domingo, 29 de junho de 2014

A pedra que edifica e defende a paz e a unidade.


Neste domingo celebramos a Solenidade martirial dos Apóstolos São Pedro e São   Paulo, alicerces e fundamentos da Igreja de Cristo. São os dois olhos e pulmões da comunidade eclesial, constituindo os batimentos do coração do Corpo de Cristo, um que atrai e unifica, outro que impulsiona e vai ao encontro dos povos e nações.

São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, Vigário de Cristo, ponte e Pastor Universal, exerceu como Bispo de Roma o ministério petrino, o papado, para manter reunidos num só povo os seguidores de Cristo, a comunidade da nova Aliança.

Sua liderança e carisma guardam na verdadeira fé, aos fiéis ajudando-os e encorajando-os na firmeza e no testemunho. Como trata-se de um elemento de direito divino, isto é, querido e instituído pelo próprio Jesus Cristo o ministério é permanente e passado para os sucessores de Pedro, os Papas que ao longo da caminhada da Igreja guiaram a sua barca. É reconfortante vivenciar que Jesus não nos deixou órfãos, mas somos constantemente protegidos e edificados, por uma paternidade comum e diligente, um timoneiro experiente que com a bússola infalível do Espírito Santo, vai navegando sempre para águas mais profundas até chegarmos ao porto seguro do Pai. São Paulo, o Apóstolo dos Gentios, teve a missão de alavancar a Igreja de Cristo rumo as culturas e civilizações existentes, como homem cosmopolita que era conseguiu derrubar os obstáculos e amarras que impediam a inculturação da fé e a expansão do Reino.

Um apaixonado por Cristo que como instrumento e servo do Senhor plantou e gerou comunidades dinâmicas e missionárias, que com a força do Espírito Santo em pouco tempo se multiplicaram alcançando as dimensões do Império Romano. Ele nos anima neste processo de sermos uma Igreja em saída como quer o Papa Francisco, modelo dos evangelizadores com Espírito, em diálogo com as culturas, servidores daqueles que foram considerados como dizia Paulo, lixo para o mundo, os pobres e excluídos.

Os dois São Pedro e São Paulo chegaram juntos ao martírio, a vitória da fé, semeando e vitalizando com seu sangue e sua páscoa, o Povo de Deus e a humanidade inteira que vê no doce rosto de Cristo na Terra como Santa Catarina de Sena chamava o Papa, a esperança, a paz e o chamado a unidade perfeita.

Deus seja louvado!

 

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)

 
 

Homilia do Papa Francisco

Irmãos bispos, de que temos nós medo? Porquê? Onde pomos a nossa  segurança? - Papa, na Missa de São Pedro e São Paulo, confere o pálio a 24 arcebispos metropolitas.


O Papa Francisco preside na manhã deste domingo 29 de junho, na basílica de São Pedro, à Missa da solenidade de São Pedro e São Paulo, com a imposição a 24 arcebispos provenientes de todo o mundo do “pálio”, insígnia litúrgica símbolo da respetiva dignidade e jurisdição, a exercer em comunhão com o Papa e a Igreja de Roma. A celebração teve início às 9h30.
Segundo a tradição, está presente uma Delegação do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla. Também o Patriarcado de Moscovo está de algum modo representado pelo respetivo Coro Sinodal, que neste sábado à tarde, na Capela Sistina, animou um concerto espiritual, conjuntamente com o coro da Capela Sistina, que colabora também na celebração deste domingo.
Na homilia, partindo da primeira Leitura, dos Atos dos Apóstolos, que refere a experiência de Pedro, libertado da cadeia por intervenção do Senhor, o Papa Francisco insistiu na questão do medo e na busca de refúgios e proteções.
Pedro verifica que lhe caiem as cadeias que o prendiam e que a porta da prisão se abre sozinha. Pedro dá-se conta de que o Senhor o «arrancou das mãos de Herodes».
dá-se conta de que Deus o libertou do medo e das cadeias. Sim, o Senhor liberta-nos de todo o medo e de todas as cadeias, para podermos ser verdadeiramente livres.

