sábado, 10 de maio de 2014

Assessores da CNBB avaliam atividades desenvolvidas na 52ª Assembleia Geral

O grupo de assessores (GA) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está reunido, na sede da instituição em Brasília, hoje e amanhã, com o objetivo principal de avaliar os trabalhos desenvolvidos durante a 52ª Assembleia Geral (AG) dos Bispos do Brasil, realizada de 30 de abril a 9 de maio, em Aparecida (SP).

Na reunião, os assessores discutem os textos aprovados durante a Assembleia, entre eles os documentos “Comunidade de comunidades” e “A questão agrária brasileira no século XXI”; o texto de estudo sobre “Os cristãos leigos”; o texto “Pensando o Brasil: desafio diante das eleições 2014” e a mensagem sobre a Pastoral do Dízimo.

Os assessores preparam, ainda, a reunião do Conselho Permanente da CNBB, que ocorrerá entre 10 e 12 de junho, e a reunião ampliada do Conselho Episcopal Pastoral, que acontecerá de 26 a 29 de agosto deste ano, durante a qual haverá um seminário sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE).

Presidência da CNBB avalia a 52ª Assembleia Geral

Após dez dias intensos de estudos e reflexões, encerra nesta sexta-feira, 8, a 52ª Assembleia Geral da CNBB, que reuniu mais de 350 bispos dos 18 regionais, no período de 30 de abril a 9 de maio, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho, em Aparecida (SP).

Com programação diária que incluiu celebração diária de missas, reuniões e retiro de oração, o episcopado brasileiro dedicou-se ao estudo da temática central da “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, além de temas prioritários sobre a questão agrária, laicato, liturgia. Outros assuntos também estiveram em pauta como evangelização da juventude, eleições 2014, campanha contra a fome, Copa do Mundo, entre outros.

Na avaliação do arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Damasceno Assis, a Assembleia termina com resultados positivos, deixando testemunho da unidade e comunhão entre os bispos do Brasil. “Os trabalhos transcorreram em clima de muita fraternidade, oração e partilha. Conseguimos concluir os temas previstos na pauta. Estou feliz com os resultados”, ressalta.

O arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB destaca que a Assembleia encerra com orientações práticas para a continuidade da missão da Igreja no Brasil e já antecipa os trabalhos do próximo ano. “Teremos um trabalho muito importante que é a revisão das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Por decisão do episcopado, as diretrizes serão atualizadas na próxima Assembleia”, comenta dom Belisário.

Resultados
Entre os textos estudados e avaliados pelo episcopado brasileiro, foram aprovados dois documentos e um estudo. Sendo um documento sobre a Renovação Paroquial e outro que trata da Questão Agrária no Brasil.

O documento “Comunidades de Comunidades: uma nova paróquia” aprovado na Assembleia discute a renovação das paróquias. De acordo com o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, o texto quer contribuir para dinamizar a vida de comunidade. “Vai nos ajudar a sermos presença do Evangelho de maneira fecunda e samaritana, no anúncio do Reino de Deus”, disse.

Outro documento esperado pela sociedade e aprovado pelos bispos discute a Questão Agrária brasileira no início do século XXI. “É uma reflexão sobre a realidade do campo e ajudará a compreender a necessidade do cuidado pela terra e também com nossa agricultura familiar”, explica dom Leonardo.

O tema prioritário “Os cristãos leigos e leigas” estudado na Assembleia, após diversas reflexões da plenário, foi aprovado como Estudo da CNBB. O texto será enviado às dioceses do Brasil para reflexão e debate nas paróquias e comunidades, a fim de receber contribuições dos leigos. No próximo ano, a temática volta a ser avaliada para possível aprovação como documento oficial sobre o laicato.

