segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Encontro com as Coordenações Regionais e Bispos Referenciais CNBB


Convocados pela Comissão nacional de catequese, coordenações de catequese de 17 regionais da CNBB estão reunidos em Brasília, nas Pontifícias Obras Missionárias.




O tema principal da pauta é a formação de catequistas.

O grupo hoje partilhou como anda a formação de catequistas nos regionais e dioceses. Foi unanime a decisão de que será necessário elaborar um novo subsídio com orientações para a formação de catequistas na paróquia, diocese e regional. Um subsídio que contemple o novo perfil de catequistas.


O encontro segue amanhã tendo como 
temas a catequese na era digital e a possibilidade de formação à distância para catequistas.
                              
Fonte: Catequese e Bíblia

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

MENSAGEM PARA A QUARESMA - D. TARCÍSIO SCARAMUSSA

MENSAGEM PARA A QUARESMA - D. TARCÍSIO SCARAMUSSA

Mensagem de D. Tarcísio Scaramussa,SDB, Bispo Diocesano de Santos, para o Tempo da Quaresma e Campanha da Fraternidade 2016.

Publicado por Diocese De Santos Dcs em Segunda, 15 de fevereiro de 2016


Diocese de Santos/SP

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Artigo Fevereiro - 2016 Padre Aparecido Neres Santana CSS - Assessor Eclesiástico da Comissão AB-C.

Ele está no meio de nós!


              Ainda na Trilha do discipulado, Jesus dá a garantia da sua presença no meio dos discípulos – “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”! (Mt 28, 20b). Refletimos, nos dois últimos Artigos, sobre o mandato final do ressuscitado: “Fazei discípulos, batizai e ensinai”. Agora, nestas últimas palavras no Evangelho de Mateus, Jesus garante que estará presente por meio do Espírito Santo, na vida e nos corações dos seus seguidores, animando-os em todos os sentidos.
              É a mesma garantia de Deus a Moisés, quando o envia em missão para libertar o povo da escravidão no Egito: “Eu estarei contigo” (Ex. 3, 12a). Ou ainda, quando anuncia pela boca do profeta Isaías (7,14): “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho (celebramos no Natal), e o chamarão com o nome de Emanuel, o que traduzido significa ‘Deus conosco’” (Mt. 1, 23).
           Em Jesus Cristo se realiza a presença permanente de Deus com seu povo. Desta forma  o ressuscitado, garante sua presença continua nas pessoas, principalmente nos pobres, (Cf. discurso escatológico Mt 25, 31-46), e na comunidade dos discípulos(as) – “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18, 20). Como mostra o texto bíblico, essa é uma palavra de promessa, a garantia para os discípulos de que nunca estarão sozinhos. Esta certeza da presença de Jesus com os que são e se tornarão discípulos(as), não é uma palavra isolada, mas ligada e condicionada à obediência do mandato: o que vem antes da garantia da presença, que é “ser discípulo”(a) e “fazer discípulos”(as). 
           Por isso, com a certeza da presença de Jesus, não devemos ter medo, como disse Jesus a Pedro: “Avança para as águas mais profundas e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5, 4). Portanto, o discípulo(a), não pode ter medo e deve sempre, em obediência à Palavra de Deus, fazer mais um esforço, “jogar as redes” mais uma vez, nunca desanimar.
          Finalmente, o discípulo(a), deve estar sempre pronto a deixar o comodismo e sair, como pede o papa Francisco para ser “uma Igreja em Saída missionária” (EG 20), para “pescar”, lançar as redes, isto é, evangelizar, e depois pastorear, “fazer discípulos”(as).  

Perguntas:
1-Diante dessa realidade, temos que nos perguntar: será que estamos percebendo a presença de Jesus em nosso meio? Será que em nossas atitudes cotidianas, estamos realmente fazendo a opção de ser discípulos(as) de Jesus?


