quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Mensagem do papa Francisco para a Quaresma




O convite aos cristãos para testemunharem sua fé por meio da convivência comunitária é feito pelo papa Francisco em sua mensagem para o Quaresma 2014, que terá início no dia 05 de março, Quarta-feira de Cinzas. O texto divulgado pelo Vaticano, nesta terça-feira, 4, apresenta algumas reflexões chamadas pelo de “caminho pessoal e comunitário de conversão”.



“O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança”, disse o papa Francisco. Confira a íntegra da mensagem:


Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9)

Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?

A graça de Cristo
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (CONC. ECUM. VAT. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).

A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Batista para O batizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).

Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8, 29).

Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

O nosso testemunho
Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d'Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.

À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiênicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diaconia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo.

O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.

Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína econômica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.

O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.

Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.

Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, 26 de Dezembro de 2013
Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A Cátedra de Pedro.


Este final de semana foi movimentado em Roma, mais precisamente no Vaticano. Tudo em decorrência da realização de mais um consistório. E´ a reunião dos cardeais, chamados para a sua função permanente, de serem os conselheiros do Bispo de Roma.

Sabemos que sua função mais decisiva é eleger o novo Papa, quando isto se torna necessário. Aí a palavra exata é “conclave”. Quando, como desta vez, a reunião é para debater assuntos, então é um “consistório”.

Quem tem longa tradição, tem palavras exatas para se expressar. A Igreja tem!

Um consistório pode ser, e frequentemente o é, mais festivo, e às vezes longamente esperado: quando nele se promovem novos cardeais, para ir renovando o colégio cardinalício, garantindo que ele se mantenha próximo a cento e vinte membros votantes, que é o número colocado como referência, para espelhar uma boa representatividade eclesial.

Desta vez o consistório tem o caráter festivo, com a promoção de alguns novos cardeais, entre os quais o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.

O caráter festivo deste consistório, não impede os cardeais de se debruçarem sobre a problemática da família, que o Papa Francisco propôs como tema de reflexão para toda a Igreja, recolhendo sugestões para serem levadas para o “sínodo” extraordinário, convocado para o mês de outubro deste ano.

Tudo isto está acontecendo nestes dias, em vista de uma data singular,da qual quase ninguém se dá conta. Esta data é 22 de fevereiro, dia da “cátedra” de São Pedro.

Nos últimos anos, esta data vem servindo de referência para o Papa convocar os cardeais para a sua reunião ordinária. A “cátedra” simboliza a missão de Pedro, de falar “ex-cátedra”, com autoridade, sobre os assuntos relativos à vida da Igreja.

A palavra sugere, também, que esta missão incumbe igualmente aos bispos do mundo inteiro. Pois cada “catedral”, que é a Igreja de onde o Bispo celebra, possui também uma “cátedra”.

No exercício desta missão, o Papa sente a necessidade de contar com os conselhos de seus irmãos bispos, mas também dos outros membros da Igreja. Tanto que para o sínodo de outubro ele fez questão de abrir o jogo, para que todos pudessem opinar sobre os problemas da família, também os leigos.

Mas a reunião desses dias contou com outro ingrediente. Foi precedida da reunião dos oito cardeais, nomeados pelo Papa para constituírem uma comissão, com a incumbência de ajudá-lo a realizar a reforma da Igreja, retomando as inspirações do Concílio Vaticano Segundo.

Além dos assuntos específicos destes dias, a Igreja de Roma nos dá um bom exemplo de valorização dos seus símbolos. Uma simples “cadeira” serve de inspiração e de motivação.

Ao longo de cada ano, a Igreja de Roma aproveita outros símbolos para expressar sua vocação. No dia 09 de novembro, por exemplo, celebra a consagração da Basílica de São João de Latrão, que é a catedral da Diocese de Roma. Sem esquecer que sua grande festa é sempre em 29 de junho, dia de São Pedro.

Tudo dentro da tradição, que evoca o passado, mas também impulsiona a Igreja a se renovar, para se colocar a serviço de sua missão de testemunhar o Evangelho de Jesus.

