quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

MISSA DE QUARTA-FEIRA DE CINZAS - CATEDRAL DA DIOCESE DE SANTOS




Missa de Quarta-feira de Cinzas presidida por Dom Jacyr Francisco Braido,CS, Bispo Diocesano de Santos, com a presença de Dom Tarcísio Scaramussa, Bispo Coadjutor, reuniu o Clero da Diocese, religiosos, seminaristas e leigos das nove cidades da Baixada Santista (área de abrangência da Diocese de Santos).





 



A Missa de Cinzas abre o Tempo da Quaresma, e prepara os cristãos para a celebração da Páscoa do Senhor Jesus.







 
A celebração marca também o início da Campanha da Fraternidade, que este ano tem como tema "Fraternidade: Igreja e Sociedade".












Pe. Luís Gonzaga









Fonte Diocese de Santos: Fotos Catedral de Santos - Nossa Senhora do Rosário

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Artigo Pe. Luís Gonzaga Bolinelli de fevereiro de 2015




Depois dos bons propósitos de início de ano, chegou o momento de nos reanimarmos em nossa missão evangelizadora. Afinal, o carnaval também já está passando e a Quaresma, mais uma vez, vem nos convidar a assumirmos nosso caminho de conversão em vista da realização do Reino de Deus.
Para nós, evangelizadores e catequistas, a Campanha da Fraternidade (CF) que nos é proposta nesse ano está em total sintonia com o objetivo último de nossa missão. O tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” já deixa transparecer que estamos sendo convidados a olhar além de nosso pequeno mundo onde muitas vezes queremos nos fechar. Com o lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), fica ainda mais claro que ao nos identificarmos com Jesus, assumimos também a missão de aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade.
Para alguns esse tema pode causar medo, pois a partir de um olhar superficial, parece ser impossível conseguir um sério diálogo entre essas realidades tão contrastantes. Tem-se a impressão que tentar conversar com a sociedade de hoje, é se atrever a percorrer um deserto cheio de feras prontas para devorar os desavisados. Quanto mais medo se tem dessas feras, tanto mais elas se apresentam perigosas e assustadoras. Nesse caso, uma das grandes tentações, é a de procurar abrigos seguros para se esconder e ficar protegido desses perigos. Para muitos a Igreja serve para isso, uma espécie de lugar seguro onde se refugiar das perversidades promovidas e realizadas pela sociedade.
Os que agem assim são incapazes de perceber o quanto Deus marca sua presença em qualquer realidade e situação inspirando bons propósitos, iluminando caminhos e capacitando os mais variados tipos de pessoas para conseguirem agir de forma justa, honesta, solidária e a favor da vida.
Nós, evangelizadores e catequistas, temos que ser essas pessoas que acreditam que um mundo melhor é possível, sim. E que ele se realizará na medida em que soubermos ser uma presença que faz a diferença, de uma maneira positiva, na sociedade de hoje. Nossa missão não é a de lutar contra a sociedade, mas a de saber partir dos mais variados desafios que ela apresenta e deixar-se iluminar pelo Deus da Vida que sempre propõe caminhos novos e melhores a serem percorridos por todos.
É nesta direção que nos orienta o Texto Base da CF 2015 (nº 226): “... a dignidade da pessoa humana, o bem comum e a justiça social são os critérios a partir dos quais a Igreja discerne a oportunidade e o estilo de seu diálogo e de sua colaboração com a sociedade. É por esses mesmos valores que ela pauta sua própria atuação, enquanto força de transformação deste mundo à luz do Reino de Deus, anunciado e mostrado presente por Jesus Cristo”.

Aprofundamento a partir da Palavra de Deus: No 1º Domingo da Quaresma iremos refletir sobre o seguinte texto bíblico: Mc 1,12-15. Convido você a lê-lo com calma, prestar atenção e responder: Quais são “as feras” mais ameaçadoras na realidade onde vivo? Quais são os “anjos”, isto é, as iniciativas promotoras de vida que se apresentam na realidade onde vivo? Acredito que o Reino de Deus pode se concretizar na realidade onde vivo? Qual atitude de conversão devo assumir para que isso aconteça?

AGENDA
Previsão do Calendário 2015:  
          Formação de Catequistas = março e abril. Por cidade.
            Encontros de Formação de Evangelizadores = maio, junho e julho. Em cada Paróquia.
             Formação de Evangelizadores = julho
           Retiro para Catequistas = agosto, setembro e outubro. Por cidade.
Mídias de nossa Comissão: visite e entre em contato!
     Facebook: www.facebook.com/abcsantos

Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Diocese de Santos se prepara para a Quaresma






Missa de Cinzas será celebrada no dia 18 de fevereiro, às 9 horas, na Catedral de Santos.