Padre Aparecido Neres Santana- Assessor Eclesiástico da Comissão AB-C.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Início da Quaresma: Papa indica oração, caridade e penitência

Papa celebrou a Missa de Quarta-Feira de Cinzas no Vaticano, dando início à Quaresma

Reconciliar-se com Deus e retornar a Ele com todo o coração. Esses foram os dois convites que o Papa Francisco deixou aos fiéis na missa da Quarta-Feira de Cinzas, 10, início da Quaresma. O Santo Padre também indicou três remédios para curar as feridas do pecado: oração, caridade e penitência.
Francisco explicou que a reconciliação com Deus não é somente um bom conselho paterno, mas uma súplica em nome de Cristo, que sabe o quanto o ser humano é frágil e pecador e precisa sentir-se amado para fazer o bem. “Sozinhos não somos capazes (…) Ele [Cristo] vence o pecado e nos levanta das nossas misérias, se nós as confiamos a Ele. Cabe a nós nos reconhecermos necessitados de misericórdia: é o primeiro passo do caminho cristão”.
Nesse sentido, o Santo Padre alertou sobre alguns obstáculos que podem fechar as portas do coração, como a tentação de conviver com o próprio pecado de forma a minimizá-lo, ou então ter vergonha de abrir a porta do coração. “A vergonha, na verdade, é um bom sintoma, porque indica que queremos nos afastar do mal, no entanto, nunca deve se transformar em temor ou medo”.
O Papa explicou ainda que o Evangelho que abre a Quaresma convida os fiéis a abraçarem três remédios que curam do pecado: a oração, a caridade e a penitência. “De fato, Jesus nos chama a viver a oração, a caridade e a penitência com coerência e autenticidade, vencendo a hipocrisia (…) Coloquemo-nos em caminho juntos, como Igreja, recebendo as Cinzas e tendo o olhar fixo sobre o Crucifixo”.
Nessa celebração de Quarta-Feira de Cinzas, Francisco enviou os Missionários da Misericórdia, no contexto do Ano da Misericórdia. Ao todo, serão 1071 padres que são chamados a “exprimir a beleza do perdão de Deus” em todos os continentes.
Esses missionários também terão a faculdade de perdoar pecados “reservados”, ou seja, que só podem ser perdoados pela Santa Sé (Penitenciária Apostólica), como a profanação da Eucaristia, a violação do sigilo sacramental (por parte de um sacerdote) ou a violência física contra o Papa, por exemplo.
“Queridos irmãos, que vocês possam ajudar a abrir as portas dos corações, a superar a vergonha, a não fugir da luz. Que as vossas mãos abençoem e levantem os irmãos e as irmãs com paternidade; que através de vocês o olhar e as mãos do Pai pousem sobre os filhos e curem suas feridas”, disse o Papa na homilia.

http://papa.cancaonova.com/inicio-da-quaresma-papa-indica-oracao-caridade-e-penitencia/

Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 - “Casa Comum, nossa responsabilidade”



A IV Campanha da Fraternidade Ecumênica tem como tema: “Casa Comum, nossa responsabilidade” e nos propõe dois objetivos entrelaçados e decorrentes do nosso compromisso de fé. O primeiro objetivo tem relação com o tema central dessa Campanha que é o saneamento básico. Entendemos que o acesso a esse serviço é condição essencial para a garantia de justiça socioambiental, que se expressa na erradicação da pobreza, no cuidado com o meio ambiente e na redução na mortalidade infantil. O saneamento básico compreende o abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo dos resíduos sólidos, o controle de meios de transmissão de doença e a drenagem de águas pluviais. O segundo objetivo é motivar a vivência ecumênica. Todas as pessoas que assumem a fé em Jesus Cristo são chamadas a trabalhar juntas no cuido da Casa Comum. Essa responsabilidade é conferida a nós pelo Batismo. Para tanto, precisamos superar os conflitos e nos abrirmos para o diálogo, para conhecer e saber quem é o irmão e a irmã da outra igreja. Isso significa valorizar a unidade cristã sem desconsiderar que há formas diferentes de viver a fé em Jesus Cristo. Nosso testemunho torna-se mais evidente quando podemos fazer isso juntos. Estes dois objetivos têm a ver com o que Deus quer de nós, com seu projeto de construção de um mundo mais fraterno e justo. Venha conosco! Vamos juntos promover a paz e o direito de se ter direito! 


