sábado, 31 de dezembro de 2016

Um Feliz e abençoado 2017 - Ano Jubilar Mariano -


Que Maria interceda junto ao Seu Filho Jesus, muita força e coragem, a todos os Catequistas e Evangelizadores.

Comissão AB-C - Diocese de Santos

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Artigo do Pe. Aparecido Neres Santana de Janeiro de 2017

MISSIONARIEDADE, MANIFESTAÇÃO DE DEUS A TODA HUMANIDADE.


Iniciando o Ano Novo Civil, nossa reflexão segue dentro do contexto do Evangelho de Mateus 2, 1-12 – com a celebração da Epifania do Senhor (do grego: ‘epiphaneia’: “a manifestação; um fenômeno miraculoso”), que tem uma ligação muito forte com a Missionariedade da Igreja. Celebrar a Epifania do Senhor, nos faz lembrar a missão evangelizadora da Igreja, que é levar a Palavra de Deus, guiados pelo Espírito Santo, para iluminar e atrair todas as pessoas ao encontro do Senhor que veio nos visitar.
O tema central do texto é a manifestação divina (Epifania) destacada na pergunta, “onde está o Rei dos Judeus recém-nascido?” (Mt 2,2). Ao longo da história, Deus se manifestou de muitas maneiras à humanidade, mas a maior de todas é, por meio Jesus Cristo. Dois outros pontos de destaque, são de um lado os magos (sábios astrólogos), e do outro o rei Herodes. Herodes representa o poder tirânico, (palácio, o projeto de morte, justamente por isso, é que ele, não consegue ver a Estrela (“Herodes mandou chamar secretamente os magos e procurou certificar-se com eles a respeito do tempo em que a estrela tinha aparecido” Mt 2,7). A Estrela era interpretada como símbolo Messiânico. Os Magos, representando os povos pagãos, a Universalidade da Salvação. Portanto, os Magos, significam, ainda, uma porta aberta para todos os povos.
Assim, podemos entender que o missionário deva ser esta Estrela Guia, que ao ter a alegria da iluminação, ao fazer seu encontro pessoal com Jesus, seja compelido a levá-lo a todas as pessoas, em todos os lugares, mesmo que tenha que seguir outro “caminho”.
 

REFLEXÃO: 1) Como acolho a manifestação de Deus em minha vida? 2) será que encontrei a Estrada da iluminação, o Caminho desta Luz que é Cristo? 3) Certamente não é na fila dos Shoppings, que encontraremos Jesus, mas no casebre simples da periferia, na Igreja, no irmão que sofre (Cf Mt 25,31ss), em todos ao lugares onde ninguém quer ir ou ficar.

Pe. Aparecido Neres Santana
Assessor Eclesiástico Comissão para a Animação Bíblico- Catequética


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Natal é Epifania

O titulo afirmativo está correto: o Natal é Epifania. Embora nem sempre isto seja muito claro na Liturgia Ocidental, é mais evidente na Liturgia Oriental, onde o Natal, inclusive, é celebrado no dia 6 de janeiro, data na qual, nós na Liturgia Romana, celebramos a solenidade da Epifania. 