Por Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales

 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

19º Encontro Ampliado da Sub-Região SP2 - CNBB




No último sábado, dia 22 de fevereiro de 2014, representantes da Comissão de Animação Bíblica-Catequética em conjunto com uma delegação de nossa Diocese de Santos, participaram do 19° ENCONTRO AMPLIADO DAS EQUIPES PASTORAIS DA SUB-REGIÃO SP2.





O encontro foi realizado na Diocese de Santo Amaro, e estavam presentes os senhores Bispos e representantes das Dioceses que compõem o SP2: Dioceses de Santo Amaro, Santo André, São Miguel Paulista, Mogi das Cruzes, Osasco, Guarulhos, Campo Limpo e Santos.
 
 




 

As 8h20min Dom Manoel da Diocese de são Miguel Paulista, conduz a Oração da Hora Média, Cátedra de São Pedro. Ao termino compõe a mesa, apresentando Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário Geral da CNBB e Monsenhor Joaquim da Diocese de Santo Amaro.





A exposição foi de Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário Geral da CNBB, e o tema da palestra foi " A ESPIRITUALIDADE NA VIDA DO DISCÍPULO MISSIONÁRIO".  Dom Leonardo, inicia dizendo:
" Deus veio ao nosso encontro, que não é Iniciativa NOSSA, mas d'Ele. Somos encontrados e encontradas de forma inusitada".

 
Destacamos aqui alguns pontos da palestra de Dom Leonardo:

1- O discípulo é aquele que aprende, não executa, mas sempre ouvi. A obediência é ser todo ouvido, é se manter a escuta. Dar-se sem meditada;

2-Transbordar-se em generosidade, a nobreza de ter  o empenho para com Deus na mesma medida que Ele teve para conosco.  Nunca esperar recompensa, o trabalho é a nossa recompensa, a nossa graça.  

Deus não é ontem, nem amanhã, Deus é sempre hoje!

O cultivo da boa vontade.

Pontos para refletir:

·        A reverência a Deus e autoridade .

·        A Fé.

·        Desmistificação do eu.

·        Reconhecimento de si e das coisas.

·        O ouvir – a obediência.

·        A generosidade com o próximo.

·        Pequenas obras.

·        Discípulo da boa vontade.

3- O missionário e a missionariedade :

Uma Igreja em estado permanente em missão, todo batizado é igreja. A primeira missionariedade é a Igreja particular. A igreja não é uma estrutura é uma comunidade.

Missionariedade é a força que envia.

E qual é a força que envia? Quem nos envia é Jesus Cristo. DAp144

Discipulado é convidado a estar, a seguir,  anunciar como Ele e por Ele. Somos convidados como servos e servas a anunciar a Palavra do Pai, que é Jesus Cristo vivo.

Ser missionário representa inclinar-se para o mais necessitado.

Portanto é um encontro pessoal com Cristo que nos faz discípulos missionários.

Dom Leonardo termina a palestra com uma citação do papa Francisco: Aceitar o caminho é a cada manha uma renovação; estar sempre melhor não só no físico, mas no espírito, e sempre junto ao próximo. Um aprendizado constante com fé e sempre acreditar em Deus.

Após a palestra de Dom Leonardo, convida os participantes a se reunirem em grupos para responderem duas questões.  E comunica aos participantes, que as dúvidas devem ser elaboradas em perguntas e entregues, para que Dom Leonardo possa responde-las no final do encontro.

 
 
Questões:
1- Somos pelo Batismo Discípulos/as de Jesus. O Discipulado é a Dinâmica de uma vida. Como ser discípulo/a na nossa cotidianidade?

2- A missionariedade nasce da grandeza do encontro. Como sermos missionários/as de fomos atingidos pela alegria do Evangelho?
 

Retornando ao auditório, os grupos elegeram um membro para fazerem suas explanações. Foi formado 10 grupos.
 
 




 

Sua exposição foi linda e entusiásticamente aplaudida por todo o plenário.PIRITUALIDADE NA VIDA DO DISCÍPULO MISSIONÁRIO.
A exposição foi de Dom Leonardo Ulrich Steiner. " Deus veio ao nosso encontro, que não é Iniciativa NOSSA, mas dEle. Somos encontrados e encontradas de forma inusitada".
Sua exposição foi linda e entusiásticamente aplaudida por todo o plenário.

