segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Artigo de agosto de 2016 - Pe. Aparecido Neres Santana

VOCAÇÃO MISSIONÁRIA–CHAMADO AO DISCIPULADO


“De todos os cantos e de todos os jeitos, somos catequistas!
Nossa missão é sermos missionários”.
Parabéns Catequistas!

Neste Artigo, ênfase é à Vocação Missionária. Até porque, toda vocação, partindo do paradigma cristão, deve ser missionária. Neste mês de agosto, celebraremos nos domingos, os chamados bem específicos: aos Sacerdotes; à Família; à Vida Consagrada e Religiosa e aos Leigos(as).
No Evangelho do 20° domingo, Jesus afirma – “Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso” ... e a “divisão” (Lc 12, 49-51). Nesta última etapa da vida terrena, Jesus fala em “lançar fogo sobre a terra”. Primeiro, O fogo é o símbolo do Espírito Santo (At 2, 3-4), que queima os corações com o ardor missionário, faz apaixonar-se pela missão. Como também a imagem do batismo (Lc 3,16).  Segundo, há que se tomar partido pró ou contra Jesus, isto é, pró ou contra, os mais pobres, pró ou contra o Reino, pró ou contra a vida. A pessoa chamada a seguir Jesus, o discípulo-missionário deve fazer opção pelo Reino de Deus. Fazer opção é deixar as práticas antigas, seja políticas, econômicas e especialmente as religiosas do judaísmo. Terceiro, a “urgência” do Reino, “como gostaria que já estivesse aceso”, é o tempo da decisão, sem possibilidades de adiamentos e demoras, como afirma o Papa Francisco – “É vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnâncias e sem medo” (EG 23).  
Finalmente, nos evangelhos, o chamado de Jesus não é coisa de um só momento, mas para a vida toda. Acolher o chamado exige, renúncia, decisão e compromisso. Mas a tônica do chamado, não está na renúncia, mas no amor que dá sentido à vida. Ademais, não importa a pastoral ou movimento em que participe, o cristão é missão (?). A vocação é sempre missionária, o chamado é pra missão.
Aprofundamento: Será que estou entendendo o real significado do “lançar fogo sobre a terra” de Jesus, que faz brotar em mim, uma vocação madura, me tornando um verdadeiro discípulo missionário seguidor de Jesus?
AGENDA
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Pe. Aparecido Neres Santana – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C

domingo, 7 de agosto de 2016

Programação da Semana Diocesana da Família - 2016




SEMANA DIOCESANA DA FAMÍLIA.
(Confira a programação de sua paróquia)
13 de agosto - 19h30 - Igreja N. Sra. da Lapa - Cubatão - Abertura Diocesana da Semana da Família, com missa presidida por Dom Tarcísio Scaramussa,SDB, Bispo Diocesano de Santos - Av. 9 de Abril, 1947 - Centro.
14/8 - Abertura da Semana da Família nas paróquias.
Homenagem às famílias nos municípios da Baixada Santista
15/8 - 2ª-f - 19h - Câmara de Praia Grande - Pça. Ver. Vital Muniz, 01 - Boqueirão.
16/8 - 3ª-f - 19h - Câmara de Santos - Praça José Bonifácio, 1 - Vila Nova. 
17/8 - 4ª-f - 19h - Câmara de São Vicente - R. Jacob Emerich, 1195 - Parque Bitaru.
18/8 - 5ª-f - 19h - Câmara Municipal Guarujá - Av. Leomil, 291 - Centro.
19/8 - 6ª-f - 19h - Igreja Nossa Senhora da Conceição - Av. Rui Barbosa, 1200 – Jardim Laranjeiras - Itanhaém.
20 e 21/8 - Sábado e Domingo - Encerramento da Semana da Família nas Paróquias
23/8 - 3ª-f - 19h - Câmara Municipal de Mongaguá - Av. São Paulo, 3824,Centro.
24/8 - 4ª-f - 19h - Associação Comercial e Industrial de Cubatão (ACIC) - Rua Ceará, 171 - Centro.
25/8 - 5ª-feira - 19h - Câmara Municipal de Peruíbe - R. Nilo Soares Ferreira, 37.
No dia 14/8 celebramos o Dia dos Pais e a Vocação Familiar.
(No dia 13, às 19h30, na Igreja N. Sra. da Lapa, em Cubatão, a missa presidida por Dom Tarcísio Scaramssa,SDB dá início à Semana da Família na Diocese).


Diocese de Santos 


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Papa aos sacerdotes: misericórdia é encontro e perdão



