segunda-feira, 29 de junho de 2015

O bom combate ...


Os apóstolos Pedro e Paulo tiveram o mesmo propósito de vida e chegaram e um mesmo fim, isto é, o martírio, por causa de Jesus Cristo. Pedro, natural de Betsaida na Palestina, morreu pregado numa cruz de cabeça para baixo, e Paulo, de Tarso na Turquia, foi decapitado. Esses dois fatos aconteceram na cidade de Roma, onde estão sepultados em basílicas diferentes.

Os dois apóstolos são considerados colunas ou alicerces vivos do edifício espiritual da Igreja. Cristo disse a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mt 16,18). Paulo de Tarso foi o grande missionário e comunicador da Palavra de Deus: “Homens de Israel e vós que temeis a Deus, escutai!” (At 13,16). Eles representam a instituição Igreja e sua missão no mundo.

Em vista disto, todo bispo diocesano tem a obrigação de ir a Roma, normalmente de cinco em cinco anos, para rezar uma missa na sepultura de Pedro, e outra, na de Paulo, pedindo pela sua diocese. É como estar buscando água na fonte, renovando os compromissos da Igreja diocesana a ele confiada.

Em culturas e tempos diferentes, o projeto de Deus tem que ser assumido com novo dinamismo, como opção de vida, superando o comodismo. O verdadeiro conhecimento e a prática da vida de Jesus passam pelo testemunho dos apóstolos. Só compreendemos quem é Jesus, compreendendo o real sentido de sua mensagem.

Com todas as fragilidades de uma instituição, a Igreja continua o bom combate enfrentando os ventos contrários ao bem comum e à dignidade da pessoa humana. Por isso, além do empenho a favor da família, o papa Francisco está preocupado com o meio ambiente, oferecendo uma reflexão contida na Encíclica “Laudato Si”, sobre o cuidado com a casa comum.

“Louvado seja, meu Senhor” é um grito contra a violência que está no coração das pessoas, violentando a natureza, fazendo-a gemer como que em dores de parto (Rm 8,22). Existe um clamor contra o mal e os abusos destruidores da casa, que é de todos nós.

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba.
Fonte: Catequese e Bíblia

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Encontro Formativo de Catequistas de adolescentes e jovens e Líderes Jovens


 
A Pastoral da Juventude (PJ) e a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética (AB-C) fizeram uma parceria com o objetivo de dar uma melhor qualidade ao desafiante trabalho evangelizador dos adolescentes e jovens da Diocese de Santos. Por isso, na tarde do sábado, dia 20 de junho, foi realizado na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Santos, o Encontro Formativo de Catequistas de adolescentes e jovens e Líderes Jovens. Estavam presentes cerca de cem pessoas vindas de todas as Regiões Pastorais da nossa Diocese de Santos.
 
 
Contou também com a significativa presença do Bispo Diocesano, Dom Tarcísio Scaramussa, que levou a todos palavras de encorajamento e de incentivo, que foram acolhidas com muito entusiasmo e alegria pelos presentes.

 
 
 

Este Encontro Formativo é o ponto alto de um trabalho iniciado meses atrás, quando foi realizada uma pesquisa nos grupos de jovens e com catequistas de adolescentes e jovens (que erroneamente são conhecidos como catequistas de crisma). Em seguida todos eles foram convocados para reuniões por cidades onde puderam manifestar esperanças e dificuldades em sua missão. A partir dessas dificuldades apontadas pelas bases foram tabulados os dados levantados e utilizados para a montagem deste Encontro Formativo.

Após uma Introdução que colocou em evidencia as falhas encontradas na evangelização de nossos adolescentes e jovens, o Encontro foi dividido em 3 Momentos:



1) O Processo da Iniciação à Vida Cristã em geral e mais especificamente de adolescentes e jovens;
2) A PJ e a parceria com a AB-C em vista de uma evangelização mais eficaz da juventude;
3) A importância da Comunidade na realização da Iniciação à Vida Cristã dos adolescentes e jovens. Em seguida foram feitos trabalhos em grupos, por cidades, para que fossem levantados passos concretos para as futuras ações.