Hino da CFE 2016
Letra: José Antonio de Oliveira Música: Adenor Leonardo Terra 1. Eis, ó meu povo o tempo favorável/ Da conversão que te faz mais feliz;/ Da construção de um mundo sustentável,/ “Casa Comum” é teu Senhor quem diz: Refrão: Quero ver, como fonte o direito a brotar,/ A gestar tempo novo: e a justiça,/ qual rio em seu leito, dar mais vida/ pra vida do povo. 2. Eu te carrego sobre as minhas asas/ Te fiz a terra com mãos de ternura;/ Vem, povo meu, cuidar da nossa casa!/ Eu sonho verde, o ar, a água pura. 3. Te dei um mundo de beleza e cores,/ Tu me devolves esgoto e fumaça./ Criei sementes de remédio e flores;/ Semeias lixo pelas tuas praças. 4. Justiça e paz, saúde e amor têm pressa;/ Mas, não te esqueças, há uma condição:/ O saneamento de um lugar começa / Por sanear o próprio coração. 5. Eu sonho ver o pobre, o excluído/ Sentar-se à mesa da fraternidade;/ Governo e povo trabalhando unidos/ Na construção da nova sociedade.

Oração da CFE 2016
Deus da vida, da justiça e do amor, Tu fizeste com ternura o nosso planeta, morada de todas as espécies e povos. Dá-nos assumir, na força da fé e em irmandade ecumênica, a corresponsabilidade na construção de um mundo sustentável e justo, para todos. No seguimento de Jesus, com a Alegria do Evangelho e com a opção pelos pobres. Amém!


Mensagem do Papa Francisco para Quaresma 

COMO VIVER BEM A QUARESMA. 
Para a Quaresma o Papa Francisco propõe 15 simples atos de caridade que ele mencionou como manifestações concretas de amor:
1. Sorrir, um cristão é sempre alegre!
2. Agradecer (embora não “precise” fazê-lo).
3. Lembrar ao outro o quanto você o ama.
4. Cumprimentar com alegria as pessoas que você vê todos os dias.
5. Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor.
6. Parar para ajudar. Estar atento a quem precisa de você.
7. Animar a alguém.
8. Reconhecer os sucessos e qualidades do outro.
9. Separar o que você não usa e dar a quem precisa.
10. Ajudar a alguém para que êle possa descansar.
11. Corrigir com amor; não calar por medo.
12. Ter delicadezas com os que estão perto de você.
13. Limpar o que sujou, em casa.
14. Ajudar os outros a superar os obstáculos.
15. Telefonar para seus pais.

O MELHOR JEJUM
• Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas.
• Jejum de descontentamento e encher-se de gratidão.
• Jejum de raiva e encher-se com mansidão e paciência.
• Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e otimismo.
•Jejum de preocupações e encher-se de confiança em Deus.
• Jejum de queixas e encher-se com as coisas simples da vida.
• Jejum de tensões e encher-se com orações.
• Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria.
• Jejum de egoísmo e encher-se com compaixão pelos outros.
• Jejum de falta de perdão e encher-se de reconciliação.
• Jejum de palavras e encher-se de silêncio para ouvir os outros.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016

Terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Boletim da Santa Sé


“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13).




