quinta-feira, 30 de julho de 2015

Murmúrio do povo...

O murmúrio e o lamento estão presentes no linguajar do povo brasileiro. Não seria diferente, porque vivemos num contexto de incertezas, de interrogações provocadas pela realidade econômico-social, que perpassa alhures em todo o Brasil. Apesar de todo progresso, há uma generalizada insatisfação em relação aos fatos de corrupção, de desmando e de injustiças envolvendo tanta gente.
O povo hebreu, sustentado pelo maná no deserto, mas no meio de grandes sofrimentos, também não deixou por menos. Os reclames do povo foram fortes, revelando a insatisfação diante da forma como era conduzido. Reclamam da falta de alimento suficiente e contra a falta de água. Os murmúrios foram provocadores do agir paterno do Senhor para atendê-lo em suas necessidades.
Na multiplicação de pães e peixes, Jesus saciou a fome da multidão. Sua fama se espalhasse e o povo O procurava com o interesse pessoal de matar a fome. Foi como na realidade do deserto da Palestina, um grande sofrimento para as pessoas. Jesus chama a atenção do povo por buscar alimento perecível, e não aquele que tem dimensão de eternidade, o encontro pessoal com Ele.
O verdadeiro alimento é Jesus Cristo, o pão do céu e o caminho para Deus. No milagre do pão repartido, o povo viu o sinal do milagre, mas não enxergou a ação de Deus, porque não tinha fé. Foi o mesmo que aconteceu com o maná no deserto. O pão do céu é o próprio Cristo, que veio dar a vida eterna.
Até hoje as pessoas não entenderam os sinais da ação de Deus e o alcance de suas palavras. No encontro com a samaritana (Jo 6,35), a palavra de Jesus foi bem clara quando disse que quem vai a Ele nunca mais terá sede. As necessidades podem ser superadas com a partilha fraterna e a confiança na providência divina.
Em vez de murmúrio, mesmo nas dificuldades, o brasileiro precisa levantar a cabeça, sair do comodismo e lutar com coragem por uma sociedade diferente e sadia. Para isto é necessário superar interesses egoístas e praticar mais a partilha fraterna.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.

Fonte: Catequese e Bíblia 

sábado, 25 de julho de 2015

Ser catequista com seus avanços e recuos...

" Ou educamos na fé, colocando as pessoas realmente em contato com Jesus Cristo e convidando-as para seu seguimento, ou não cumpriremos nossa missão evangelizadora". (DA-287)

 NOSSA MISSÃO EVANGELIZADORA!!

 Quando nos deparamos com um parágrafo desses, diante de tamanha responsabilidade, automaticamente e conscientemente nos questionamos, nos avaliamos enquanto Catequista:

Fomos devidamente iniciados na fé?

Somos fieis ao nosso chamado, confirmando diariamente nosso SIM?



Cumprimos com nossa missão evangelizadora?

Somos de fato catequistas vocacionados?

Tais questionamentos acontecem com mais frequência, quando passamos por tribulações, provações,  períodos de afastamento de Deus. Nesses momentos bate em nós um desejo profundo de recuar. E até demonstramos com nossas atitudes, ter uma fé infantil. Escondemo-nos, assim como faz a ostra, ofuscando o brilho da pérola. Quantas vezes em nosso ministério, animamos os outros, quando na verdade quem precisa ser animado, ouvido, amado, afagado, somos nós.

Não temos a obrigação de sermos fortes, inabaláveis o tempo todo.  Por incrível que pareça isso acontece comigo e acredito que com muitos que me leem, os maiores “chamados” acontecem em momentos onde travamos nossas maiores brigas com Deus. Sim, catequista também briga com Deus! Quem nunca se viu nessa situação, fazendo tais perguntas: “Será que não vês o que passo? Será que não percebes que não estou em condições de dizer SIM a tais chamados? orque não me deixa quieta no meu canto? Preciso de um tempo de deserto! Não sou digna!”

Nem sempre permitimos que Deus seja Deus na nossa vida, teimamos por muitas vezes tomar as rédeas da nossa vida.

