero

Parece que o mundo está no caos. Existem muitas ondas se lançando fortemente contra o barco, que pode perder o equilíbrio e afundar, provocar grande desastre e com consequências incorrigíveis. Muitos estão perdendo o rumo e matando muita gente. Isso está acontecendo no mundo da educação, com decisões que causam preocupações aos pais e educadores conscientes de sua missão.
As Diretrizes de Educação, votadas no legislativo, precisam levar em conta a visão integral da pessoa, que está fundamentada em valores humanos, éticos e cristãos. Isto faz parte da identidade histórica do povo brasileiro e está enraizado na vida dos pais como primeiros educadores dos seus filhos. Muitos deles se sentem afrontados diante de atitudes contrárias aos seus costumes.
Na elaboração de Planos Municipais e Estaduais de Educação que, no momento, estão tramitando nas Câmaras de Vereadores, os temas deveriam ser discutidos pelos primeiros interessados, que são os pais. São eles que deveriam decidir o modelo de educação que querem para os filhos. Não simplesmente normas de imposição, sem passar por uma audiência ou conferência pública de discussão.
Fala-se muito hoje na ideologia de gênero. Ela diz que a identidade sexual de homem e mulher deve ser resultado de um processo educacional e cultural e de escolha pessoal. Isto significa excluir a identidade biológica e a natureza de cada ser humano. Certamente não medimos as consequências que isto pode trazer para as futuras gerações, desqualificando o nível dos relacionamentos.
Não sabemos como os senhores vereadores estão refletindo sobre isto. O peso de responsabilidade ética e moral recai sobre quem toma decisão por aquilo que fere a identidade mesma do ser humano. Digo isto para alertar que a matéria é grave e depende de amplo conhecimento para tomar decisões e suas consequências.
Aos prefeitos, vereadores e demais cristãos que atuam no campo de decisões e de profissão no campo da educação e áreas afins, que não se omitam nos processos de definição de planos educacionais, não deixando de preservar os valores da fé cristã, essenciais para uma sadia conduta de vida.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.
 
Nota na integra divulgada pela CNBB.
 
 
No contexto dos debates e votações acerca dos Planos Municipais de Educação, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília (DF), entre 16 e 18 de junho, aprovou e divulgou nota a respeito da inclusão da ideologia de gênero nos textos em discussão. Para os bispos, a proposta de universalização do ensino e o esforço do Estado em estabelecer a inclusão social como eixo orientador da educação merecem "apoio e consideração". Por outro lado, "a introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias", diz a nota. Leia a nota na íntegra: 

  Nota da CNBB sobre a inclusão da ideologia de gênero nos Planos de Educação
“Homem e mulher ele os criou” (Gn 1,27)
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília, nos dias 16 a 18 de junho, manifesta seu reconhecimento pelo importante trabalho de elaboração dos Planos Estaduais e Municipais de Educação em desenvolvimento em todos os estados e municípios brasileiros para o próximo decênio. A proposta de universalização do ensino e o esforço de estabelecer a inclusão social como eixo orientador da educação merecem nosso apoio e consideração ao apontar para a construção de uma sociedade onde todas as pessoas sejam respeitadas.
A tentativa de inclusão da ideologia de gênero nos Planos Estaduais e Municipais de Educação contraria o Plano Nacional de Educação, aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional, que rejeitou tal expressão. Pretender que a identidade sexual seja uma construção eminentemente cultural, com a consequente escolha pessoal, como propõe a ideologia de gênero, não é caminho para combater a discriminação das pessoas por causa de sua orientação sexual.
O pressuposto antropológico de uma visão integral do ser humano, fundamentada nos valores humanos e éticos, identidade histórica do povo brasileiro, é que deve nortear os Planos de Educação. A ideologia de gênero vai no caminho oposto e desconstrói o conceito de família, que tem seu fundamento na união estável entre homem e mulher.
 A introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias. O mais grave é que se quer introduzir esta proposta de forma silenciosa nos Planos Municipais de Educação, sem que os maiores interessados, que são os pais e educadores, tenham sido chamados para discuti-la. A ausência da sociedade civil na discussão sobre o modelo de educação a ser adotado fere o direito das famílias de definir as bases e as diretrizes da educação que desejam para seus filhos.
A CNBB reafirma o compromisso da Igreja em se somar aos que combatem todo tipo de discriminação a fim de que tenhamos uma sociedade sempre mais fraterna e solidária. Confia que a sociedade e o Estado cumpram seu direito e dever de oferecer a toda pessoa os meios necessários para uma educação livre e autêntica (cf. CNBB - Doc. 47, n. 73). Reafirma também o papel insubstituível dos pais na educação de seus filhos e primeiros responsáveis por introduzi-los na vida em sociedade.
Agradecemos a tantos que têm se empenhado na defesa de uma educação de qualidade no Brasil, opondo-se até mesmo a excessos do Estado que, muitas vezes, se sobrepõe ao papel dos pais e da família. A estes exortamos a que, juntamente com educadores e associações de famílias, assumam sua tarefa de protagonistas na educação dos filhos.
 Que Deus inspire os legisladores na responsabilidade que têm nesse momento e anime os educadores na nobre e sublime tarefa de colaborar com os pais em sua missão de educar.
Brasília, 18 de junho de 2015.
 
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB
 
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
 Vice-presidente da CNBB
 
 Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário Geral da CNBB
 
 
 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

ENCONTRO DIOCESANO DE CATEQUISTAS DE ADOLESCENTES, JOVENS E COORDENADORES DE GRUPOS E MOVEMENTOS JOVENS

 
 
 
Encontro Formativo para catequistas de Adolescente, jovens, e lideres de grupos de jovens. Participem, não necessita de inscrição.
 
 
Sábado dia 20 de junho a partir das 14hs até as 17hs na paróquia Sagrado Coração de Jesus - Santos/SP
 

 
 
 
Participem, sua presença é muito importante!