A nossa Liturgia Romana optou por diferentes celebrações epifânicas, no decorrer do Tempo do Natal, iniciando na véspera do dia 25 de dezembro até a festa do Batismo de Jesus, que conclui o Tempo Natalino. A rigor, a última celebração natalina, ou pelo menos ligada ao Natal, acontece no dia 2 de fevereiro, na Festa da Apresentação do Senhor ao Templo, quando Simeão canta o “Nunc dimitis”.
A opção da Liturgia Romana por celebrações epifânicas, além da celebração do Mistério Pascal nas celebrações natalinas, contém um elemento catequético a ser considerado. Seria melhor dizer pedagógico catequético. Em cada celebração existe uma catequese e uma pedagogia quanto ao modo como Deus se manifesta (epifania) e se faz presente como Emanuel, o Deus conosco, o Deus entre nós. Desta forma, entende-se que o Natal é uma Epifania, uma manifestação divina na história da humanidade. Como são “Epifanias” todas as celebrações que acontecem depois da celebração do Natal.
O modo como isso acontece, no contexto celebrativo do Natal, envolve vários acontecimentos que vão desde a Anunciação até o nascimento de Jesus, num presépio, em Belém. Deus se manifesta na gravidez da mulher, Maria. Deus que se manifesta como recém, nascido de uma mulher, da Virgem Maria. Deus que se manifesta como recém-nascido com um pai adotivo, José, se manifesta aos pastores que são conduzidos ao local do nascimento, atraídos por cantares e luzes angélicas (Lc 2,1-14).
Além disso, Deus se manifesta morando numa família humana (Sagrada Família), nascendo de uma mulher (Mãe de Deus, Maria), aos povos do mundo inteiro, representados nos Reis Magos (Epifania), no momento em que é batizado por João Batista (Batismo de Jesus).
O que mais chama atenção, do ponto de vista Epifânio, é a escolha divina de se manifestar através da pobreza humana. Um modo que não corresponde às epifanias dos antigos reis e dos atuais líderes das nações: exibindo força e poder, revelando o medo oculto de serem atacados. Deus se manifesta, no Natal, de modo simples, pobre, vulnerável, desarmado, mostrando a coragem de se deixar tocar para se fazer mais próximo possível. 
Do ponto de vista catequético e pedagógico, o Natal manifesta, faz epifania, daquilo que a Teologia denomina como "kenosis": o despojamento da sua riqueza para assumir a pobreza humana. O Criador que se rebaixa para se fazer criatura e, deste modo, enriquecer-nos com a possibilidade de nos divinizar. Como diz Paulo, neste contexto da epifania divina no Natal: “de rico que era tornou-se pobre por causa de vós, para que vos torneis ricos por sua pobreza”(2Cor 8,9. Cf. Fl 2,6)

Serginho Valle 2016.

Fonte: http://liturgiasal.blogspot.com.br/2016/12/o-natal-e-epifania.html

domingo, 25 de dezembro de 2016

Missa do Galo - «jazem nas miseráveis manjedouras de dignidade»

Francisco disse na «Missa do Galo» que o Menino na manjedoura deve recordar os que «jazem nas miseráveis manjedouras de dignidade»

Cidade do Vaticano, 24 dez 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco lembrou na homilia da Missa da Noite de Natal as crianças que “jazem nas miseráveis” no “abrigo subterrâneo para escapar aos bombardeamentos”, na “calçada de uma grande cidade” ou no “fundo de um barco sobrecarregado de migrantes”
“Deixemo-nos interpelar pelo Menino na manjedoura, mas deixemo-nos interpelar também pelas crianças que, hoje, não são reclinadas num berço nem acariciadas pelo carinho de uma mãe e de um pai, mas jazem nas miseráveis ‘manjedouras de dignidade’”, afirmou Francisco na Basílica de São Pedro.
“Deixemo-nos interpelar pelas crianças que não se deixam nascer, as que choram porque ninguém lhes sacia a fome, aquelas que na mão não têm brinquedos, mas armas”, acrescentou o Papa na Missa que celebra o nascimento de Jesus.
Francisco disse que o Natal é um mistério de “luz e alegria” que “interpela e mexe” porque “é um mistério de "esperança e simultaneamente de tristeza”.
O Natal “traz consigo um sabor de tristeza, já que o amor não é acolhido, a vida é descartada. Assim acontece a José e Maria, que encontraram as portas fechadas e puseram Jesus numa manjedoura, ‘por não haver lugar para eles na hospedaria’”, lembrou o Papa Francisco.
“Jesus nasce rejeitado por alguns e na indiferença da maioria. E a mesma indiferença pode reinar também hoje, quando o Natal se torna uma festa onde os protagonistas somos nós, em vez de ser Ele; quando as luzes do comércio põem na sombra a luz de Deus; quando nos afanamos com as prendas e ficamos insensíveis a quem está marginalizado”, sustentou o Papa
"O Natal está refém desta mundanidade e é preciso resgatá-lo", acrescentou.
Francisco disse que o Natal tem um “sabor de esperança” porque apesar das trevas “resplandece a luz de Deus”.
“O Menino que nasce interpela-nos: chama-nos a deixar as ilusões do efémero para ir ao essencial, renunciar às nossas pretensões insaciáveis, abandonar aquela perene insatisfação e a tristeza por algo que sempre nos faltará. Far-nos-á bem deixar estas coisas, para reencontrar na simplicidade de Deus-Menino a paz, a alegria, o sentido da vida”, acrescentou o Papa.
No dia 25 de dezembro, Solenidade do Natal do Senhor, Francisco dirige a mensagem e a bênção natalícia ‘Urbi et Orbi’ [à cidade (de Roma) e ao mundo], a partir das 12h00 locais, na varanda central da Basílica do Vaticano.