Que bom que Aquele que nos chamou conhece nossa essência, mesmo em nossas fragilidades nos encoraja, nos empurra como que dizendo: “Vai, eu continuo precisando de ti!” Essa confiança paciente nos inquieta, nos motiva a prosseguir em nossa missão. Assim como o diamante, após muitos atritos, vamos sendo lapidados, tomando a forma que Deus quer pra nós.

 Enfim amados catequistas, mesmo com tantos avanços e recuos, Deus não desiste de seus escolhidos.

O bem aventurado Alberione dizia: “DOU-LHES A MINHA LUZ E ME SERVIREI DE VOCÊS PARA ILUMINAR. ... “ME SERVIREI DE VOCÊS”, quer dizer, Deus nos usa para fazer chegar aos corações de nossos catequizandos, de nossas famílias, mesmo sendo nós,  fios desencapados, canos enferrujados, débeis, muitas vezes almas tíbias.

Um feliz AGOSTO pra você, que seja um mês À GOSTO de Deus! Tempo de rever nossa vocação! Tempo de avivar a chama que nos move nessa nossa vocação como Catequista!

                                                                                                Imaculada Cintra


Catequista em constante estado de feitura...

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Animação Bíblica da Escola - Livro sobre Animação Bíblica

Irmã Valéria Andrade Leal, ASCJ - Mestra em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, partilha seus estudos e dissertação em um livro “Animação Bíblica na Escola”. Lançamento pela Editora Paulus, durante o Congresso Nacional de Educação realizado na PUC, de 15 a 18 de julho de 2015. O livro é o quarto volume da coleção “Animação Bíblica”, de outros autores. Inicia apresentando a história da presença dos textos sagrados na vida das pessoas cristãs e católicas, num passeio histórico bem fundamentado. Embora pequeno, o livro é denso no conteúdo, assemelha-se aos Documentos da Igreja, no formato, apresentação e preço.

“O livro propõe um novo “pensar bíblico” para a releitura da educação e da vida. Visa contribuir com o serviço da animação bíblica, adentrar na pastoral institucional a fim de, favorecer não apenas o estudo, mas o uso da Palavra para construção da espiritualidade, que envolve tanto a escola, como os educadores e todos os cristãos.
Reunindo teoria e prática, “o livro propõe um percurso para que as escolas possam desenvolver a animação bíblica e rever a história do uso da Bíblia pelas comunidades...” Apresenta conceitos do que é a animação bíblica, assim como a relação com a educação e de como essa animação pode ser realizada na instituição escolar.
“O texto inclui a indicação metodológica de cinco preciosas chaves de leitura, inspiradas na obra de Frei Carlos Mesters, um dos maiores biblistas católicos da atualidade”. O leitor também encontrará sugestões para posteriores leituras e citações bíblicas inspiradoras, que poderão ser lidas, refletidas e rezadas.” (Luiz Dietrich)

Irmã Valéria, mestra em Teologia, possui graduação em Pedagogia. Atuou nos diversos setores da escola católica e também da pastoral paroquial. Atualmente é assessora da pastoral no SAGRADO Rede de Educação, Unidades Educacionais no Sul do Brasil.
Contato: vandradeleal@yahoo.com.br


Que a Palavra de Deus ilumine nossa vida e missão!

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ação com limite

                   A sociedade brasileira redefine seus Planos Estaduais e Municipais de Educação para os próximos dez anos. Neles está o esforço de estabelecer a inclusão social para construir uma sociedade onde todas as pessoas sejam respeitadas. Significa que existem limites que não podem ser desrespeitados, porque tais ações provocam reações e descontroles emocionais indesejáveis.

Na dimensão das diversidades está a “ideologia de gênero”, uma expressão pouco conhecida pela maioria das pessoas. As famílias e educadores têm que ser informados sobre seu conteúdo e não ficar apenas no âmbito restrito dos legisladores. Esse é o motivo da realização de uma Audiência Pública, no dia dezessete de agosto, em Uberaba, evento aberto para todas as pessoas do Município.