A Diocese de Santos celebra a Missa de Cinzas no dia 18 de fevereiro, às 9 horas, na Catedral de Santos, presidida por Dom Jacyr Francisco Braido, Bispo Diocesano de Santos, com a presença de Dom Tarcísio Scaramussa, Bispo coadjutor, padres das nove cidades da Baixada Santista, religiosas, seminaristas e leigos das comunidades.
A Missa de Cinzas abre o Tempo da Quaresma, período de quarenta dias, em que os cristãos se preparam para a grande celebração da Páscoa do Senhor Jesus (29/3 a 5/4 – Semana Santa e Páscoa), a maior festa do Calendário Litúrgico da Igreja Católica. Sobre este Tempo, Dom Tarcísio explica: “Estamos para iniciar a preparação para a grande festa da Páscoa com a caminhada quaresmal, a iniciar-se na 4ª. Feira de Cinzas (18/2). É um tempo que nos convida a voltar às fontes da alegria, unindo nossa vida à de Cristo, e renovando-nos para a participação mais comprometida com a missão evangelizadora da Igreja... Os exercícios de penitência da quaresma deverão ajudar-nos neste processo de conversão permanente. A oração nos aprofunda no mistério de Deus, e nos alimenta para a missão. O jejum abre espaços para Deus em nossa vida, nos tira de nosso egoísmo e do apego às nossas coisas e ideias que nos paralisam na mesmice. A esmola, a prática da caridade, o empenho na Campanha da Fraternidade nos aproximam de Deus, pois Ele se deixa encontrar no outro a quem servimos”.
E é neste Tempo da Quaresma também que a Igreja Católica no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade, em que conclama os cristãos a voltarem a atenção para aspectos específicos da realidade que precisam de mudanças. Este ano, a Campanha da Fraternidade tem como tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade”, e como lema “Eu vim para servir”. Sobre este tema, o bispo diocesano Dom Jacyr Braido, lembra: “Ela nos leva a refletir sobre a Igreja como comunidades que vivem na sociedade e dela participam. A Igreja com os discípulos de Cristo atua, constrói e constitui a sociedade. Os cristãos não desejam privilégios, mas têm o direito de participar da vida da sociedade. Os documentos do Concílio Vaticano II afirmam que os cristãos são chamados a SERVIR. No servir, TRANSFORMAR. No servir, construir uma sociedade sempre mais fraterna, justa e solidária.”
Dentre os objetivos específicos da Campanha da Fraternidade de 2015, estão: “fazer memória do caminho percorrido pela Igreja com a sociedade; apresentar os valores espirituais do Reino de Deus e da Doutrina Social da Igreja; atuar profeticamente, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária” (cf. texto base, p. 14).
Em relação ao “gesto concreto” que as igrejas são chamadas a realizar neste período da Campanha da Fraternidade, a Diocese de Santos, estará intensificando a coleta de assinaturas nas paróquias das nove cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista (área de abrangência da Diocese) para o “Projeto de Lei de Iniciativa Popular”, elaborado pela Coalização pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, que busca afastar das eleições o financiamento de empresas, melhorar o sistema eleitoral, promover a inclusão política das mulheres, dos grupos sub-representados e aperfeiçoar a democracia direta. A Coalização é formada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), OAB, MCCE, Plataforma dos Movimentos Sociais e mais de 98 entidades da sociedade civil. As paróquias estarão recebendo as folhas de coletas que depois serão devolvidas ao Centro Pastoral Diocesano e enviados a Brasília.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O XXIII DIA MUNDIAL DO DOENTE (11 DE FEVEREIRO DE 2015)



«Sapientia cordis. “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (Jó 29, 15)»
Queridos irmãos e irmãs,
Por ocasião do XXIII Dia Mundial do Doente, instituído por São João Paulo II, dirijo-me a todos vós que carregais o peso da doença, encontrando-vos de várias maneiras unidos à carne de Cristo sofredor, bem como a vós, profissionais e voluntários no campo da saúde.
O tema deste ano convida-nos a meditar uma frase do livro de Jó: «Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo» (29, 15). Gostaria de o fazer na perspectiva da «sapientia cordis», da sabedoria do coração.
1. Esta sabedoria não é um conhecimento teórico, abstrato, fruto de raciocínios; antes, como a descreve São Tiago na sua Carta, é «pura (…), pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia» (3, 17). Trata-se, por conseguinte, de uma disposição infundida pelo Espírito Santo na mente e no coração de quem sabe abrir-se ao sofrimento dos irmãos e neles reconhece a imagem de Deus. Por isso, façamos nossa esta invocação do Salmo: «Ensina-nos a contar assim os nossos dias, / para podermos chegar à sabedoria do coração» (Sal 90/89, 12). Nesta sapientia cordis, que é dom de Deus, podemos resumir os frutos do Dia Mundial do Doente.