 Agradecemos a todos que estiveram presentes, especialmente ao Padre Toninho que sempre tem as portas abertas para ceder as dependências de sua Paróquia e também ao Padre Samuel, da Paróquia São José, que está assumindo a Assessoria da Comissão Juventude da Diocese e fez questão de participar desta formação.

 
 
Como é bom podermos trabalhar quando as pessoas estão envolvidas dando o seu melhor e querendo acertar o passo.

Katia Gonçalves Esteves

Secretária da Comissão AB-C
Fonte das fotos: Diocese de Santos - Katia Esteves

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Preocupação Pertinente - Ideologia de Gênero

Parece que o mundo está no caos. Existem muitas ondas se lançando fortemente contra o barco, que pode perder o equilíbrio e afundar, provocar grande desastre e com consequências incorrigíveis. Muitos estão perdendo o rumo e matando muita gente. Isso está acontecendo no mundo da educação, com decisões que causam preocupações aos pais e educadores conscientes de sua missão.
As Diretrizes de Educação, votadas no legislativo, precisam levar em conta a visão integral da pessoa, que está fundamentada em valores humanos, éticos e cristãos. Isto faz parte da identidade histórica do povo brasileiro e está enraizado na vida dos pais como primeiros educadores dos seus filhos. Muitos deles se sentem afrontados diante de atitudes contrárias aos seus costumes.
Na elaboração de Planos Municipais e Estaduais de Educação que, no momento, estão tramitando nas Câmaras de Vereadores, os temas deveriam ser discutidos pelos primeiros interessados, que são os pais. São eles que deveriam decidir o modelo de educação que querem para os filhos. Não simplesmente normas de imposição, sem passar por uma audiência ou conferência pública de discussão.
Fala-se muito hoje na ideologia de gênero. Ela diz que a identidade sexual de homem e mulher deve ser resultado de um processo educacional e cultural e de escolha pessoal. Isto significa excluir a identidade biológica e a natureza de cada ser humano. Certamente não medimos as consequências que isto pode trazer para as futuras gerações, desqualificando o nível dos relacionamentos.
Não sabemos como os senhores vereadores estão refletindo sobre isto. O peso de responsabilidade ética e moral recai sobre quem toma decisão por aquilo que fere a identidade mesma do ser humano. Digo isto para alertar que a matéria é grave e depende de amplo conhecimento para tomar decisões e suas consequências.
Aos prefeitos, vereadores e demais cristãos que atuam no campo de decisões e de profissão no campo da educação e áreas afins, que não se omitam nos processos de definição de planos educacionais, não deixando de preservar os valores da fé cristã, essenciais para uma sadia conduta de vida.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.
 
Nota na integra divulgada pela CNBB.
 
 
No contexto dos debates e votações acerca dos Planos Municipais de Educação, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília (DF), entre 16 e 18 de junho, aprovou e divulgou nota a respeito da inclusão da ideologia de gênero nos textos em discussão. Para os bispos, a proposta de universalização do ensino e o esforço do Estado em estabelecer a inclusão social como eixo orientador da educação merecem "apoio e consideração". Por outro lado, "a introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias", diz a nota. Leia a nota na íntegra: 