Na ocasião também foi comemorado o aniversário de 44 anos de vida sacerdotal de nosso bispo Diocesano, Dom Jacyr Francisco Braido.
 



 
Ao final do Encontro Pe. Marcos Vinícios da Diocese de Guarulhos fez os agradecimentos finais, a Dom Leonardo e a Diocese de santo Amaro lhes presenteia com um vinho.
 
 
 
 
 
                                         Encerrando com a Benção final.

Fotos da delegação da Diocese de Santos:













Fonte: Comissão AB-C Diocese de Santos
Fotos: Maria da Penha - PASCOM Diocese de Santos













 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Cardeal Damasceno é nomeado para a presidência do Sínodo




O papa Francisco nomeou hoje, 21, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis (foto), para a presidência do Sínodo Extraordinário sobre a Família, que ocorrerá de 9 a 15 de outubro, no Vaticano.

Foram nomeados também para compor a presidência do Sínodo Extraordinário: o arcebispo de Paris, cardeal André Vingt-Trois, e o arcebispo de Manila, cardeal Luis Antonio Tagle. Os três cardeais serão responsáveis por acompanhar a preparação dos trabalhos do Sínodo que tratará dos desafios pastorais da família, no contexto da evangelização.

No ano passado, o papa enviou às paróquias de todo o mundo o “Documento Preparatório” do próximo Sínodo, com 35 questões, sobre a família. As Conferências Episcopais já repassaram as contribuições ao Vaticano.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Papa Francisco inicia seu primeiro Consistório.


A família “é célula fundamental da sociedade humana”, disse o papa Francisco na abertura dos trabalhos do Consistório extraordinário, que teve início hoje, 20, no Vaticano.

Estão presentes 185 cardeais, com a participação dos 19 prelados que serão criados cardeais pelo papa Francisco sábado, 22, entre eles o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta.

Em foto divulgada pela Rádio Vaticano, o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, aparece caminhando ao lado do papa Francisco.

O colégio cardinalício está reunido para refletir sobre temas relacionados à Família. “A nossa reflexão terá sempre presente a beleza da família e do matrimônio, a grandeza desta realidade humana, tão simples e ao mesmo tempo tão rica, feita de alegrias e esperanças, de fadigas e sofrimentos, como o é toda a vida”, comentou o papa no início da reunião.

Reflexão

Durante o Consistório serão aprofundadas a teologia da família e a pastoral que deve ser implementada no contexto atual. O papa Francisco pediu aos cardeais que ajudem a refletir sobre a realidade da família com profundidade sem cair na “casuística”.

“Hoje, a família é desprezada, é maltratada, pelo que nos é pedido para reconhecermos como é belo, verdadeiro e bom formar uma família, ser família hoje; reconhecermos como isso é indispensável para a vida do mundo, para o futuro da humanidade”, afirmou Francisco.

Concluindo sua fala, o papa lembrou que é necessário colocar em evidência o plano de Deus para a família. E disse aos cardeais: “ajudemos os esposos a viverem-no com alegria ao longo dos seus dias, acompanhando-os no meio de tantas dificuldades com uma pastoral inteligente, corajosa e amorosa".

Após a colocação do papa, o presidente emérito do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, o cardeal Walter Kasper, também falou aos participantes.

No decorrer da reunião, estão previstas outras intervenções sobre a família que irão contribuir para a preparação do próximo Sínodo dos Bispos, em outubro.

 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

EQUIPE DO REGIONAL SUL I RETOMA OS TRABALHOS DA CATEQUESE



A Equipe de Animação Bíblico-Catequética do Regional Sul1, reuniu-se no dia 18 de fevereiro para a primeira reunião do ano de 2014, na residência episcopal de Limeira-SP, juntamente com dom Vilson Dias de Oliveira, bispo referencial do nosso regional.

Estiveram presentes todas as oito sub-regiões do nosso estado de São Paulo: SP 1 e 2, Botucatu, Aparecida, Campinas, Sorocaba e RP1 e 2.

