sábado, 22 de fevereiro de 2014

Cardeal Damasceno é nomeado para a presidência do Sínodo




O papa Francisco nomeou hoje, 21, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis (foto), para a presidência do Sínodo Extraordinário sobre a Família, que ocorrerá de 9 a 15 de outubro, no Vaticano.

Foram nomeados também para compor a presidência do Sínodo Extraordinário: o arcebispo de Paris, cardeal André Vingt-Trois, e o arcebispo de Manila, cardeal Luis Antonio Tagle. Os três cardeais serão responsáveis por acompanhar a preparação dos trabalhos do Sínodo que tratará dos desafios pastorais da família, no contexto da evangelização.

No ano passado, o papa enviou às paróquias de todo o mundo o “Documento Preparatório” do próximo Sínodo, com 35 questões, sobre a família. As Conferências Episcopais já repassaram as contribuições ao Vaticano.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Papa Francisco inicia seu primeiro Consistório.


A família “é célula fundamental da sociedade humana”, disse o papa Francisco na abertura dos trabalhos do Consistório extraordinário, que teve início hoje, 20, no Vaticano.

Estão presentes 185 cardeais, com a participação dos 19 prelados que serão criados cardeais pelo papa Francisco sábado, 22, entre eles o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta.

Em foto divulgada pela Rádio Vaticano, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, aparece caminhando ao lado do papa Francisco.

O colégio cardinalício está reunido para refletir sobre temas relacionados à Família. “A nossa reflexão terá sempre presente a beleza da família e do matrimônio, a grandeza desta realidade humana, tão simples e ao mesmo tempo tão rica, feita de alegrias e esperanças, de fadigas e sofrimentos, como o é toda a vida”, comentou o papa no início da reunião.

Reflexão

Durante o Consistório serão aprofundadas a teologia da família e a pastoral que deve ser implementada no contexto atual. O papa Francisco pediu aos cardeais que ajudem a refletir sobre a realidade da família com profundidade sem cair na “casuística”.

“Hoje, a família é desprezada, é maltratada, pelo que nos é pedido para reconhecermos como é belo, verdadeiro e bom formar uma família, ser família hoje; reconhecermos como isso é indispensável para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”, afirmou Francisco.

Concluindo sua fala, o papa lembrou que é necessário colocar em evidência o plano de Deus para a família. E disse aos cardeais: “ajudemos os esposos a viverem-no com alegria ao longo dos seus dias, acompanhando-os no meio de tantas dificuldades com uma pastoral inteligente, corajosa e amorosa".

Após a colocação do papa, o presidente emérito do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, o cardeal Walter Kasper, também falou aos participantes.

No decorrer da reunião, estão previstas outras intervenções sobre a família que irão contribuir para a preparação do próximo Sínodo dos Bispos, em outubro.

 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

EQUIPE DO REGIONAL SUL I RETOMA OS TRABALHOS DA CATEQUESE



A Equipe de Animação Bíblico-Catequética do Regional Sul1, reuniu-se no dia 18 de fevereiro para a primeira reunião do ano de 2014, na residência episcopal de Limeira-SP, juntamente com dom Vilson Dias de Oliveira, bispo referencial do nosso regional.

Estiveram presentes todas as oito sub-regiões do nosso estado de São Paulo: SP 1 e 2, Botucatu, Aparecida, Campinas, Sorocaba e RP1 e 2.

Representando nossa sub-região foram a catequista Ondina Magnusson Reis e o Pe. Marcelo Machado, membros da equipe arquidiocesana. Motivados com a proposta de uma Iniciação à Vida Cristã mais presente na vida catequética de nossas comunidades, o enfoque se deu na formação dos catequistas, através dos Itinerários Catequéticos e uma agenda será cumprida para este ano, motivando nossos bispos, padres e catequistas do estado:
 
- 20 a 22 de maio: Encontro dos padres assessores diocesanos (Casa de Retiro Emaús, em Araras);

- 15 a 18 de julho: Escola Regional de Animação Bíblico-Catequética (Casa Santa fé, em São Paulo);

- 18 a 20 de julho: Assembléia Regional da Animação Bíblico-Catequética (Casa Santa Fé, em São Paulo);

- 06 a 09 de novembro: Seminário Nacional de Iniciação à Vida Cristã (paróquia Sagrada Família, São Caetano do Sul)

 

(Padre Marcelo Luiz Machado - Regional Sul I da CNBB)


 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Especialistas discutem novo Itinerário de Iniciação à vida cristã


Bispos referenciais, coordenadores regionais e representantes de grupos ligados à Comissão Episcopal de Animação Bíblico-Catequética da CNBB, se reuniram em Brasília para discutir um novo Itinerário Catequético para a Iniciação à vida cristã. Trata-se de quatro roteiros que abrangem todas as idades: as crianças, os adolescentes, os adultos batizados que precisam de um aprofundamento e os adultos que não são batizados.