  Nota da CNBB sobre a inclusão da ideologia de gênero nos Planos de Educação
“Homem e mulher ele os criou” (Gn 1,27)
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília, nos dias 16 a 18 de junho, manifesta seu reconhecimento pelo importante trabalho de elaboração dos Planos Estaduais e Municipais de Educação em desenvolvimento em todos os estados e municípios brasileiros para o próximo decênio. A proposta de universalização do ensino e o esforço de estabelecer a inclusão social como eixo orientador da educação merecem nosso apoio e consideração ao apontar para a construção de uma sociedade onde todas as pessoas sejam respeitadas.
A tentativa de inclusão da ideologia de gênero nos Planos Estaduais e Municipais de Educação contraria o Plano Nacional de Educação, aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional, que rejeitou tal expressão. Pretender que a identidade sexual seja uma construção eminentemente cultural, com a consequente escolha pessoal, como propõe a ideologia de gênero, não é caminho para combater a discriminação das pessoas por causa de sua orientação sexual.
O pressuposto antropológico de uma visão integral do ser humano, fundamentada nos valores humanos e éticos, identidade histórica do povo brasileiro, é que deve nortear os Planos de Educação. A ideologia de gênero vai no caminho oposto e desconstrói o conceito de família, que tem seu fundamento na união estável entre homem e mulher.
 A introdução dessa ideologia na prática pedagógica das escolas trará consequências desastrosas para a vida das crianças e das famílias. O mais grave é que se quer introduzir esta proposta de forma silenciosa nos Planos Municipais de Educação, sem que os maiores interessados, que são os pais e educadores, tenham sido chamados para discuti-la. A ausência da sociedade civil na discussão sobre o modelo de educação a ser adotado fere o direito das famílias de definir as bases e as diretrizes da educação que desejam para seus filhos.
A CNBB reafirma o compromisso da Igreja em se somar aos que combatem todo tipo de discriminação a fim de que tenhamos uma sociedade sempre mais fraterna e solidária. Confia que a sociedade e o Estado cumpram seu direito e dever de oferecer a toda pessoa os meios necessários para uma educação livre e autêntica (cf. CNBB - Doc. 47, n. 73). Reafirma também o papel insubstituível dos pais na educação de seus filhos e primeiros responsáveis por introduzi-los na vida em sociedade.
Agradecemos a tantos que têm se empenhado na defesa de uma educação de qualidade no Brasil, opondo-se até mesmo a excessos do Estado que, muitas vezes, se sobrepõe ao papel dos pais e da família. A estes exortamos a que, juntamente com educadores e associações de famílias, assumam sua tarefa de protagonistas na educação dos filhos.
 Que Deus inspire os legisladores na responsabilidade que têm nesse momento e anime os educadores na nobre e sublime tarefa de colaborar com os pais em sua missão de educar.
Brasília, 18 de junho de 2015.
 
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB
 
Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia- BA
 Vice-presidente da CNBB
 
 Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário Geral da CNBB
 
 
 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

ENCONTRO DIOCESANO DE CATEQUISTAS DE ADOLESCENTES, JOVENS E COORDENADORES DE GRUPOS E MOVEMENTOS JOVENS

 
 
 
Encontro Formativo para catequistas de Adolescente, jovens, e lideres de grupos de jovens. Participem, não necessita de inscrição.
 
 
Sábado dia 20 de junho a partir das 14hs até as 17hs na paróquia Sagrado Coração de Jesus - Santos/SP
 

 
 
 
Participem, sua presença é muito importante!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Artigo de junho de 2015 - Pe. Luís Gonzaga Bolinelli


Para que o Reino de Deus aconteça


A verdadeira evangelização e catequese está preocupada em ajudar as pessoas a serem capazes de transformar esse mundo para que o Reino de Deus aconteça. Afinal, por causa de nossa fé em Jesus Cristo, não passamos a viver num mundo a parte, mas continuamos a fazer parte dessa sociedade onde temos que testemunhar os valores em que acreditamos, deixando-nos guiar sempre pelos critérios do Evangelho, com aquela contínua preocupação de oferecer a misericórdia divina a todos.
Como nos lembra o Texto Base da Campanha da Fraternidade deste ano, “A Igreja, partindo de Jesus Cristo, propõe-se a servir, no contexto desafiador da sociedade atual, com uma mensagem salvadora que cura feridas, ilumina e descortina um horizonte para além dessas realidades. Ao chegar ao coração de cada homem e de cada mulher, a Boa Nova e a esperança da Ressurreição podem mostrar-lhes quanto são amados por Deus e capazes de contribuir para criar uma nova e renovada humanidade”. Cabe ao discípulo missionário de Jesus Cristo ajudar cada pessoa a conhecer e acolher Jesus com sua proposta de vida nova. A partir daí, cada um tem sua liberdade para aceitar essa proposta e fazê-la crescer e frutificar ou simplesmente ignorá-la.
Seria tão bom se todos aceitassem essa proposta e produzissem frutos, não é mesmo? Mas nem sempre é assim... Que a gente nunca se iluda: é impossível acolher ou mesmo viver a fé em nome ou no lugar de outra pessoa. Cada um tem sua responsabilidade em deixar a graça de Deus agir em sua vida. Em todo o caso, como nos lembra o recém-lançado documento “Itinerário Catequético”, precisamos lembrar sempre que permanecem “as necessidades de favorecermos e despertarmos à conversão; de promovermos e fortalecermos as atitudes de fé; de fazermos conhecer a mensagem cristã; e de educarmos ao agir cristão”. Afinal, a liberdade da pessoa, não tira nosso dever de continuamente propor e repropor a vida nova em Jesus Cristo.
Muitas vezes, pelo fato de não vermos imediatamente os resultados esperados, bate aquele desânimo e a sensação de estar perdendo tempo, de estar trabalhado em vão, de achar que talvez não valha a pena tanto esforço para evangelizar esse mundo tão marcado por exclusões e falta de perspectiva de vida digna para tanta gente, por causa da ganância de alguns e maldade e violência de tantos... Nessas horas, a grande tentação é a de abandonar tudo... Mas será que nossas atitudes cristãs são realmente gestos tão insignificantes assim? Temos que reconhecer que os mais variados gestos que conseguimos realizar, mesmo pequenos e quase insignificantes, pelo fato de estarem em sintonia com o projeto de Deus, têm a capacidade de crescer, se fortalecer e produzir os frutos que ele deseja.