As obras de misericórdia no caminho jubilar

1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada
Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.
Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais.
2. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia
O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo.
Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordiӕ Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núpcias eternas com ela.
Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordiӕ Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d’Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa.
3. As obras de misericórdia
A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga… a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.
Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa sinistramente aquele demoníaco «sereis como Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem atualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los.
Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais diretamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta activa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.
Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38).
Vaticano, 4 de Outubro de 2015
Festa de S. Francisco de Assis
FRANCISCUS

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Artigo de Janeiro de 2016 - Padre Aparecido Neres Santana, CSS


Missionariedade: Missão do Batizado


Neste Artigo, no Ano da Misericórdia, seguimos a sequência do Artigo anterior, que abordou o tema, “Exercitando a Missionariedade”. Queremos assim, continuar a temática, no mesmo caminho, até porque não há outro.
No Evangelho de (Mt 28, 19), onde se lê - “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei”. Destaca-se o binômio, “batizando e ensinando”. Quando a pessoa é batizada, é mergulhada, não somente no símbolo da “agua do batismo”, mas no mar da vida. E mergulhada no Mistério Salvífico de Jesus, passa a fazer parte do corpo místico de Cristo, da Igreja, da comunidade Cristã.
“Batizar e ensinar”, são duas partes do mesmo objeto. Entendemos que, não podemos ficar somente na primeira, isto é, só no ato de batizar, mas deve-se ensinar, instruir, catequizar e formar. A Igreja primitiva vivia essa prática, “batizar e ensinar”: “Disse então o Espírito a Filipe: adianta-te e aproxima-te da carruagem”. Filipe correu e ouviu que o Eunuco, lia o profeta Isaías. Então, perguntou-lhe; “Entendes o que estás lendo? Como, disse ele, se alguém não me explicar!”.
Como vemos “batizar e ensinar”, é estar no caminho do Reino de Deus, é lançar-se como discípulos missionários de Jesus, comprometidos com o Evangelho que nos conduz ao compromisso de batizados, levando a Palavra para o nosso irmão, batizado ou não, porém, que se encontra disperso, sem formação, sem entender a Palavra de Deus, e a Doutrina da Igreja, no sentido religioso, econômico e político, “como ovelhas sem pastor” (Mc 6,34).
Essa realidade deve arder, queimar, os nossos corações. A liturgia enfoca, tanto no final como no início de Ano, a Epifania com o Batismo de Jesus. Portanto, meus irmãos e irmãs é com este foco, misericordioso, que deixemos a Trindade Santa, manifestar em nossos corações, na família, na Igreja o nosso ser missionário. Feliz Ano Novo a todos.  Perguntas:
Será que estamos levando a sério nossa responsabilidade de evangelizadores Batizados, sendo discípulos missionários de Jesus? Estamos realmente conseguindo levar as pessoas a assumirem Jesus e seu projeto de mundo fraterno e misericordioso onde todos possam viver dignamente?


Padre Aparecido Neres Santana, CSS - Assessor Eclesiástico da Comissão AB-C

Diocese de Santos- SP .


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Uma mensagem especial de Natal do Papa Francisco!



Uma mensagem especial de Natal do Papa Francisco para você! Curta - LIKE >>> Papa Francisco <<<
Posted by Papa Francisco on Quinta, 24 de dezembro de 2015

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Mensagem de Natal!

FELIZ NATAL !


O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.

Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.

O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.

Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.

Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.

A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.

Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.

A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.

Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.

A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.

O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.

O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.

Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.

A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.

Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.


Um muito Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.

Feliz Natal a Todos os Evangelizadores e Catequistas 
AB-C Diocese de Santos

Fonte: http://www.pnsf.org.br/noticias-e-eventos/263-mensagem-e-natal-do-papa-francisco
Foto: catequistasemformacao

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Carícia de pai – Homilia do Papa Francisco – 10 de dezembro de 2015