A verdadeira e honesta educação é muito importante para o desenvolvimento sustentável de qualquer país. Elogiamos a todas as pessoas que estão realmente preocupadas com uma escola de qualidade e que seja capaz de formar pessoas com verdadeira consciência crítica, construindo uma sociedade cada vez mais moderna e comprometida com a identidade real dos cidadãos.

O mundo escolar, na “pós-modernidade”, deve ser um ensinamento novo, mas feito com autenticidade, limites e exigências éticas, sem afetar o direito de educar próprio dos pais. Os ensinamentos de Jesus Cristo foram também novos, mas sempre respeitando a identidade das pessoas e não concordando com atitudes contra o mandamento do amor.

Diante da ação de Deus, a humanidade deve dar a sua participação no aperfeiçoamento da natureza, na formação das pessoas e construção da dignidade. Os cristãos são vocacionados para isso, agindo em conformidade com os ensinamentos de Cristo e numa vida regida por valores que veem do alto, tendo como suporte o amor para com seu semelhante.

Os pensamentos das pessoas às vezes são conflitantes, mas o amor deve estar acima de qualquer rivalidade, porque isto significa respeito e valorização das diferenças. Também tem que ser ensinado nos Centros Educacionais, nas Escolas, provocando a superação das mesquinharias, dos egoísmos, do indiferentismo e das ações interesseiras, totalmente despreocupadas com o bem comum.

Dom Paulo Mendes Peixoto


Arcebispo de Uberaba.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O fio condutor

No exercício cotidiano da vida dos cristãos existe uma marca, que é fundamental e identifica o caminho percorrido, e aqui chamo de fio condutor, que é Jesus Cristo. O importante é fazer como Jesus fez, tendo como fundo principal, a construção de um projeto de vida, de dignidade e de esperança. Esse “fio” é o bem comum, aberto a todas as pessoas e acima de qualquer discriminação.

Sendo Jesus o fio condutor, Ele enxergou a carência do povo de seu tempo e entendeu que estava como ovelha sem pastor. Faltavam guias que lhe dessem segurança e confiança no futuro. Foi o motivo da escolha e do envio dos discípulos. Eles tiveram com objetivo orientar as pessoas no caminho do bem. Os apóstolos e discípulos foram importantes lideranças para conduzir os destinos das comunidades.

O profeta Jeremias critica a atitude dos maus pastores que, em vez de cuidar das ovelhas, deixavam-nas perecer. Esses maus pastores não deixavam as ovelhas desfrutar da segurança, da justiça e da paz. Mas muitos fatos como esse se repetem na história do nosso país, confirmando a prática das injustas, e eminentemente exploradoras, tornando-se caminho de exclusão.

É importante dar-se conta de que Deus age e condena a má conduta dos pastores iníquos. A cultura brasileira tem marcas profundas de pastores despreocupados com os objetivos de sua missão. Na figura dos pastores de Israel, temos hoje líderes religiosos, políticos e lideranças diversas que têm a mesma conduta.

“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará” (Sl 23,1). O pastor é aquele que proporciona estabilidade, segurança e serenidade para as ovelhas. É a missão de todos que têm autoridade, de fazer a sociedade e o mundo serem melhores. Não realizando isso, estão ocupando um espaço injustamente e de forma desonesta.

O profeta Jeremias tem uma palavra adequada para os pastores que não agem como “fio condutor”: “Ai de vós, pastores, que dispersam e destroem as ovelhas” (Jer 23,1). Ai dos dirigentes que enganam o povo, administram em proveito próprio e não levam em conta a justiça social.

Dom Paulo Mendes Peixoto


Arcebispo de Uberaba.

sábado, 18 de julho de 2015

ENCONTROS CONTINENTAIS COM AS COMISSÕES EPISCOPAIS DE CATEQUESE

Em Aparecida, nos dias 2 a 4 de setembro de 2015, realizar-se-ão os ENCONTROS CONTINENTAIS COM AS COMISSÕES EPISCOPAIS DE CATEQUESE - AMÉRICA LATINA II: BRASIL, com a presença dos coordenadores regionais da Animação Bíblico-catequética do nosso país.