sábado, 24 de dezembro de 2016

KALENDA DO NATAL (MARTIROLÓGIO ROMANO – tradução)

Vinte e Cinco de Dezembro. Décima Terceira Lua.

Tendo transcorrido muitos séculos desde a criação do mundo,
Quando no princípio Deus tinha criado o céu e a terra e tinha feito o Homem à sua imagem;

E muitos séculos de quando, depois do dilúvio, o Altíssimo tinha feito resplandecer o arco – íris, sinal da Aliança e da Paz;

Vinte séculos depois da partida de Abraão,
nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus;

Treze séculos depois da saída de Israel do Egito,
sob a guia de Moisés;

Cerca de mil anos depois da unção de David
como rei de Israel;

Na sexagésima quinta semana, segundo a profecia de Daniel;

Na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada;

No ano setecentos e cinqüenta e dois da fundação da cidade de Roma;

No quadragésimo segundo ano do Império de César Otaviano Augusto;

Quando em todo o mundo reinava a paz,
Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai,
querendo santificar o mundo com a sua vinda,
tendo sido concebido por obra do Espírito Santo,
tendo transcorrido nove meses,
nasce em Belém da Judéia da Virgem Maria, feito homem:

(genuflexão breve)

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a natureza humana.

História
Para celebrar o nascimento de Jesus, a Missa do Galo foi instituída no século V, após o Concílio de Éfeso (431 d.C.), começando a ser celebrada, oficialmente, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, pelo o papa Sisto III.
É celebrada à meia-noite do dia 24 de dezembro. O galo foi escolhido como símbolo desta celebração porque, histórica e tradicionalmente, representa vigilância, fidelidade e testemunho cristão.
Nos primeiros séculos, as vigílias festivas eram dias de jejum. Os fiéis reuniam-se na igreja e passavam a noite rezando e cantando. A Igreja era toda iluminada com lâmpadas de azeite e com tochas.
Na tradição católica cristã, todas as velas do Advento são acesas na Missa do Galo, para celebrar solenemente o nascimento do Messias, Jesus Cristo: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”!
O Natal é a única celebração do calendário litúrgico que contempla três celebrações Eucarísticas, mas a da noite reúne os aspectos históricos e humanos do nascimento de Cristo.
Hoje, tradicionalmente, depois da missa, as famílias voltam para suas casas, colocam a imagem do Menino Jesus no Presépio, realizam cânticos e orações em memória do Messias, filho de Deus, e confraternizam-se e compartilham a Ceia de Natal, com eventual distribuição de presentes.
Tradições populares
A expressão “Missa do Galo” é específica dos países latinos e deriva da tradição ancestral, segundo a qual, à meia-noite do dia 24 de dezembro, um galo teria cantado fortemente, como nunca ouvido, anunciando a vinda do Messias, filho de Deus vivo, Jesus Cristo.
Outra tradição de origem espanhola, narra que, antes das 12 badaladas dos sinos, à meia noite de 24 de dezembro, os lavradores da província de Toledo, Espanha, matava um galo, em memória daquele que cantou três vezes, quando São Pedro negou Jesus, por ocasião da sua morte.
Depois, o galo era levado à igreja para ser oferecido aos pobres, afim de que seu Natal fosse melhor. Outro costume, em algumas aldeias espanholas, era levar o galo à igreja para que ele cantasse durante a Missa, como uma espécie de prenúncio de boas colheitas.
Outra origem da expressão vem do fato de a Missa da Noite de Natal terminar muito tarde. “Quando as pessoas voltavam para casa, os galos já estavam cantando".
O galo também anuncia o nascer do sol e o seu canto simboliza o amanhecer, comemorado pelos pagãos, como forma de agradecer o surgimento do Sol após o longo período de inverno.
Mas, o nome Missa do Galo é usado somente em países de língua portuguesa e espanhola.
Teria sido Sisto III, no ano 400, a instituir uma Missa para celebrar o nascimento de Cristo ‘ad galli cantus’, isto é, na hora que o galo canta, querendo indicar o início do novo dia, após a meia-noite.
Há quem diz ainda que a origem deste nome incomum remonta aos primórdios do cristianismo, quando os cristãos iam em peregrinação a Belém, onde celebravam a hora do primeiro canto do galo.
Finalmente, dizem que um galo teria assistido ao nascimento do Menino Jesus, na gruta de Belém, além de outros animais, como o burro e a vaca. Assim, o galo teve a tarefa de festejar e anunciar para sempre a data do nascimento do Salvador do mundo. (MT)