 

Realizado na sede das Pontifícias Obras Missionárias, o encontro iniciou no dia 12 e se estendeu até esta sexta-feira, 14. Segundo o assessor do setor Catequese da CNBB e coordenador dos trabalhos, padre Décio José Walker, a reunião, além de discutir temas bíblicos tratou da preparação de um Seminário Nacional sobre a Iniciação à Vida Cristã a ser realizado nos dias 6 a 9 de novembro em São Caetano do Sul (SP), quando serão partilhadas experiências existentes na área.

 

O arcebispo de Pelotas (RS) e presidente da Comissão, dom Jacinto Bergmann, destaca a importância de somar forças na elaboração desse Itinerário de inspiração Catecumenal. “É um instrumento que vai servir muito à Igreja uma vez que apresentará grandes orientações sobre como fazer a iniciação à vida cristã. Não podemos mais reproduzir uma catequese só em vista dos sacramentos. Precisamos voltar à prática da Igreja primitiva que realmente tinha um catecumenato para iniciar as pessoas em Jesus Cristo.

 

Essas orientações gerais criarão unidade e ajudarão as igrejas locais a elaborarem os seus roteiros e manuais”, reforça o bispo. Maria Aparecida Barbosa, religiosa das Irmãs do Imaculado Coração de Maria e membro do Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética (GREBICAT) de São Paulo, explica que a iniciativa responde a um desejo da Igreja no Brasil que vem desde a realização da 2ª Semana Brasileira de Catequese em 1992, sobre a Iniciação Cristã.

 

“O objetivo é avançar com itinerários capazes de evangelizar através de uma catequese bíblico vivencial. Pensamos numa catequese que conduza a Jesus no mistério da fé e à inserção na vida da comunidade, uma catequese centrada mais no vivencial do que no doutrinal. Para isso, insistimos num processo que tenha a Bíblia como fonte primordial”. Na opinião da especialista, o maior desafio é compreender a iniciação cristã “num mundo de aceleradas mudanças que mexem com os valores essenciais na vida”.

O biblista do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), Hudson Silva Rodriguez, coordenador de Pastoral no colégio Marista em Taguatinga (DF) adianta que o Itinerário seguirá os quatro tempos já definidos pelo Ritual da Iniciação Cristã de Adultos (RICA), publicado em 1971, a pedido do Concílio Vaticano II, a saber: o primeiro anúncio (Kerigma trinitário), a catequese com os conteúdos de fé e os escrutínios que conduzem para a vivência quaresmal e a vivência do Espírito (Pentecostes).

 

No final do percurso vem o envio para a missão. “A intenção é que não seja uma catequese para si, as uma formação que leve a pessoa a assumir a missão de evangelizar no mundo”. Com isso, os organizadores do Itinerário esperam que os cristãos se envolvam mais na ação missionária e na pastoral. O roteiro para adultos terá uma parte sobre a ética cristã no mundo. “Não basta estar engajada na Pastoral. É preciso ser discípulo missionário no mundo do trabalho, na Igreja, na família. Com um processo mais sedimentado a tendência é levar as pessoas para a missão”, avalia Hudson. _________________ Assessoria de Imprensa das POM


 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Artigo de fevereiro 2014 - Pe. Luís Gonzaga Bolinelli


 
Mas todos fazem assim...


 

Facilmente percebemos que nessa sociedade em que vivemos há muita competição entre as pessoas, pois para se dar bem na vida, é preciso estar por cima dos outros. Prevalece ainda hoje aquela mentalidade de que é preciso levar vantagem em tudo! Por isso, muitas vezes a grande preocupação é a de ser mais esperto e saber se aproveitar das fraquezas ou ingenuidades das outras pessoas ou ter atitudes que deixe evidente quem é o mais forte ou tem mais autoridade.

O pior dessa situação é constatar que muitos dos que agem assim, tranquilamente se declaram cristãos, católicos! São pessoas que realizam normalmente suas “obrigações religiosas”, pois rezam sempre, vão com frequência às missas, têm suas devoções próprias, etc., e vivem sem dramas de consciência, pois acham que sua fé em Jesus Cristo não tem nada a ver com esses comportamentos.

Diante dessa realidade, temos que nos perguntar: mas será que isso está certo? Será que ao fazer a opção de ser um seguidor de Jesus Cristo, isso não implica em viver um estilo de vida novo, diferente dos que não professam nenhuma fé? Será que ser cristão, católico, discípulo missionário de Jesus Cristo, significa agir igual a todo mundo, pois, afinal, “todos fazem assim!”?...