A primeira parte do trabalho será dedicada a um olhar panorâmico sobre a situação da catequese nas diversas regiões do Brasil. Cada delegação disporá de 12 minutos para apresentar a realidade da catequese da própria região.

Nesses dias serão abordados os quatro grandes temas que aparecem no programa deste Encontro, os quais constituem a estrutura de todos os encontros continentais que o PCPNE está realizando com as Comissões Episcopais de Catequese e que, por sua vez, refletem os principais pontos de interesse para a Sé Apostólica.

Antes do Encontro, cada delegação deve refletir sobre as “fortalezas”, “dificuldades”, “riscos” e "oportunidades” da catequese de sua região.

Os quatro grandes temas são:

Tema 1: A catequese a serviço da Iniciação Cristã e dos outros sacramentos;

Tema 2: A catequese a serviço da formação permanente de jovens e adultos;

Tema 3: A catequese e a educação religiosa;


Tema 4: A formação dos catequistas.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Encerrando: Assembleia da Dimensão Bíblica Catequética do Regional Sul I – CNBB


Aconteceu no Centro de Eventos Anhanguera, São Paulo SP, de 10 a 12 de julho de 2015, a Assembleia de Catequese do Regional Sul I.

Estiveram presentes: 1 bispo, 14 padres, 1 diácono, 4 Religiosas e 111 leigos. Num total de 130 participantes. Teve inicio na sexta-feira, com um momento envolvente de oração, onde contemplou que podemos nos iluminar, a partir do Círio Pascal “O Ressuscitado”, depois a Palavra que ilumina o nosso caminho.

O tema de reflexão e estudo desta Assembleia foi a Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”, do Papa Francisco, assessorado por Antônio Caetano Silva (Toninho), da cidade de Americana, SP.

A EVANGELII GAUDIUM é esta belíssima carta que o Papa Francisco apresentou à Igreja, num texto que traz a contribuição dos trabalhos do Sínodo sobre “A nova evangelização para a transmissão da fé”, realizado no Vaticano de 7 a 28 de outubro de 2012.

Apresentou aos participantes a Mística da alegria do Evangelho: “sentimos o desafio de descobrir e transmitir a «mística» de viver juntos, misturarmo-nos, encontrarmo-nos, darmos o braço, apoiarmo-nos, participarmos nesta maré um pouco caótica que pode transformar-se numa verdadeira experiência de fraternidade, numa caravana solidária, numa peregrinação sagrada” (Papa Francisco - “Evangelii Gaudium”, nº 87)

Foram momentos importantes para a Catequese deste Regional, onde os Sub-Regionais se encontraram para discutir os desafios e projetos para o próximo ano.

Na missa de encerramento, Dom Vilson recordou as palavras do Papa Francisco que, refletindo sobre a missão dos discípulos, a partir de Lc 10.1s, salientou que o Senhor os enviou, dois a dois, para anunciar nas cidades e aldeias que o Reino de Deus estava próximo, preparando assim as pessoas para o encontro com Jesus. Cumprida esta missão de anúncio, os discípulos regressaram cheios de alegria. Assim nossos catequistas passam pelo mesmo envio do Senhor em suas comunidades e devem levar o anuncio de Jesus aos seus catequizandos com os corações cheios de alegria.

O encontro encerrou às 12h00 com uma belíssima oração de envio, onde todos, após o almoço, retornaram aos seus lares e cidades de origem.

Limeira, 13 de julho de 2015.