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Artigo de Dezembro de 2016 - Pe. Aparecido Neres Santana

O DISCÍPULO MISSIONÁRIO É A LUZ DO SENHOR




Acabamos de iniciar o Novo Ano Litúrgico (Ano A) onde seguiremos o Evangelho segundo Mateus, e ao mesmo tempo no Brasil o Ano Jubilar Mariano, preparando assim, a celebração dos 300 anos do encontro da Imagem da Senhora Aparecida. Porem nosso caminho continuará a temática da Missionáriedade, contemplando a intercessão de Maria, a mãe que espera o menino Deus, “O Verbo Encarnado”. Nossa reflexão, segue no contexto do Evangelho de Mateus 11, 2-11 – do 3° domingo do advento, conhecido como domingo Gaudete – Alegrai-vos! “Alegrem-se o deserto e a terra seca..., ele vem para vos salvar” (Is 1.4).
O Texto se desenvolve partir da pergunta de João Batista, que envia seus discípulos a Jesus, com a indagação – “Es tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?” Jesus responde-lhes: ‘Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam as vista, os coxos andam, os leprosos são purificados e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados’ (Mt 11, 3-5). A resposta de Jesus não é apenas teórica, como faziam os rabis e os doutores da Lei, mas prática, a partir da Vida real. É do seio da vida que percebe e reconhece o Messias. É com os olhos e os ouvidos, que O vemos no irmão chagado, ouvindo seu clamor que brada aos Céus. Ouvir e ver Jesus, não tanto com os olhos físicos, isto também é importante, mas com os olhos da fé.
João Batista, aparentemente demonstra uma certa dúvida em relação ao Messias, “Es tu aquele que há de vir...?”, talvez porque esperasse também como os demais um Messias triunfalista? Mas Jesus aponta os sinais da chegada do Reino Messiânico, que é curar e evangelizar, a partir dos pobres. Segundo, a nossa missão é fazer com que, as pessoas, sejam evangelizadas e vejam Jesus no irmão que sofre.  Por isso, o discípulo missionário, ouvindo e vendo as dores do irmão, ele cura as chagas da vida.
Para refletirmos: Olhando para nós mesmos – estamos também compactuando, com as cegueiras, da sociedade consumista, especialmente neste tempo do Natal, onde o mais importante é comprar de presentes, comidas e bebidas, do que ver e ouvir as necessidades do irmão? 

Pe. Aparecido Neres Santana - Assessor Eclesiástico da Comissão Ab-C