Eis aqui um grande desafio para os que assumem pra valer sua tarefa de ser evangelizador: levar a pessoa a acolher o verdadeiro Deus apresentado por Jesus, o Pai que nos criou à sua imagem e semelhança e que sabe que temos condição de sermos sempre melhores até nos tornarmos “perfeitos como esse nosso Pai do céu é perfeito”! Certamente isso implica em levar as pessoas a organizarem suas vidas a partir de Jesus Cristo, dos seus ensinamentos e de sua vida e não mais a partir do “jeito que todos fazem”.

Mas não basta ensinar essas coisas, é preciso transmitir essa verdade com uma convicção tal que fique evidente que essa nova proposta de vida ensinada por Jesus é a que realmente dá sentido à nossa existência, nos realiza, nos traz a verdadeira felicidade. Por isso, enquanto evangelizadores, também temos que nos questionar sobre as nossas atitudes concretas para ver se estão em sintonia com o projeto do Reino de Deus ou se são somente um jeito menos evidente de se fazer  as mesmas coisas do jeito “que todos fazem”... As nossas incoerências frequentes acabam afastando as pessoas de Jesus. Mas o nosso testemunho autêntico pode arrastar multidões para viverem o projeto do Reino de Deus.

 

Aprofundamento a partir da Palavra de Deus: No 7º Domingo do Tempo Comum iremos refletir sobre o seguinte texto bíblico: Mt 5,38-48. Convido você a lê-lo com calma, prestar atenção e responder: Tenho consciência que ao fazer a opção por Jesus Cristo estou assumindo um compromisso de fazer a diferença nesse mundo? Em que sentido? Quais são as minhas atitudes que ainda eu justifico usando a frase “mas todos fazem assim”? O que posso e devo fazer para que a “proposta de perfeição” apresentada por Jesus seja mais real na minha vida e na dos outros?

 

AGENDA
Ø  Semana de Formação de Evangelizadores 2014:
ü  Serão 4 Encontros, com cerca de 2 horas cada um, que deverão acontecer em todas as Paróquias de nossa Diocese.
ü  Em breve informaremos quando será a Apresentação e distribuição dos Livros que serão utilizados.
Ø  Mídias de nossa Comissão: visite e entre em contato!

 

Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Estudo da semana


A APRESENTAÇÃO DE JESUS (Lc 2,22-40)

Queridos irmãos e irmãs,

O Evangelho da apresentação de Jesus, quando seus pais o levam pela primeira vez ao templo, tem uma grande reflexão que pode colaborar bastante com o crescimento da fé da nossa família. Vamos aprofundar alguns aspectos:

Cumprir a vontade do Pai

José e Maria, ao levarem Jesus ao templo 40 dias depois do seu nascimento, cumprem com obediência a prescrição de apresentar o filho primogênito do sexo masculino, para ser oferecido a Deus. Assim, a família de Nazaré, desde os primeiros dias da vida de Jesus caminha cumprindo a vontade do Pai.

Os pais, geralmente, se preocupam em proporcionar educação, instrução, trabalho e boa posição social para os seus filhos, mas isso não é suficiente.

Devem consagrar seus filhos ao Senhor desde o início de suas vidas. Devem educá-los para uma vida cristã fiel e coerente com tudo aquilo que está escrito no evangelho. Muitos pais se satisfazem em mandar os filhos à igreja ou à catequese. Essa imposição externa não basta se não for sustentada por uma convicção mais profunda. Educar na fé é muito mais que ensinar práticas religiosas.

Sabemos que as crianças aprendem muito mais com os olhos do que com os ouvidos. A vida cristã dos pais é o melhor método de ensinar catequese aos filhos:

- Se os pais rezam em casa, os filhos aprendem a rezar com eles;

- Se os pais lêem a Bíblia, os filhos aprendem a procurar a luz de sua vida na Palavra de Deus;

- Se os pais participam fielmente na comunidade cristã, os filhos seguem-nos e tornam-se cristãos empenhados.

- Se os pais praticam o amor, o perdão, a generosidade para com os irmãos, os filhos imitam.

É assim que os pais cristãos da atualidade são chamados a "consagrar" seus filhos ao Senhor.

 

Todo tempo é tempo de buscar o Senhor

Num mundo em que o número dos idosos aumenta, Simeão nos é apresentado como um idoso exemplar: "Justo e piedoso", que compreendeu o sentido de sua existência. Seus dias estão chegando ao fim, mas está feliz e pede ao Senhor que o acolha na sua paz.