Fotos da Missa de encerramento:






Fonte: Confira a cobertura completa da 52ª AG, no link: Assembleia Geral 2014


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Missa recorda publicação da Constituição Dogmática Dei Verbum



Quinta, 08 maio 2014 - CNBB

Na manhã desta quinta-feira, 8 de maio, penúltimo dia de atividades da 52ª Assembleia Geral da CNBB, os bispos participaram da missa no Santuário Nacional. Hoje, a celebração teve como intenção especial a ação de graças pela publicação da Constituição Dogmática “Dei Verbum” sobre a Palavra de Deus, aprovada na quarta sessão do Concílio Vaticano II, em 1965.
 A celebração contou com a presença dos bispos referenciais de catequese nos regionais da CNBB e foi presidida pelo arcebispo de Pelotas (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Dimensão Bíblico Catequética, dom Jacinto Bergmann. 
A Na foto: ao centro está Dom Jacinto (Pelotas); de um lado Dom Paulo (Uberaba) e do outro Dom Peruzzo (Francisco Beltrão)dicionar legenda
 O livro da Palavra de Deus foi simbolicamente acolhido durante a missa, numa procissão conduzida por colaboradores da Conferência dos Bispos.
Em sua homilia, ao retomar a primeira leitura tirada dos Atos dos Apóstolos (8,26-40) que relata a atividade missionária de Felipe e o batismo de um eunuco, dom Jacinto questionou: “Após sermos instrumentos da Palavra e da graça dos sacramentos, somos arrebatados pelo Espírito Santo para novas missões? Somos capazes de chegar aos novos ambientes e regiões de missão, evangelizando até chegar à nossa Cesárea definitiva?” Para o arcebispo, a passagem bíblica interpela a comunidade cristã para assumir o compromisso de uma verdadeira animação bíblica da vida e da pastoral.
A partir de um trecho do Evangelho de João (6,44-51), em que Jesus se apresenta à multidão como o “pão da vida”, dom Jacinto recordou que a Igreja é aquela multidão que escuta a palavra de Cristo. “Ele é o pão vivo descido do céu. E pela Palavra de Jesus dirigida a nós, somos atraídos por Deus, somos discípulos e ouvintes de Deus, amados por Ele. Tudo isso através do 'Dei Verbum', o pão descido do céu”, disse.
O arcebispo agradeceu a Deus pela reflexão, profunda e clara que brota da Constituição Dogmática, e elencou alguns de seus frutos. “Nossa Igreja tornou-se mais atenta em escutar o Senhor, mais profética em anunciar a Palavra e mais misericordiosa em servir a todos. A partir da Dei Verbum, a Bíblia foi devolvida e colocada nas mãos dos fiéis católicos”, afirmou. Dom Jacinto destacou que da publicação deste documento brotou uma corajosa pastoral bíblica e também uma ação geradora de transformação na vida das pessoas.
“A Palavra de Deus é a alma de toda vida e ação evangelizadora”, disse dom Jacinto, ao recordar os diversos organismos que incentivam a Pastoral Bíblica, como a Federação Bíblica Latino-americana e a própria Comissão Episcopal da CNBB, além da publicação recente da Exortação Apostólica pós-sinodal Verbum Domini, do papa Bento XVI, e o Documento 97 da CNBB, que consagram a animação bíblica da pastoral. “A Palavra de Deus vai se tornando cada vez mais a vida e a alma de toda ação evangelizadora”, concluiu.

Fonte = http://cnbb.org.br

quarta-feira, 7 de maio de 2014

CNBB PROMOVERÁ ANO DA PAZ EM 2015



Durante a 52ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi aprovada, por unanimidade, a realização do Ano da Paz. Durante a reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), que reúne a presidência da CNBB e os presidentes das Comissões da entidade, serão definidas atividades e propostas de ações para a vivência deste momento.

O ano da paz terá início no primeiro domingo do Advento (30 de novembro de 2014) e vai até o Natal de 2015. De acordo com o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, a paz está relacionada com as relações. “A paz é vital para as relações, a paz nasce de ralações novas, de  relações equilibradas”, disse.

Para ele, o aumento da violência dá a sensação de relações quebradas. “É preciso ajudar a reconstruir este tecido de elos, de relações”, comentou.