 

Vanilda Silveira – Secretária CAT – Sul 1

Pe. Paulo Gil – CAT Coordenador Sul 1

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC – Bispo Ref. CAT. CNBB/Sul 1

sábado, 11 de julho de 2015

Assembleia da Dimensão Bíblica Catequética do Sul I


Tema: “Não deixemos que nos roubem a alegria da Evangelização”(EG 83)

  

A assessoria do dia 11 de julho, na Assembleia da Animação Bíblico-Catequética do Regional Sul 1 CNBB (Estado de São Paulo). Foi do palestrante Antonio Lima.
Tema: “Não Deixemos que nos Roubem a Alegria da Evangelização!” (EG, 83), na perspectiva da Exortação “A Alegria do Evangelho”, do Papa Francisco.
Antônio comenta que a EVANGELII GAUDIUM esta organizada em 5 capítulos:



1.   A transformação missionaria da Igreja 
2.   Na crise do compromisso comunitário
3.   O Anuncio do Evangelho
4.   A dimensão social da Evangelização
5.   Evangelizadores com Espirito
Papa Francisco: Humildade
video
                                                       Solenidade do Lava-pés: 


                                                         Santa Missa no final do dia



Noite Cultural e Palestra deficiência auditiva




  


 Assembleia ABC Regional Sul I- Linguagem dos sinais

                                                             
video
video 






                                                            

                                                               

  A importância dos Sinais:

Fonte: Regional Sul I
Fotos e Vídeos: Luiz Asato e Imaculada Cintra


Assembléia da Dimensão Biblica Catequetica do Sul I


De 10 a 12 de Julho de 2015
Tema: “Não deixemos que nos roubem a alegria da Evangelização”(EG 83)


Teve inicio na noite de sexta feira dia 10 de julho a Assembleia da Dimensão Bíblica Catequética do Sul I, com um momento de oração, de entrega muito significativo, para todos, onde nos colocamos mais uma vez, na presença do Senhor para responder mais um chamado que nos foi feito.  Somos os escolhidos para fazer parte neste momento tão importante para a catequese de nosso Regional Sul I.
Sejam todos bem vindos, e vamos nos abrir para este momento de oração.

Faremos juntos a experiência de sentir mais uma vez a grande presença do Senhor Deus em nosso meio e de modo muito especial em meu e seu coração.

É possível sentir o amor de Deus e a gostosa presença Dele quando nos sentimos abertos e livres para o que vem.
1.     DANÇA RITUAL CIRCULARNO PEQUENOS GRUPOS - SHEKINAH
 
  • ACENDIMENTO DO CÍRIO PASCAL
  • LEITURA DO EVANGELHO DE JOÃO 1, 1-6 
  • SILÊNCIO/ ORAÇÃO/ ILUMINAÇÃO DO GRUPO
 2.     DANDA RITUAL COM TODOS AO REDOR DO CÍRIO PASCAL

 A palavra shekinah tem várias grafias, entre elas, shekiná, shechina e shekina.  De acordo com  o dicionário Hebraico-Português, o verbo hebraico “shachan” se traduz por habitar ou morar, como também, a alojar ou instalar. Todas elas possuem a mesma raiz da palavra shekinah, que significa “Divina Presença” ou “em quem Deus habita”. Shekinah é uma palavra que aparece com frequência na Bíblia hebraica, indicando a presença de Deus.

video
Fonte: Luiz Asato e Imaculada Cintra
Musica: Shekinah Dança

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Encerrando: Escola de Atualização Catequética do Regional Sul I- CNBB



Aconteceu no Espaço Anhanguera, São Paulo, SP, nos dias 07 a 10 de julho de 2015, a Escola de Atualização Catequética do Regional Sul 1 da CNBB, que teve como objetivo: favorecer a formação Bíblico-Catequética das Equipes Diocesanas estimulando a dedicação na formação de novos catequistas, discípulos missionários.

No decorrer dos quatro dias deste evento, refletimos sobre os temas: 1. Catequese e Liturgia: a fé transmitida e celebrada, ministrada pelo Professor Pe. Luís Baronto; 2. Jesus Cristo nos escritos Joaninos, pelo professor Mauro Strabelli; 3. Catequese formadora de discípulos missionários, pela professora Abadias Pereira; 4. Desenvolvimento de Oficina: Catequese com estilo Catecumenal refletindo sobre o Batismo, pelo professor Pe. Marcelo Machado; 5. Estudo do tema Eclesiologia: comunidade de comunidades (doc. 100 da CNBB), pelo professor Pe. Nei Pretto.