Representando nossa sub-região foram a catequista Ondina Magnusson Reis e o Pe. Marcelo Machado, membros da equipe arquidiocesana. Motivados com a proposta de uma Iniciação à Vida Cristã mais presente na vida catequética de nossas comunidades, o enfoque se deu na formação dos catequistas, através dos Itinerários Catequéticos e uma agenda será cumprida para este ano, motivando nossos bispos, padres e catequistas do estado:
 
- 20 a 22 de maio: Encontro dos padres assessores diocesanos (Casa de Retiro Emaús, em Araras);

- 15 a 18 de julho: Escola Regional de Animação Bíblico-Catequética (Casa Santa fé, em São Paulo);

- 18 a 20 de julho: Assembléia Regional da Animação Bíblico-Catequética (Casa Santa Fé, em São Paulo);

- 06 a 09 de novembro: Seminário Nacional de Iniciação à Vida Cristã (paróquia Sagrada Família, São Caetano do Sul)

 

(Padre Marcelo Luiz Machado - Regional Sul I da CNBB)


 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Especialistas discutem novo Itinerário de Iniciação à vida cristã


Bispos referenciais, coordenadores regionais e representantes de grupos ligados à Comissão Episcopal de Animação Bíblico-Catequética da CNBB, se reuniram em Brasília para discutir um novo Itinerário Catequético para a Iniciação à vida cristã. Trata-se de quatro roteiros que abrangem todas as idades: as crianças, os adolescentes, os adultos batizados que precisam de um aprofundamento e os adultos que não são batizados.

 

Realizado na sede das Pontifícias Obras Missionárias, o encontro iniciou no dia 12 e se estendeu até esta sexta-feira, 14. Segundo o assessor do setor Catequese da CNBB e coordenador dos trabalhos, padre Décio José Walker, a reunião, além de discutir temas bíblicos tratou da preparação de um Seminário Nacional sobre a Iniciação à Vida Cristã a ser realizado nos dias 6 a 9 de novembro em São Caetano do Sul (SP), quando serão partilhadas experiências existentes na área.

 

O arcebispo de Pelotas (RS) e presidente da Comissão, dom Jacinto Bergmann, destaca a importância de somar forças na elaboração desse Itinerário de inspiração Catecumenal. “É um instrumento que vai servir muito à Igreja uma vez que apresentará grandes orientações sobre como fazer a iniciação à vida cristã. Não podemos mais reproduzir uma catequese só em vista dos sacramentos. Precisamos voltar à prática da Igreja primitiva que realmente tinha um catecumenato para iniciar as pessoas em Jesus Cristo.

 

Essas orientações gerais criarão unidade e ajudarão as igrejas locais a elaborarem os seus roteiros e manuais”, reforça o bispo. Maria Aparecida Barbosa, religiosa das Irmãs do Imaculado Coração de Maria e membro do Grupo de Reflexão Bíblico-Catequética (GREBICAT) de São Paulo, explica que a iniciativa responde a um desejo da Igreja no Brasil que vem desde a realização da 2ª Semana Brasileira de Catequese em 1992, sobre a Iniciação Cristã.

 

“O objetivo é avançar com itinerários capazes de evangelizar através de uma catequese bíblico vivencial. Pensamos numa catequese que conduza a Jesus no mistério da fé e à inserção na vida da comunidade, uma catequese centrada mais no vivencial do que no doutrinal. Para isso, insistimos num processo que tenha a Bíblia como fonte primordial”. Na opinião da especialista, o maior desafio é compreender a iniciação cristã “num mundo de aceleradas mudanças que mexem com os valores essenciais na vida”.

O biblista do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), Hudson Silva Rodriguez, coordenador de Pastoral no colégio Marista em Taguatinga (DF) adianta que o Itinerário seguirá os quatro tempos já definidos pelo Ritual da Iniciação Cristã de Adultos (RICA), publicado em 1971, a pedido do Concílio Vaticano II, a saber: o primeiro anúncio (Kerigma trinitário), a catequese com os conteúdos de fé e os escrutínios que conduzem para a vivência quaresmal e a vivência do Espírito (Pentecostes).