Na sua homilia o Santo Padre sublinhou “dois âmbitos nos quais o Senhor se excede na sua misericórdia”: o encontro e o perdão. O encontro que podemos contemplar “estupefactos” na parábola do Pai Misericordioso. Um encontro que se faz festa numa misericórdia que “restaura tudo” e restitui dignidade. E nós, fazemos festa depois de nos termos confessado? – perguntou o Papa.
O outro âmbito onde vemos que Deus se excede “numa Misericórdia cada vez maior, é o próprio perdão” – afirmou o Santo Padre. “O Senhor deixa que a pecadora perdoada Lhe lave, familiarmente, os pés com as suas lágrimas. Logo que Simão Pedro se confessa pecador pedindo-Lhe para Se afastar dele, Jesus eleva-o à dignidade de pescador de homens” – disse Francisco que revelou qual deve ser a nossa resposta a tanto perdão do Senhor:
A nossa resposta ao perdão superabundante do Senhor deveria consistir em manter-nos sempre naquela saudável tensão entre uma vergonha dignificante e uma dignidade que sabe envergonhar-se: atitude de quem procura, por si mesmo, humilhar-se e abaixar-se, mas é capaz de aceitar que o Senhor o eleve para benefício da missão, sem se comprazer.”
As palavras e os gestos de Jesus fazem “com que se revele aquilo que cada homem e mulher traz no coração” – afirmou o Santo Padre recordando a recusa dos conterrâneos de Jesus de o aceitarem e as palavras do velho Simeão a Maria que profetizava o “sinal de contradição” que é Jesus.
E precisamente onde o Senhor anuncia o evangelho da Misericórdia incondicional do Pai para com os mais pobres, os mais marginalizados e oprimidos, aí somos chamados a escolher, a combater o bom combate da fé” – afirmou o Papa Francisco exortando os sacerdotes a viverem a dinâmica do bom Samaritano que “usou de misericórdia”: “comoveu-se, aproximou-se do ferido, faixou as suas feridas, levou-o para a pousada, pernoitou e prometeu voltar para pagar o que tivessem gasto a mais. Esta é a dinâmica da Misericórdia, que encadeia um pequeno gesto noutro e, sem ofender nenhuma fragilidade, vai-se alargando aos poucos na ajuda e no amor” – disse o Papa.
Os sacerdotes, são testemunhas e ministros da Misericórdia cada vez maior do nosso Pai – afirmou o Papa Francisco dizendo aos sacerdotes para se identificarem com o povo descartado e a evitarem excessos de “teologias complicadas” ou de “espiritualidades sem compromissos”.
E Jesus vem resgatar-nos, fazer-nos sair, para nos transformar de pobres e cegos, de prisioneiros e oprimidos em ministros de misericórdia e consolação” – afirmou o Santo Padre no final da sua homilia.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Artigo de julho de 2016 - Padre Aparecido Neres Santana

O missionário se faz próximo do necessitado


Continuamos nossa reflexão ainda no trilha da missionariedade. Até porque não há outro caminho para o cristão, a não ser calçar as sandálias, “cingir os rins” (posição e disposição de discípulo) e “pé na estrada”, conforme Lc 10, 25-37, do 15° Domingo do Tempo Comum. Nesta parábola do Bom Samaritano - com a pergunta provocativa do doutor da lei: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” - Jesus responde, perguntando sobre a Lei. A resposta é correta: "Amar a Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua força e com todo o teu entendimento, e ao próximo como a ti mesmo!" (10,27). A frase vem do Deuteronômio (Dt 6,5) e do Levítico (19,18). Jesus aprova a resposta e diz: "Faze isto e viverás!” (10,28). Para justificar-se, o doutor da lei continua a provocação, perguntado: “E quem é o meu próximo?” Jesus responde, dando como exemplo, para o doutor da lei, um Samaritano, que era desprezado em todos os níveis pelas leis judaicas, especialmente na questão religiosa. Ele vê o homem caído na beira da estrada, chega perto, toca, cuida das feridas, e o coloca numa pensão, assumindo toda responsabilidade. Não foram os “religiosos” - o sacerdote e o Levita, que também viram o homem caído, mas passaram adiante -, que se tornaram próximo. Eles não podiam “se contaminar”, tinham pressa pra chegar ao Templo. Mas o Samaritano, o desprezado, sentiu compaixão e ajudou o homem caído. Por isso, ele se fez próximo. O próximo não está somente ligado à raça, ou ao clã como no Judaísmo. O próximo é sempre o irmão necessitado como diz o Documento do Vaticano II (1404), onde se lê: “Em nossos dias, ainda é maior a necessidade de considerar os outros nossos próximos e servi-los de maneira eficaz, quer se trate de idoso abandonado, do trabalhador migrante desprezado, dos exilados, das crianças sem família, dos injustamente perseguidos, dos que passam fome, de todos que nos interpelam a consciência, lembrando a palavra do Senhor: ‘Todas as vezes que o fizeste a um de meus irmãos pequeninos, a mim fizeste (Mt 25,40)’”. O próximo é a revelação de Deus para mim. Conversão pessoal e pastoral: 

Qual é a minha atitude, quando me deparo com meu próximo caído no chão, vítima de uma sociedade preconceituosa? Será que estou enxergando e tendo a coragem de ir ao encontro, acolhendo-o como verdadeiro missionário; tocar nas feridas, tanto da sociedade, como do irmão, sentir o sofrimento ou a dificuldade que o meu próximo está vivendo?

Pe. Aparecido Neres Santana - Assessor Eclesiástico da Comissão Ab-C

Aniversário de Dedicação da Catedral da Diocese de Santos


Aconteceu na Catedral de Santos, no dia 05 de julho, Missa em ação de graças pelo aniversário de dedicação da Catedral e de criação da Diocese de Santos.









                    Missa presidida por Dom Tarcisio Scaramussa, SDB , Bispo Diocesano de Santos.