2. Sabedoria do coração é servir o irmão. No discurso de Jó que contém as palavras «eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo», evidencia-se a dimensão de serviço aos necessitados por parte deste homem justo, que goza de uma certa autoridade e ocupa um lugar de destaque entre os anciãos da cidade. A sua estatura moral manifesta-se no serviço ao pobre que pede ajuda, bem como no cuidado do órfão e da viúva (cf. 29, 12-13).
Também hoje quantos cristãos dão testemunho – não com as palavras mas com a sua vida radicada numa fé genuína – de ser «os olhos do cego» e «os pés para o coxo»! Pessoas que permanecem junto dos doentes que precisam de assistência contínua, de ajuda para se lavar, vestir e alimentar. Este serviço, especialmente quando se prolonga no tempo, pode tornar-se cansativo e pesado; é relativamente fácil servir alguns dias, mas torna-se difícil cuidar de uma pessoa durante meses ou até anos, inclusive quando ela já não é capaz de agradecer. E, no entanto, que grande caminho de santificação é este! Em tais momentos, pode-se contar de modo particular com a proximidade do Senhor, sendo também de especial apoio à missão da Igreja.
3. Sabedoria do coração é estar com o irmão. O tempo gasto junto do doente é um tempo santo. É louvor a Deus, que nos configura à imagem do seu Filho, que «não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão» (Mt 20, 28). Foi o próprio Jesus que o disse: «Eu estou no meio de vós como aquele que serve» (Lc 22, 27).
Com fé viva, peçamos ao Espírito Santo que nos conceda a graça de compreender o valor do acompanhamento, muitas vezes silencioso, que nos leva a dedicar tempo a estas irmãs e a estes irmãos que, graças à nossa proximidade e ao nosso afeto, se sentem mais amados e confortados. E, ao invés, que grande mentira se esconde por trás de certas expressões que insistem muito sobre a «qualidade da vida» para fazer crer que as vidas gravemente afectadas pela doença não mereceriam ser vividas!
4. Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão. Às vezes, o nosso mundo esquece o valor especial que tem o tempo gasto à cabeceira do doente, porque, obcecados pela rapidez, pelo frenesi do fazer e do produzir, esquece-se a dimensão da gratuidade, do prestar cuidados, do encarregar-se do outro. No fundo, por detrás desta atitude, há muitas vezes uma fé morna, que esqueceu a palavra do Senhor que diz: «a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40).
Por isso, gostaria de recordar uma vez mais a «absoluta prioridade da “saída de si próprio para o irmão”, como um dos dois mandamentos principais que fundamentam toda a norma moral e como o sinal mais claro para discernir sobre o caminho de crescimento espiritual em resposta à doação absolutamente gratuita de Deus» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 179). É da própria natureza missionária da Igreja que brotam «a caridade efetiva para com o próximo, a compaixão que compreende, assiste e promove» (Ibid., 179).
5. Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem o julgar. A caridade precisa de tempo. Tempo para cuidar dos doentes e tempo para os visitar. Tempo para estar junto deles, como fizeram os amigos de Jó: «Ficaram sentados no chão, ao lado dele, sete dias e sete noites, sem lhe dizer palavra, pois viram que a sua dor era demasiado grande» (Job 2, 13). Mas, dentro de si mesmos, os amigos de Jó escondiam um juízo negativo acerca dele: pensavam que a sua infelicidade fosse o castigo de Deus por alguma culpa dele. Pelo contrário, a verdadeira caridade é partilha que não julga, que não tem a pretensão de converter o outro; está livre daquela falsa humildade que, fundamentalmente, busca aprovação e se compraz com o bem realizado.
A experiência de Jó só encontra a sua resposta autêntica na Cruz de Jesus, ato supremo de solidariedade de Deus para conosco, totalmente gratuito, totalmente misericordioso. E esta resposta de amor ao drama do sofrimento humano, especialmente do sofrimento inocente, permanece para sempre gravada no corpo de Cristo ressuscitado, naquelas suas chagas gloriosas que são escândalo para a fé, mas também verificação da fé (cf. Homilia na canonização de João XXIII e João Paulo II, 27 de Abril de 2014).
Mesmo quando a doença, a solidão e a incapacidade levam a melhor sobre a nossa vida de doação, a experiência do sofrimento pode tornar-se lugar privilegiado da transmissão da graça e fonte para adquirir e fortalecer a sapientia cordis. Por isso se compreende como Jó, no fim da sua experiência, pôde afirmar dirigindo-se a Deus: «Os meus ouvidos tinham ouvido falar de Ti, mas agora vêem-Te os meus próprios olhos» (42, 5). Também as pessoas imersas no mistério do sofrimento e da dor, se acolhido na fé, podem tornar-se testemunhas vivas duma fé que permite abraçar o próprio sofrimento, ainda que o homem não seja capaz, pela própria inteligência, de o compreender até ao fundo.
6. Confio este Dia Mundial do Doente à proteção materna de Maria, que acolheu no ventre e gerou a Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, nosso Senhor.
Ó Maria, Sede da Sabedoria, intercedei como nossa Mãe por todos os doentes e quantos cuidam deles. Fazei que possamos, no serviço ao próximo sofredor e através da própria experiência do sofrimento, acolher e fazer crescer em nós a verdadeira sabedoria do coração.
Acompanho esta súplica por todos vós com a minha Bênção Apostólica.
(Vaticano, 3 de Dezembro – Memória de São Francisco Xavier – do ano 2014)