A Escola contou com a presença de: 01 bispo, 07 presbíteros, 04 religiosas; 02 Diáconos; e 86 leigos/as, perfazendo um total de 100 participantes. Foi momento de estudo e interação entre os participantes vindos dos 8 subregionais da CNBB/Sul 1. A Escola Regional encerrou às 12h00 com entrega dos certificados aos participantes, oração e benção de envio. 

 





CNBB. Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. A conversão pastoral da Paróquia (documento 100). Paulinas: SP 2014

 4º AULA


Capítulo 1. SINAIS DOS TEMPOS E CONVERSÃO PASTORAL

 

O Concílio Vaticano II propõe o diálogo da Igreja com a sociedade. Num mundo em rápidas e profundas mudanças a Igreja é chamada a sempre atualizar sua forma de evangelizar, para isso a necessidade da conversão pastoral Assim a Igreja é chamada a reconhecer e discernir “os acontecimentos, nas exigências e nas aspirações dos nossos tempos (...), quais sejam os sinais verdadeiros da presença ou dos desígnios de Deus” (GS, n.11). O Concílio destacou a pastoral e a ação evangelizadora da Igreja para que seja sinal de Cristo no mundo

1.1.Novos contextos: desafios e oportunidade

1.2. Novos cenários da fé e da religião

1.3. A realidade da paróquia

1.4. A nova territorialidade

1.5. Revisão de estruturas obsoletas

1.6. A urgência da conversão pastoral

Isso supõe mudança de estruturas e métodos eclesiais, mas, principalmente, exige uma nova atitude dos pastores, dos agentes de pastoral e fieis. A expressão “conversão pastoral” remete, acima de tudo, a uma renovada conversão a Jesus Cristo, a qual consiste no arrependimento dos pecados, no perdão e na acolhida do dom de Deus (cf. At 2, 38 ss). Já a conversão da comunidade está refletida no Concílio Vaticano II ao afirmar que “a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e conversão” (Lumen Gentium, n. 8). Essa postura é necessária, porque “a Igreja peregrina é chamada por Cristo a esta reforma perene. Como instituição humana e terrena, a Igreja necessita perpetuamente desta reforma” (Unitatis Redintegratio, n. 6)

1.7. Conversão para a missão

A conversão pastoral supõe passar de uma pastoral ocupada apenas com as atividades internas da Igreja, a uma pastoral que dialogue com o mundo. Preocupar-se menos com detalhes secundários da vida paroquial e focar-se mais no que realmente propõe o Evangelho.

1.8. Breve Conclusão

A paróquia está desafiada a se renovar diante das aceleradas mudanças deste tempo. Desviar-se dessa tarefa é uma atitude impensável para o discípulo missionário de Jesus Cristo. Isso implica ter coragem de enxergar os limites das práticas atuais em vista de uma ousadia missionária capaz de atender novos contextos que desafiam a evangelização. A renovação da paróquia tem fonte perene no encontro com Jesus Cristo, renovado constantemente pelo anúncio do querigma.

 

Capítulo 2. PALAVRA DE DEUS, VIDA E MISSÃO NAS COMUNIDADES

Para que a paróquia conheça uma conversão pastoral, é preciso que se volte às fontes bíblicas, revisitando o contexto e as circunstâncias nas quais o Senhor estabeleceu a Igreja.

2.1. A comunidade de Israel

2.2. Jesus: o novo modo de ser pastor

2.3. A comunidade de Jesus na perspectiva do Reino de Deus

Jesus tinha certeza da presença do Espírito de Deus em sua vida e a consciência clara de ser chamado para anunciar a Boa-Nova aos pobres, proclamar a libertação aos presos, recuperar a visão aos cegos, libertar os oprimidos e anunciar um ano da graça da parte do Senhor ( Cf. Lc 4, 18-19). Ele valorizou as famílias (entrar na casa significa entrar na vida da família).

