Diocese de Santos - São Paulo
Catedral de Santos - Nossa Senhora do Rosário
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| Presença de todo Clero |
Aconteceu hoje, 05 de março de 2014, a Missa
de Cinzas realizada na Catedral de Santos, presidida pelo bispo diocesano Dom
Jacyr Francisco Braido,CS, com a presença dos sacerdotes, diáconos, religiosos,
seminaristas, leigos das pastorais, serviços e movimentos que atuam em nossas
paróquias nas nove cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista, área de
abrangência da diocese.
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| Abertura oficial da CF2014 |
A Missa de Cinzas abre também a Campanha da Fraternidade
que este ano chama a atenção da sociedade para o tema do “tráfico humano”.
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| Benção das Cinzas |
Com a Missa de Cinzas, a Igreja, em todo o mundo, inicia
sua caminhada quaresmal, preparando os cristãos para a Páscoa do Senhor, com um
tempo dedicado ao jejum, à oração e à caridade.
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| Dom Jacyr e clero |
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| Consagração |
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| Homilia de Dom Jacyr |
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| Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C |
Veja também;
Cidade do Vaticano (RV) – A Conferência Nacional dos Bispos do
Brasil (CNBB) abre Quarta-feira de Cinzas, 5 de março, às 14h, a Campanha da
Fraternidade de 2014, com o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É
para a liberdade que Cristo nos libertou”.
Como todos os anos, o Pontífice adere à Campanha e envia uma mensagem
diretamente à Conferência, que a apresenta na solenidade de abertura, em sua
sede de Brasília. Abaixo, o texto completo, assim como divulgado pela
Secretaria de Estado do Vaticano.
Queridos brasileiros,
Sempre lembrado do coração grande e da acolhida calorosa com que me estenderam
os braços na visita de fins de julho passado, peço agora licença para ser
companheiro em seu caminho quaresmal, que se inicia no dia 5 de março,
falando-lhes da Campanha da Fraternidade que lhes recorda a vitória da Páscoa:
«É para a liberdade que Cristo nos libertou» (Gal 5,1). Com a sua Paixão, Morte
e Ressurreição, Jesus Cristo libertou a humanidade das amarras da morte e do
pecado. Durante os próximos quarenta dias, procuraremos conscientizar-nos mais
e mais da misericórdia infinita que Deus usou para conosco e logo nos pediu
para fazê-la transbordar para os outros, sobretudo aqueles que mais sofrem:
«Estás livre! Vai e ajuda os teus irmãos a serem livres!». Neste sentido,
visando mobilizar os cristãos e pessoas de boa vontade da sociedade brasileira
para uma chaga social qual é o tráfico de seres humanos, os nossos irmãos
bispos do Brasil lhes propõem este ano o tema “Fraternidade e Tráfico Humano”.
Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados
como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em
mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados,
sem direitos nem voz, etc. Isso é tráfico humano! «A este nível, há necessidade
de um profundo exame de consciência: de fato, quantas vezes toleramos que um
ser humano seja considerado como um objeto, exposto para vender um produto ou
para satisfazer desejos imorais? A pessoa humana não se deveria vender e
comprar como uma mercadoria. Quem a usa e explora, mesmo indiretamente,
torna-se cúmplice desta prepotência» (Discurso aos novos Embaixadores,
12/XII/2013). Se, depois, descemos ao nível familiar e entramos em casa, quantas
vezes aí reina a prepotência! Pais que escravizam os filhos, filhos que
escravizam os pais; esposos que, esquecidos de seu chamado para o dom, se
exploram como se fossem um produto descartável, que se usa e se joga fora;
idosos sem lugar, crianças e adolescentes sem voz. Quantos ataques aos valores
basilares do tecido familiar e da própria convivência social! Sim, há
necessidade de um profundo exame de consciência. Como se pode anunciar a
alegria da Páscoa, sem se solidarizar com aqueles cuja liberdade aqui na terra
é negada?
Queridos brasileiros, tenhamos a certeza: Eu só ofendo a dignidade humana do
outro, porque antes vendi a minha. A troco de quê? De poder, de fama, de bens
materiais… E isso – pasmem! – a troco da minha dignidade de filho e filha de Deus,
resgatada a preço do sangue de Cristo na Cruz e garantida pelo Espírito Santo
que clama dentro de nós: «Abbá, Pai!» (cf. Gal 4,6). A dignidade humana é igual
em todo o ser humano: quando piso-a no outro, estou pisando a minha. Foi para a
liberdade que Cristo nos libertou! No ano passado, quando estive junto de vocês
afirmei que o povo brasileiro dava uma grande lição de solidariedade; certo
disso, faço votos de que os cristãos e as pessoas de boa vontade possam
comprometer-se para que mais nenhum homem ou mulher, jovem ou criança, seja
vítima do tráfico humano! E a base mais eficaz para restabelecer a dignidade
humana é anunciar o Evangelho de Cristo nos campos e nas cidades, pois Jesus
quer derramar por todo o lado vida em abundância (cf. Evangelii gaudium, 75).
Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo sobre todos os brasileiros,
para que a vida nova em Cristo lhes alcance, na mais perfeita liberdade dos
filhos de Deus (cf. Rm 8,21), despertando em cada coração sentimentos de
ternura e compaixão por seu irmão e irmã necessitados de liberdade, enquanto de
bom grado lhes envio uma propiciadora Bênção Apostólica.
Vaticano, 25 de
fevereiro de 2014.
[Franciscus PP.]
Hoje pela manha na Praça
São Pedro.
Francisco: Quaresma, tempo de conversão e renovação pessoal.
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2014-03-05 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco encontrou-se na manhã desta quarta-feira com os fiéis
e peregrinos de todas as partes do mundo na Praça São Pedro para a tradicional
audiência geral das quartas-feiras. Mais de 30 mil os presentes numa manhã de
sol.
Na sua catequese, lida em italiano, o Papa iniciou recordando que, hoje,
Quarta-feira de Cinza, tem início a Quaresma, quarenta dias que nos conduzirá
ao Tríduo Pascal, memória da paixão, morte e ressurreição do Senhor, coração do
mistério da nossa salvação.
A Quaresma, disse o Papa, é um tempo “forte”, um ponto de reviravolta que pode
favorecer em cada um de nós a mudança, a conversão, para sair dos costumes
cansados e do preguiçoso vício do mal que nos engana.
“No tempo quaresmal a Igreja nos dirige dois importantes convites: ter
uma consciência mais viva da obra redentora de Cristo; e viver com mais
compromisso o próprio Batismo”.
Viver profundamente o Batismo – disse o Papa - significa não nos acostumar-mos
às situações de degradação e de miséria que encontramos caminhando pelas ruas
de nossas cidades e de nossos países.
“Há o risco de aceitarmos passivamente certos comportamentos e de não nos
surpreendermos diante das tristes realidades que nos circundam. Acostumamo-nos
à violência, como se fosse uma notícia cotidiana normal; acostumamo-nos a
irmãos e irmãs que dormem pelas ruas, que não têm um teto para se abrigar.
Acostumamo-nos aos refugiados em busca de liberdade e dignidade, que não são
acolhidos como deveriam ser. Acostumamo-nos a viver em uma sociedade que
pretende deixar Deus de lado, na qual os pais não ensinam mais aos filhos a
rezar nem a fazer o sinal da cruz. Este vício de comportamentos não cristãos e
de comodidades nos anestesia o coração!”
O Papa perguntou então aos presentes, dirigindo-se aos pais e avós, se eles
ensinam seus filhos e netos a rezar e a fazer o Sinal da Cruz. Se ensinam suas
crianças a se dirigirem a Deus com a oração do Pai-Nosso e a Nossa Senhora com
a oração da Ave-Maria. Uma pergunta que pediu que respondessem em silêncio, no
coração.
A Quaresma, continuou o Papa deve ser vivida como tempo de conversão, de
renovação pessoal e comunitária através da aproximação a Deus e da adesão
confiante ao Evangelho. Por isso a Quaresma é momento favorável para
converter-se ao amor ao próximo.
Demos graças a Deus pelo mistério de seu amor crucificado – disse ainda o Papa
recordando os elementos essenciais para viver o tempo da Quaresma: fé
autêntica, conversão e abertura de coração aos irmãos.
O Papa concluiu invocando com particular confiança a proteção e a ajuda de
Nossa Senhora neste caminho, a nos acompanhar nos dias de oração intensa e de
penitência, para chegar a celebrar, purificados e renovados no espírito, o
grande mistério da Páscoa de seu Filho.
Nas palavras dirigidas aos fiéis de língua portuguesa presentes na audiência o
Papa saudou o grupo vindo de Riberão e Guimarães e também os professores e os
alunos das comunidades escolares de Lourinhã e Viana do Castelo. (SP)
Fonte:
Texto e fotos:
Diocese de Santos - Comunicação Francisco e Guadalupe