Um pai ou uma mãe que diz ao seu filho: «Não tenhas medo, estou aqui» e acaricia-o. É esta a condição privilegiada do homem: pequeno, frágil, mas tranquilizado, apoiado e perdoado por um Deus apaixonado por ele. No início do caminho jubilar o Papa Francisco – na missa celebrada em Santa Marta na quinta-feira 10 de Dezembro com a participação dos cardeais conselheiros – encontrou na liturgia a ocasião para voltar a falar da misericórdia do Pai.
A meditação foi inspirada pelo salmo responsorial no qual se repete: «O Senhor é misericordiosos e grande no amor». É – disse o Pontífice – «uma confissão de fé» na qual o cristão reconhece que Deus «é misericórdia e grande no amor». Uma afirmação só aparentemente simples porque «entender a misericórdia de Deus é um mistério, é um caminho que se deve percorrer durante toda a vida».
Para ajudar a penetrar melhor no mistério, o Papa citou a leitura tirada do livro do profeta Isaías (41, 13-20), na qual se encontra o monólogo de Deus que se dirige ao seu povo. E lê-se como se ele tivesse dito «ao seu povo que o escolheu não porque era grande ou poderoso» mas, «porque era o menor de todos, o mais miserável de todos». Deus, explicou Francisco, apaixonou-se precisamente por «esta miséria», por esta «pequenez».
É um texto do qual emerge claramente este amor: «um amor terno, como o do pai ou da mãe», quando se dirigem ao filho «que acorda de madrugada assustado por um sonho». Com a mesma ternura Deus fala ao seu povo e diz-lhe: «Eu tomo-te pela mão, está tranquilo, nada temas». E, utilizando imagens para descrever a sua condição de pequenez, continua: «pobre vermezinho de Jacob, mísero insecto de Israel, não temas».
Não temer. O Papa deteve-se nesta expressão para voltar ao exemplo da vida familiar: «Todos conhecemos as carícias do pai e da mãe, quando as crianças se inquietam por um susto». Também eles dizem: «Não tenhas medo, estou aqui». A cada um de nós o Senhor recorda ternamente: «Apaixonei-me pela tua pequenez, pelo teu nada» e repete-nos: «Não temas os teus pecados, amo-te muito, estou aqui para te perdoar». Em síntese, explicou o Pontífice, esta «é a misericórdia de Deus».
Prosseguindo a meditação, Francisco citou um exemplo tirado de uma hagiografia («penso que era são Jerónimo mas não tenho a certeza», confidenciou) e recordou que o santo dizia que era muito penitente na sua vida, que fazia sacrifícios, orações e que o Senhor lhe pedia cada vez mais. O santo continua a rezar: «Senhor o que posso dar-te?», até que disse: «Mas Senhor, nada mais tenho para te dar, dei-te tudo». E a resposta foi: «Não. Falta uma coisa – o quê, Senhor?» – «Dá-me os teus pecados». Com este episódio o Pontífice frisou que «o Senhor deseja assumir sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, os nossos cansaços». É uma atitude que encontramos também nos Evangelhos, em Jesus, que afirmava: «Vinde a mim todos os que estais cansados e eu aliviar-vos-ei». Deus, disse Francisco, repete-nos continuamente: «Eu sou o Senhor teu Deus que te tomo pela mão, nada temas pequenino, não temas. Dar-te-ei a força. Dá-me tudo e perdoar-te-ei, dar-te-ei a paz». São estas, acrescentou, «as carícias de Deus» «do nosso Pai, quando se exprime com a sua misericórdia».
Nós, homens – prosseguiu o Pontífice – «estamos muito nervosos» e «quando algo não nos agrada, lamentamo-nos, ficamos impacientes». Deus, ao contrário, consola-nos: «Fica tranquilo, fizeste algo grave, mas não te preocupes; não temas, perdoo-te». E assim acolhe-nos em tudo, até com os nossos erros, os nossos pecados. Significa precisamente isto o que se repete no salmo: «O Senhor é misericordioso e grande no amor». Por conseguinte, sintetizou o Papa, «nós somos pequenos. Ele concedeu-nos tudo. Pede-nos só as nossas misérias, as nossas insignificâncias, os nossos pecados, para nos abraçar e nos acariciar».

Por fim, recordando a oração recitada no início da missa («Despertai, Senhor, a fé do vosso povo»), Francisco concluiu exortando todos a pedir ao senhor «para despertar em cada um de nós e em todo o povo a fé nesta paternidade, nesta misericórdia, no seu coração». E também a pedir-lhe «que esta fé na sua paternidade e a sua misericórdia» nos torne «um pouco mais misericordiosos em relação aos outros».