A comunidade dos apóstolos e discípulos foi aprendendo com Jesus um novo jeito de viver: na comunhão com Jesus, na igualdade de dignidade, na partilha dos bens, na amizade, no serviço, no perdão, na oração comum, na alegria. Jesus também apresentou quatro recomendações aos discípulos: hospitalidade, partilha, comunhão de mesa, acolhida aos excluídos.

2.4. As primeiras comunidades cristãs

Partindo de Jerusalém, os apóstolos criaram comunidades nas quais a essência de cada cristão se define como filiação divina. Essa se dá no Espírito Santo pela relação entre fé e batismo. Convocada por Deus a comunidade primitiva era a reunião dos fieis que sentiram o mesmo chamado.

Toda comunidade cristã se inspirava em quatro elementos: “eles eram perseverantes em ouvir os ensinamentos dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42). “Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava a seu número mais pessoas que eram salvas” (At 2,47). A missão e a esperança também são elementos fundantes da vida das primeiras comunidades cristãos.

2.5. A Igreja-comunidade

As comunidades do cristianismo palestinense eram profundamente itinerantes. A proposta de Paulo, nas cidades ao redor do mar mediterrâneo (Jerusalém, Antioquia, Roma, Corinto, Éfeso), era de formar comunidades mais sedentárias, nas casas, nas famílias, daí o conceito de Igreja Doméstica.

A Igreja do Novo Testamento será denominada como ekklesia tou theou, assembleia convocada por Deus, indicando comunidade reunida para celebrar a liturgia.. Ekkelia, no grego, significa reunião pública.

2.6. Breve Conclusão

Na visão bíblica o ser humano não é concebido como indivíduo isolado e autônomo. Ele é membro de uma comunidade, faz parte do povo da Aliança, encontra sua identidade pessoal como membro do Povo de Deus. A mesma noção perpassa o Novo Testamento, com elementos novos. Utiliza-se a ideia de Corpo de Cristo, da qual cada pessoa é membro. Os primeiros cristãos formam o novo Povo de Deus (1Pd 2,10).

 

Capítulo 3. SURGIMENTO DA PARÓQUIA E SUA EVOLUÇÃO

A dimensão comunitária da fé cristã conheceu diferentes formas de se concretizar historicamente, desde a Igreja Doméstica até chegar à paróquia na acepção atual. A paróquia é um instrumento importante para a construção da identidade cristã; é o lugar onde o cristianismo se torna visível em nossa cultura e história.

3.1. As comunidades na Igreja antiga

3.2. A origem das paróquias

3.3 A formação das paróquias no Brasil

3.4. A paróquia no Concílio Ecumênico Vaticano II

3.5. A renovação paroquial na América Latina e no Caribe

3.6. A renovação paroquial no Brasil

A Igreja no Brasil ocupa-se do tema da renovação paroquial desde 1962, com o Plano de Emergência, depois, o Plano de Pastoral Conjunto, as Campanhas da Fraternidade, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, sempre buscaram a renovação paroquial.

3.6. Breve Conclusão

As paróquias nascem da necessidade de expandir o atendimento aos cristãos que vivem especialmente em áreas distantes do bispo. Aos presbíteros confiar-se-á essa missão.

 

Capítulo 4. COMUNIDADE PAROQUIAL

A comunidade-Igreja encontra seu fundamento e origem no Mistério Trinitário. O Espírito Santo “leva a Igreja ao conhecimento da verdade total (cf. Jo 16,13), unifica-a na comunhão e no ministério, dota-a com diversos dons hierárquicos e carismáticos com as quais a dirige e embeleza” (LG, n.4), para que ela não se torne uma realidade sociológica ou psicológica. Essa unidade dos seguidores de Jesus Cristo é a comunhão da Igreja que “encontra a sua expressão mais imediata e visível na Paróquia: esta é a última localização da Igreja (ChL, n.26). A paróquia traz em si o prolongamento da Igreja Particular e da Eucaristia episcopal que se desdobra numa realidade eclesial maior.

