domingo, 14 de fevereiro de 2016

Artigo Fevereiro - 2016 Padre Aparecido Neres Santana CSS - Assessor Eclesiástico da Comissão AB-C.

Ele está no meio de nós!


              Ainda na Trilha do discipulado, Jesus dá a garantia da sua presença no meio dos discípulos – “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”! (Mt 28, 20b). Refletimos, nos dois últimos Artigos, sobre o mandato final do ressuscitado: “Fazei discípulos, batizai e ensinai”. Agora, nestas últimas palavras no Evangelho de Mateus, Jesus garante que estará presente por meio do Espírito Santo, na vida e nos corações dos seus seguidores, animando-os em todos os sentidos.
              É a mesma garantia de Deus a Moisés, quando o envia em missão para libertar o povo da escravidão no Egito: “Eu estarei contigo” (Ex. 3, 12a). Ou ainda, quando anuncia pela boca do profeta Isaías (7,14): “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho (celebramos no Natal), e o chamarão com o nome de Emanuel, o que traduzido significa ‘Deus conosco’” (Mt. 1, 23).
           Em Jesus Cristo se realiza a presença permanente de Deus com seu povo. Desta forma  o ressuscitado, garante sua presença continua nas pessoas, principalmente nos pobres, (Cf. discurso escatológico Mt 25, 31-46), e na comunidade dos discípulos(as) – “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18, 20). Como mostra o texto bíblico, essa é uma palavra de promessa, a garantia para os discípulos de que nunca estarão sozinhos. Esta certeza da presença de Jesus com os que são e se tornarão discípulos(as), não é uma palavra isolada, mas ligada e condicionada à obediência do mandato: o que vem antes da garantia da presença, que é “ser discípulo”(a) e “fazer discípulos”(as). 
           Por isso, com a certeza da presença de Jesus, não devemos ter medo, como disse Jesus a Pedro: “Avança para as águas mais profundas e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5, 4). Portanto, o discípulo(a), não pode ter medo e deve sempre, em obediência à Palavra de Deus, fazer mais um esforço, “jogar as redes” mais uma vez, nunca desanimar.
          Finalmente, o discípulo(a), deve estar sempre pronto a deixar o comodismo e sair, como pede o papa Francisco para ser “uma Igreja em Saída missionária” (EG 20), para “pescar”, lançar as redes, isto é, evangelizar, e depois pastorear, “fazer discípulos”(as).  

Perguntas:
1-Diante dessa realidade, temos que nos perguntar: será que estamos percebendo a presença de Jesus em nosso meio? Será que em nossas atitudes cotidianas, estamos realmente fazendo a opção de ser discípulos(as) de Jesus?


Padre Aparecido Neres Santana- Assessor Eclesiástico da Comissão AB-C.

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