Aprofundamento a partir da Palavra de Deus: No 11º Domingo do Tempo Comum a liturgia nos propõe o seguinte texto bíblico: Mc 4,26-34. Convido você a lê-lo com calma, prestar atenção e responder: Meu trabalho evangelizador é em vista da transformação desse mundo? Sei respeitar a liberdade e a capacidade da outra pessoa em acolher a proposta evangelizadora que estou fazendo? Sei reconhecer os frutos que vão aparecendo nas pessoas e sociedade de hoje? O que tenho feito para superar os desânimos por não ver os resultados imediatos que espero?

AGENDA
Ø  Encontro Diocesano de Catequistas de Adolescentes e Jovens e Líderes de Grupos de Jovens, em parceria com a Pastoral da Juventude:
ü  Dia 20 de junho de 2015, das 14h às 17h: na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Santos.
Ø  Mídias de nossa Comissão: visite e entre em contato!


Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C

quinta-feira, 4 de junho de 2015

A FESTA DE CORPUS CHRISTI

A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a bula Transiturus de hocmundo de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado.

Por solicitação do papa Urbano IV, que, na época, governava a Igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus de hoc mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.

Para um maior esplendor da solenidade, desejava Urbano IV um Ofício para ser cantado durante a celebração. O Ofício escolhido foi composto por São Tomás de Aquino, cujo título era Lauda Sion (Louva Sião). Este cântico permanece até a atualidade nas celebrações de Corpus Christi. A festa de Corpus Christi foi decretada em 1269.

A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: "Este é o meu corpo... isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim". Segundo Santo Agostinho, é um memorial de imenso benefício para os fiéis, deixado nas formas visíveis do pão e do vinho. Porque a Eucaristia foi celebrada pela primeira vez na Quinta-feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o vinho sangue de Jesus Cristo, em toda Santa Missa, mesmo que esta transformação da matéria não seja visível.



Corpus Christi é celebrado 60 dias após a Páscoa, podendo cair, assim, entre as datas de 21 de maio e 24 de junho.



A procissão de Corpus Christi lembra a caminhada do povo de Deus, peregrino, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no deserto. Com a instituição da eucaristia o povo é alimentado com o próprio corpo de Cristo.

(Fonte: Divulgação)


MENSAGEM DE DOM TARCÍSIO SCARAMUSSA,SDB, BISPO DIOCESANO DE SANTOS PARA A FESTA DE CORPUS CHRISTI 2015.



MENSAGEM DE DOM TARCÍSIO SCARAMUSSA,SDB, BISPO DIOCESANO DE SANTOS PARA A FESTA DE CORPUS CHRISTI 2015.
MENSAGEM DE DOM TARCÍSIO SCARAMUSSA,SDB, BISPO DIOCESANO DE SANTOS PARA A FESTA DE CORPUS CHRISTI 2015.
Posted by Diocese De Santos Dcs on Sexta, 29 de maio de 2015