sexta-feira, 25 de abril de 2014

III Congresso sobre o Catecumenato em Santiago do Chile


Entre os dias 21 a 25 de Julho de 2014  será realizado em Santiago do Chile o III Congresso Internacional sobre Catecumenato.
Este evento é promovido e organizado pelo Instituto Católico de Paris e a Universidade Católica Silva Henriques do Chile.
O tema que será desenvolvido neste ano é "A Iniciação Cristã em mudança de época".
As línguas oficiais serão o castelhano e o francês, e haverá tradução simultânea nessas duas linguas.
Assistam o vídeo do Youtube, que se encontra logo abaixo, com algumas informações sobre esse Congresso, dadas por Javier Diaz, da Sociedade dos Catequetas Latino Americanos (SCALA).


                                         Acesse aqui o vídeo do Youtube

domingo, 20 de abril de 2014

Urbi et Orbi: Boa Nova não é somente uma palavra, é Vida. Apelos de paz contra guerras e doenças.



Cidade do Vaticano (RV) – Uma súplica de paz por todos os povos da terra: assim se concluiu a Missa celebrada esta manhã pelo Papa Francisco, na Praça São Pedro, na Páscoa da Ressurreição.

Cerca de 100 mil fiéis lotaram a Praça, que – como é tradição – estava toda enfeitada por milhares de flores holandesas.

A cerimônia teve início com o rito do "Resurrexit", ou seja, o anúncio da Ressurreição do Senhor. Coincidindo este ano a celebração da Páscoa nas comunidades de rito latino e as que seguem o calendário juliano, a celebração papal incluiu também um antiquíssimo Cântico do patrimônio da liturgia pascal bizantina, que recorda as mulheres que vão ao Sepulcro para ungir o corpo de Jesus e recebem a boa nova de que o Senhor ressuscitou.

A Missa de Páscoa não foi concelebrada e não foi feita homilia, pois o Papa concedeu a bênção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo) ao final da celebração. Após a oração do Regina Coeli e de entoado o Aleluia, o Santo Padre percorreu a Praça São Pedro em seu papamóvel, para a alegria da multidão.

A seguir, Francisco foi até o balcão central da Basílica Vaticana para a mensagem de Páscoa.

Ao lado dos Cardeais Jean-Louis Tauran e Beniamino Stella, o Pontífice recordou que a ressurreição de Cristo é o ápice do Evangelho. “Se Cristo não tivesse ressuscitado, o Cristianismo perderia o seu valor”, disse, ressaltando que em cada situação humana, marcada pela fragilidade, pelo pecado e pela morte, a Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel: “é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído”.

«Vinde e vede», repetiu Francisco, o Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescer a esperança no deserto. Dirigindo-se ao Senhor ressuscitado, em forma de oração, o Papa pediu que nos ajude a vencer a chaga da fome, “agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices”. Que nos torne capazes de proteger os indefesos, “sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objeto de exploração e de abandono”.

De modo especial, que possamos cuidar dos irmãos atingidos pela epidemia de ébola na Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria, e “daqueles que são afetados por tantas outras doenças que se difundem também pela negligência e a pobreza extrema”.

Francisco pediu pelas numerosas pessoas, sacerdotes e leigos, que foram sequestradas em diferentes partes do mundo, e pelos migrantes, “que deixaram as suas terras para lugares onde possam esperar um futuro melhor, viver a própria vida com dignidade e, não raro, professar livremente a sua fé”.

Pediu o fim de toda guerra, de toda hostilidade grande ou pequena, antiga ou recente. Em particular, pela Síria, “para que quantos sofrem as consequências do conflito possam receber a ajuda humanitária necessária e as partes em causa cessem de usar a força para semear morte, mas tenham a audácia de negociar a paz, há tanto tempo esperada”.

O Papa pediu conforto às vítimas das violências fratricidas no Iraque e amparo às esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelenses e palestinos.

Paz também para a Ucrânia, para a República Centro-Africana, para a Nigéria e o Sudão do Sul. Pediu também pela reconciliação e concórdia na Venezuela.

“Pedimo-Vos, Senhor, por todos os povos da terra: Vós que vencestes a morte, dai-nos a vossa vida, dai-nos a vossa paz!”