Também a profetiza Ana, outra pessoa idosa, de 84 anos, não se afasta do templo do Senhor. Não tem tempo para perder, não vai de casa em casa para conversas inúteis, para falar mal dos outros. Ela sabe que os dias de sua vida são preciosos e devem ser vividos na intimidade com o Senhor e a serviço da comunidade. Apesar da sua idade, com renovado ardor missionário,ela fala do menino a todas as pessoas com quem se encontra.

As pessoas idosas não se sentem inúteis    quando vivem na expectativa da vinda do Senhor, a serviço dos irmãos e falando de Jesus a todos aqueles que estão à procura de sentido para própria vida.

Crescer em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens..."

Não podemos deixar de reconhecer também, que muitas famílias voltam à vida de fé pelo testemunho cristão dos seus filhos, pela alegria com que vivem sua experiência com Deus. Jovens que, como Jesus, se esforçam por crescer em sabedoria, em graça, diante de Deus e dos homens e assim ajudam a fazer da sua família a família que Deus quer... Oxalá a Família de Nazaré possa ser um modelo para todas as famílias, onde cada um encontre no outro um reflexo da luz de Cristo, para que ninguém caminhe nas trevas

PARA REFLETIR

1- Que lições Ana e Simeão podem nos dar para os dias de hoje?

2-Olhando para o papel que você tem na sua família, o que você se propõem a fazer nesta semana para que haja mais luz em seu lar?

3- Qual você acha que é a vontade de Deus para a sua vida? Como fazer para ser mais obediente a ela?

PARÓQUIA SÃO BENEDITO
Rua Igarité, 338 – Jaçanã - São Paulo / SP
Fone: 2241-1376  /  2241-9302

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro": a íntegra da Mensagem do Papa



 


Cidade do Vaticano (RV) - O Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais publicou a Mensagem do Santo Padre Francisco aos comunicadores, que comemoram seu patrono, São Francisco de Sales, em 24 de janeiro.





 A 48ª edição do Dia Mundial das Comunicações Sociais será em 1º de Junho de 2014 e terá como tema "Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro". Leia a íntegra da mensagem:





"Queridos irmãos e irmãs,

Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.

Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus.

No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não têm acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído.

Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar. Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimónio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros.

Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor – que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ). Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro. Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade».

Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não vêem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual. Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real.

Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas. A neutralidade dos mass-media é só aparente: só pode constituir um ponto de referimento quem comunica colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria raiz da fiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais.

Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira. E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efectiva e afectivamente, alcançar. Entre estas estradas estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunicação, é precisa uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração.

O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros «através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana (BENTO XVI, Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte. O desafio requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas.

Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria. A nossa luminosidade não derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital. É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus".

Vaticano, 24 de Janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano 2014.


Texto e foto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/01/23/comunica%C3%A7%C3%A3o_ao_servi%C3%A7o_de_uma_aut%C3%AAntica_cultura_do_encontro:_a/bra-766490
do site da Rádio Vaticano



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

FORMAÇÃO PARA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014



CONVITE!
Tema: “Fraternidade e tráfico humano”

• Essa campanha é de extrema importância. Precisamos atingir todas as pessoas, inclusive as potenciais vítimas de tráfico, e necessitamos do apoio de todos. O desejo é de que tenhamos uma lei que puna o tráfico humano. Se essa lei funcionar em sua aplicação, imagine quantas vidas não serão salvas?

• Encontro de Formação para todas as Pastorais, Equipes da campanha nas paróquias, Igrejas irmãs, Educadores, Ong’s, Entidades, Universitários, Advogados, Promotores, Juízes, Padres e Pessoas da Sociedade ligadas ao tema:


Dia 1/02/2014 (sábado)
Local: Liceu Santista – Av. Francisco Glicério, 64 - José Menino – Santos/SP.
Horário – 8h30 às 13h

• Presentes - Dom Jacyr Francisco Braído (Bispo da Diocese de Santos).
Pe Valdecí João dos santos ( Coordenador das Pastorais Sociais).

• Expositora - Drª Dalila Figueiredo, fundadora e presidente nacional da ASBRAD - Associação Brasileira de Defesa da Mulher da Infância e da Juventude. Apoio às vítimas de violência doméstica e sexual, vítimas do tráfico de seres humanos, violência contra o idoso, execução de medida socioeducativa aplicadas a adolescentes em conflito com a lei e de defesa das crianças e adolescentes, vários projetos desde 1997.

Mais informações: Site: www.asbrad.com.br

Realização : Comissão diocesana da Campanha da Fraternidade - Pe Valdeci João dos Santos (Coordenador)
OBS.: Não precisa fazer inscrição.