 

No final do percurso vem o envio para a missão. “A intenção é que não seja uma catequese para si, as uma formação que leve a pessoa a assumir a missão de evangelizar no mundo”. Com isso, os organizadores do Itinerário esperam que os cristãos se envolvam mais na ação missionária e na pastoral. O roteiro para adultos terá uma parte sobre a ética cristã no mundo. “Não basta estar engajada na Pastoral. É preciso ser discípulo missionário no mundo do trabalho, na Igreja, na família. Com um processo mais sedimentado a tendência é levar as pessoas para a missão”, avalia Hudson. _________________ Assessoria de Imprensa das POM


 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Artigo de fevereiro 2014 - Pe. Luís Gonzaga Bolinelli


 
Mas todos fazem assim...


 

Facilmente percebemos que nessa sociedade em que vivemos há muita competição entre as pessoas, pois para se dar bem na vida, é preciso estar por cima dos outros. Prevalece ainda hoje aquela mentalidade de que é preciso levar vantagem em tudo! Por isso, muitas vezes a grande preocupação é a de ser mais esperto e saber se aproveitar das fraquezas ou ingenuidades das outras pessoas ou ter atitudes que deixe evidente quem é o mais forte ou tem mais autoridade.

O pior dessa situação é constatar que muitos dos que agem assim, tranquilamente se declaram cristãos, católicos! São pessoas que realizam normalmente suas “obrigações religiosas”, pois rezam sempre, vão com frequência às missas, têm suas devoções próprias, etc., e vivem sem dramas de consciência, pois acham que sua fé em Jesus Cristo não tem nada a ver com esses comportamentos.

Diante dessa realidade, temos que nos perguntar: mas será que isso está certo? Será que ao fazer a opção de ser um seguidor de Jesus Cristo, isso não implica em viver um estilo de vida novo, diferente dos que não professam nenhuma fé? Será que ser cristão, católico, discípulo missionário de Jesus Cristo, significa agir igual a todo mundo, pois, afinal, “todos fazem assim!”?...

Eis aqui um grande desafio para os que assumem pra valer sua tarefa de ser evangelizador: levar a pessoa a acolher o verdadeiro Deus apresentado por Jesus, o Pai que nos criou à sua imagem e semelhança e que sabe que temos condição de sermos sempre melhores até nos tornarmos “perfeitos como esse nosso Pai do céu é perfeito”! Certamente isso implica em levar as pessoas a organizarem suas vidas a partir de Jesus Cristo, dos seus ensinamentos e de sua vida e não mais a partir do “jeito que todos fazem”.

Mas não basta ensinar essas coisas, é preciso transmitir essa verdade com uma convicção tal que fique evidente que essa nova proposta de vida ensinada por Jesus é a que realmente dá sentido à nossa existência, nos realiza, nos traz a verdadeira felicidade. Por isso, enquanto evangelizadores, também temos que nos questionar sobre as nossas atitudes concretas para ver se estão em sintonia com o projeto do Reino de Deus ou se são somente um jeito menos evidente de se fazer  as mesmas coisas do jeito “que todos fazem”... As nossas incoerências frequentes acabam afastando as pessoas de Jesus. Mas o nosso testemunho autêntico pode arrastar multidões para viverem o projeto do Reino de Deus.

 

Aprofundamento a partir da Palavra de Deus: No 7º Domingo do Tempo Comum iremos refletir sobre o seguinte texto bíblico: Mt 5,38-48. Convido você a lê-lo com calma, prestar atenção e responder: Tenho consciência que ao fazer a opção por Jesus Cristo estou assumindo um compromisso de fazer a diferença nesse mundo? Em que sentido? Quais são as minhas atitudes que ainda eu justifico usando a frase “mas todos fazem assim”? O que posso e devo fazer para que a “proposta de perfeição” apresentada por Jesus seja mais real na minha vida e na dos outros?

 

AGENDA
Ø  Semana de Formação de Evangelizadores 2014:
ü  Serão 4 Encontros, com cerca de 2 horas cada um, que deverão acontecer em todas as Paróquias de nossa Diocese.
ü  Em breve informaremos quando será a Apresentação e distribuição dos Livros que serão utilizados.
Ø  Mídias de nossa Comissão: visite e entre em contato!

 

Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C