Dom Leonardo explicou que o ano da paz pode contribuir na reflexão sobre os motivos da violência. “Um ano da paz pode nos ajudar muito: refletir sobre o porquê da violência, sobre a necessidade da paz, mas também busca, junto à população, junto às nossas comunidades, momentos onde eles possam expressar que desejam viver em harmonia e em fraternidade”, sinalizou.

Fonte: CNBB e Blog o Diário

domingo, 4 de maio de 2014

Artigo Pe.Luís Gonzaga - Maio de 2014



Um caminho de amadurecimento

Durante as celebrações da Semana Santa, principalmente no Tríduo Pascal, tivemos a oportunidade de celebrar o fundamento de nossa fé cristã e renovar nossos compromissos de pessoas que se identificam com o projeto de Jesus em vista da vida plena para todos! Mas será que foi isso mesmo?... Cá entre nós: até que ponto as celebrações pascais foram vivenciadas de forma motivadora para o crescimento da fé autêntica, comprometida com o Reino de Deus?
Nem vamos levar em consideração a grande multidão que não percebeu que estávamos comemorando a Páscoa de Jesus e nem mesmo os que ficaram mais preocupados com o seu aspecto comercial (chocolate) ou turístico (ainda mais com o super feriado prolongado desse ano). Preocupante é saber que muitos cristãos continuaram priorizando o aspecto folclórico, marcado por procissões e outras devoções, dando mais valor para o “chorar sobre imagens do ‘Senhor Morto’” e ao “ficar com  dó de Jesus que morreu pelos nossos pecados”. Desses, foram poucos os que participaram das Celebrações Litúrgicas próprias do Tríduo Pascal e souberam aproveitar toda riqueza proporcionada pelos valiosos textos bíblicos e vários símbolos e ritos propícios para se fazer o devido balanço de como se está vivendo os compromissos batismais de ser hoje verdadeiros discípulos missionários de Jesus.
Não basta ser batizado para ser um cristão verdadeiro! Uma fé superficial e marcada por superstições deve ser convocada a crescer a partir de uma proposta formativa que a leve ao devido amadurecimento: ter a consciência que se deve cumprir no dia a dia tudo o que Jesus fez e ensinou. É isso o que nos lembra o Papa Francisco no documento Evangelii Gaudium (EG): “O mandato missionário do Senhor inclui o apelo ao crescimento da fé, quando diz: ‘ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado’ (Mt 28,20). Daqui se vê claramente que o primeiro anúncio deve desencadear também um caminho de formação e de amadurecimento. A evangelização procura também o crescimento, o que implica tomar muito a serio em cada pessoa o projeto que Deus tem para ela. Cada ser humano precisa sempre mais de Cristo, e a evangelização não deveria deixar que alguém se contente com pouco...” (EG 160)
Evangelizar não é difundir devoções e, menos ainda, crendices! Temos o dever de ajudar cada um a superar essas visões distorcidas e fragmentadas da fé em Jesus Cristo para que possam acolher sua proposta salvadora, vivenciar sempre e em todos os lugares os seus ensinamentos e fazer da própria vida doação total, assim como Jesus o fez.

Aprofundamento a partir da Palavra de Deus: Na Festa da Ascensão do Senhor vamos refletir sobre o seguinte texto bíblico: Mt 28,16-20. Convido você a lê-lo com calma, prestar atenção e responder: Em qual lugar Jesus Ressuscitado quer se encontrar comigo? Na evangelização, quando é que priorizo o “fazer discípulos de Jesus”? No meu trabalho catequético estou mais preocupado em difundir devoções ou em transmitir os ensinamentos de Jesus?

AGENDA
Ø  Encontros de Formação de Evangelizadores 2014:
ü  Serão 4 Encontros, com cerca de 2 horas cada um, que deverão acontecer em todas as Paróquias de nossa Diocese.
ü  Informe-se em sua Paróquia sobre o dia e local desses Encontros.
Ø  Dia de Espiritualidade para Leigos:
ü  Sábado, 14 de junho às 9h em Santos.
ü  Promovido pela CODILEI. Todos os Catequistas estão convidados.
Ø  Mídias de nossa Comissão: visite e entre em contato!

Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C