Por fim, Papa Francisco concedeu a Indulgência Plenária aos presentes e a quantos acompanhavam pelos meios de comunicação, agradecendo a todos pela presença, pela oração e pelo testemunho. (BF)

 Fonte: Rádio Vaticano







A Comissão AB-C da Diocese de Santos deseja a todos os

 Evangelizadores uma Santa Páscoa

 

Nós te exaltamos, Senhor do céu e da terra, porque pela vossa Cruz iluminastes a escuridão do mundo e acendestes na terra a luz divina da vida plena. Bendito sejais, Senhor, pela vossa Santa Páscoa que nos libertou da morte e nos abriu as portas para a vida eterna.

 
Feliz Páscoa! Aleluia!



Fonte: SAL 
Foto: Pe. Monsenhor Dr.Rubens Miraglia Zani

sábado, 19 de abril de 2014

Francisco na homilia de Sábado Santo: "Voltar à Galiléia!"

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco presidiu, na noite deste sábado santo, na Basílica Vaticana, à solene Vigília pascal, que contou com a participação de numerosos fiéis, provenientes de diversas partes do mundo.

Após o rito preparatório, da bênção do fogo e do solene anúncio pascal, o Santo Padre fez sua homilia, partindo, precisamente, do Evangelho da ressurreição de Jesus, referindo-se, de modo particular, às mulheres que foram ao sepulcro, na manhã seguinte.


Elas queriam honrar o corpo do Senhor, mas encontram o túmulo aberto e vazio. Mas, um anjo do Senhor lhes disse: «Não tenham medo! Ele ressuscitou dos mortos». E ao saírem de lá, se encontraram com o próprio Jesus, que lhes disse: «Vão anunciar aos meus irmãos, que me verão na Galileia».

Depois da morte de Jesus, os discípulos se dispersaram; tudo parecia ter acabado; as certezas e as esperanças, enfraquecidas. Mas, o incrível anúncio das mulheres brotou como um raio de luz na escuridão. A notícia se espalhou: Jesus ressuscitou!
O Anjo do Senhor e o próprio Jesus pediram às mulheres para avisar aos discípulos para irem à Galileia. Por que a Galiléia? 

E o Papa explicou:
“A Galileia é o lugar da primeira chamada, onde tudo começou! Trata-se de voltar para lá, ao lugar da primeira chamada. Jesus havia passado pelas margens do lago, enquanto os pescadores consertavam as redes. Ele os chamou e, deixando tudo, o seguiram. Voltar à Galileia significa reler tudo, a partir da cruz e da vitória: a pregação, os milagres, a nova comunidade, o entusiasmo e até a traição, a partir do supremo ato de amor”.

Cada um de nós também tem uma Galileia, o lugar da redescoberta do nosso Batismo, a fonte viva, de onde encontramos a energia e a da raiz da nossa fé e da nossa experiência cristã. Galileia significa retorno à Graça de Deus, que nos toca no início do caminho da nossa vida cristã: a experiência do encontro pessoal com Jesus, que nos chama a segui-lo e a participar da sua missão.
Por fim, o Bispo de Roma convidou os fiéis presentes a se perguntarem: qual é a nossa Galileia, onde reencontrar nosso Senhor e deixar-se abraçar pela sua misericórdia?

O Evangelho da Páscoa é claro: é preciso voltar à Galileia para nos encontrarmos com Jesus ressuscitado e nos tornarmos suas testemunhas. A Galileia dos gentios é o horizonte do Ressuscitado, o horizonte da Igreja, o intenso desejo de encontrar o Senhor! (MT)

fonte: Rádio Vaticano

 

 

 

Sábado de Aleluia? História de um nome equivocado.