4.1. Trindade: fonte e meta da comunidade

4.2. Diocese e paróquia

4.3. Definição de paróquia

4.4. Comunidade de fieis

4.5. Território paroquial

4.6. Comunidade: casa dos cristãos

4.7. Comunidades para a missão

4.8. Breve Conclusão

A descentralização da paróquia e a consequente valorização das pequenas comunidades deveria ser a grande missão da Igreja que busca desenvolver a cultura da proximidade e do encontro. Afinal, “o que derruba as estruturas caducas, o que leva a mudar os corações dos cristãos é, justamente, a missionariedade” (Papa Francisco, Mensagens e homiliar – JMJ, Rio 2103, p. 90).

 

Capítulo 5. SUJEITOS E TAREFAS DA CONVERSÃO PAROQUIAL

O Concílio Vaticano II evidenciou a relação e a distinção entre sacerdócio comum dos fieis, proveniente do batismo – fonte e raiz de todos os ministérios – e sacerdócio ministerial, proveniente da Ordem, expressando como ambos participam do único sacerdócio de Cristo (cf LG, n.10). A renovação paroquial depende de um renovado amor à pastoral, que se exerce como expressão do sacerdócio recebido pelo Batismo e pela Ordem.

5.1. Os bispos

5.2. Os presbíteros

5.3. Os diáconos permanentes

5.4. Os consagrados

5.5. Os leigos

5.6 Comunidades Eclesiais de Base

5.7. Movimentos e associações de fieis

5.8. Comunidades ambientais e transterritorais

5.9.Breve conclusão

O desafio da renovação paroquial está em estimular a organização das diversas pessoas e comunidades, para que promovam uma intensa vida de discípulos missionários de Jesus Cristo. Isso se realiza pelo vínculo e pela partilha da caminhada, mas também pelo planejamento pastoral.

 

Capítulo 6. PROPOSIÇÕES PASTORAIS

6.1. Comunidades da comunidade paroquial

A grande comunidade, praticamente impossibilitada de manter os vínculos humanos e sociais entre todos, pode ser setorizada em grupos menores. A paróquia descentraliza seu atendimento e favorece o aumento de líderes e ministros leigos e vai ao encontro dos afastados. Não se deixa a referência territorial das comunidades maiores, mas criam-se novas comunidades sem tanta estrutura administrativa.

Essa é uma postura missionária da Igreja. Onde não for possível setorizar territorialmente, siga-se o critério de adesão por afeto ou interesse, estabelecendo grupos de oração e reflexão em condomínios e edifícios. Será necessário levar em conta toda a dinâmica da cultura urbana, e fundamentar a pequena comunidade na Palavra de Deus e na Eucaristia, em comunhão numa rede de comunidade, estando atentos às necessidades da comunidade, e ao espírito de abertura às pessoas.

6.2. Acolhida e vida fraterna

6.3. Iniciação à vida cristã

6.4. Leitura Orante da Palavra

6.5. Liturgia e espiritualidade

6.6 Caridade

6.7. Conselhos, organização paroquial e manutenção

6.8. Abertura ecumênica e diálogo

6.9. Nova formação

6.10. Ministérios leigos

6.11. Cuidado vocacional

6.12. Comunicação na pastoral

6.13 Sair em missão

6.14. Breve conclusão

Para que a paróquia se converta em comunidade de comunidades, será preciso manter essas características fundamentais relacionadas acima.

Conclusão

Após a apresentação deste texto é conveniente refletir sobre as seguintes questões:

1.      Quais os pontos deste texto que provocam a reflexão sobre a nossa comunidade paroquial?
2.      Que atividades pastorais e estruturais precisam ser revisadas?
3.      Em que aspectos já estamos vivendo a conversão pastoral?
4.      Como a nossa paróquia pode tornar-se comunidade de comunidades?
5.      O que precisamos assumir para sermos uma paróquia missionária?

 

 

Pe. Nei de Oliveira Preto

Itatiba, 10 de julho de 2015