Semana santa. Neste sábado, preste atenção no noticiário veiculado pela grande mídia. Com certeza você vai ouvir notícias relativas ao “sábado de aleluia” (sic), dentre as quais se destacam as brincadeiras populares dos “Judas” enforcados... “Sábado de aleluia” é o nome que costumam dar este dia. No entanto, em nenhum documento oficial da Igreja católica existe a expressão “sábado de aleluia”. Daí vem a pergunta: Por que ainda se insiste no uso de tal expressão? De onde vem “sábado de aleluia”?
         Os cristãos, desde suas mais remontas origens, celebram a Páscoa (paixão, morte e ressurreição de Jesus) uma vez por semana. O domingo é o dia semanal da Páscoa dos cristãos.
A partir do século II, as Igrejas cristãs passaram a celebrar a Páscoa também uma vez por ano, então com um destaque todo especial, a saber, mediante um tríduo sagrado, isto é, em três dias sucessivos:
No 1o dia (sexta-feira, cujo início já se dá a partir do anoitecer da quinta-feira), celebram todo o sofrimento do Senhor e sua morte na cruz.
No 2o dia (sábado, cujo início já se dá a partir ao anoitecer da sexta-feira), celebram o mistério do corpo do Senhor na sepultura, sua presença na região dos mortos.
No 3o dia (domingo, cujo início já se dá ao anoitecer de sábado), celebram a ressurreição do Senhor dentre os mortos, mediante uma solene vigília pascal.
         O sábado, portanto, segundo dia do tríduo pascal – que a Igreja chama de “sábado santo” –, celebra o repouso de Jesus no sepulcro, bem como sua descida ao mundo da morte, onde ele anuncia a libertação dos grilhões da morte a todos que esperavam pelo momento em que as portas do céu deviam se abrir, como ensina o apóstolo Pedro (1Pd 3,19-20; 4,6). É um dia de silêncio, de continuação do jejum, de recolhimento na paz e na espera. Sem festa, portanto. Sem “aleluia”! Mas, então, por que chamam esse dia de “sábado de aleluia”?
         É que lá pelo século VII, anteciparam a celebração da Vigília pascal da noite do sábado (já início do domingo, portanto!) para às 14h00 do sábado (sábado mesmo!). Posteriormente, a partir do século XVI, vemos a Vigília antecipada para mais cedo ainda, para as 9h00 da manhã do sábado. E veja que coisa estranha! Em plena manhã de sol, em pleno dia, o diácono cantava diante do círio pascal as “maravilhas desta noite santa” (às 9h00 da manhã!)! E em seguida, antes da proclamação do Evangelho, irrompia o solene canto pascal de “aleluia”. Daí que, equivocadamente, a linguagem popular passou a chamar esse dia (sábado santo) de “sábado de aleluia”. Por causa do canto de aleluia da “Vigília” antecipado para manhã do sábado, deturpando assim o mais original e tradicional sentido deste santo dia.
Essa prática vigorou até 1955, quando o papa Pio XII reformou o tríduo pascal e, posteriormente, a reforma do Concílio Vaticano II o confirmou, ou seja: Resgatou-se a Vigília pascal para o sábado santo à noite (=início do domingo), como era o costume dos primeiros séculos. E o sábado todo (da noite de sexta até à noite do dia seguinte) volta a ser considerado como dia da sepultura, dia do silêncio, dia de recolhimento, dia de luto, dia vazio, sem nenhuma celebração litúrgica (com exceção da Oração matutina da Liturgia das Horas) e sem “aleluia”.
Agora, veja que coisa interessante! O sentido original do sábado santo foi oficialmente resgatado, mas o equivocado nome de “sábado de aleluia” continua ainda agarrado no inconsciente coletivo ocidental e verbalizado, sobretudo, por ocasião da semana santa. Até quando?...

Bibliografia
ALIAGA, E. O segundo dia do tríduo pascal: o sábado santo. In: BOROBIO D. A celebração na Igreja 3: Ritmos e tempos da celebração. São Paulo: Loyola, p. 110-112.
BERGAMINI, A. Tríduo pascal [V. Sábado santo, segundo dia do tríduo]. In: SARTORE, D. & TRIACCA, A. M. Dicionário de Liturgia. São Paulo: Paulinas, p. 1200.
JOUNEL, P. O sábado santo. In: MARTIMORT, A. G. A Igreja em oração. Introdução à Liturgia IV: A Liturgia e o Tempo. Petrópolis: Vozes, 1992, p. 59-60.
NOCENT, A. O Sábado Santo. In: VV.AA. O ano litúrgico. História. Teologia. Celebração.São Paulo: Paulinas, 1991, p. 108. (Anámnesis 5).

Frei José Ariovaldo da Silva, ofm
Teólogo liturgista

Fonte: CNBB