Este fato – comentou o Papa - aparece bem expresso nas palavras do refrão do Salmo Responsorial: «O Senhor libertou-me de todos os medos».


Aqui está um problema que nos toca: o problema do medo e dos refúgios pastorais. Pergunto-me: Nós, amados Irmãos Bispos, temos medo? De que é que temos medo? E, se o temos, que refúgios procuramos, na nossa vida pastoral, para nos pormos a seguro?

Procuramos porventura o apoio daqueles que têm poder neste mundo? – interrogou-se o Papa. Ou deixamo-nos enganar pelo orgulho que procura compensações e agradecimentos, parecendo-nos estar seguros com isso?
Caros irmãos bispos: Onde pomos a nossa segurança? O testemunho do apóstolo Pedro lembra-nos que o nosso verdadeiro refúgio é a confiança em Deus: esta afasta todo o medo e torna-nos livres de toda a escravidão e de qualquer tentação mundana.


O exemplo de São Pedro desafia-nos a verificar a nossa confiança no Senhor – observou o Papa, que prosseguiu comentando o Evangelho segundo S. João em que Jesus por três vezes interpela o primeiro dos Apóstolos perguntando-lhe se o ama deveras. E confirma-o na missão de pastor do seu rebanho.
E aqui desaparece o medo, a insegurança, a covardia. Pedro experimentou que a fidelidade de Deus é maior do que as nossas infidelidades, e mais forte do que as nossas negações. Dá-se conta de que a fidelidade do Senhor afasta os nossos medos e ultrapassa toda a imaginação humana.
Jesus conhece os nossos medos e as nossas fadigas – prosseguiu o Papa. E é por isso que também a nós pergunta se o amamos mesmo. E Pedro indica-nos o caminho: fiarmo-nos d’Ele, que «sabe tudo» de nós, confiando, não na nossa capacidade de Lhe ser fiel, mas na sua inabalável fidelidade.
Jesus nunca nos abandona, porque não pode negar-Se a Si mesmo. Ele é fiel. A fidelidade que Deus, sem cessar, nos confirma também a nós, Pastores, independentemente dos nossos méritos, é a fonte de nossa confiança e da nossa paz.
A concluir, o Santo Padre comentou ainda o final do episódio do evangelho. Perante a pergunta de Pedro sobre o que vai ser de João, Jesus responde simplesmente: “Que tens tu a ver com isso. Segue-me!”


Esta experiência de Pedro encerra uma mensagem importante também para nós, amados irmãos Arcebispos. Hoje, o Senhor repete a mim, a vós e a todos os Pastores: Segue-Me! Não percas tempo em questões ou conversas inúteis; não te detenhas nas coisas secundárias, mas fixa-te no essencial e segue-Me.
Na oração dos fiéis, a assembleia rezou-se em diversas línguas por variadas intenções: pela Igreja assente na rocha de Pedro (em russo), pelos novos arcebispos metropolitas (português), por todos os povos da terra e seus governantes (chinês), pelas pessoas pobres, solitárias ou idosas (francês) e pelos cristãos em geral (em língua iorubá, que se fala numa parte da Nigéria).
A bênção e imposição do pálio, faixa de lã branca com seis cruzes pretas de seda, teve lugar logo no princípio da celebração. Cada arcebispo, nomeado nos últimos 12 meses, profere um juramento no qual se compromete a ser “sempre fiel e obediente” à Igreja Católica, ao Papa e aos seus sucessores. Dos 24 arcebispos que receberam do Papa o pálio, os únicos lusófonos eram dois brasileiros. Quatro os arcebispos africanos presentes desta vez em São Pedro, provenientes da Nigéria, Malawi, Madagáscar e Tanzânia. Outros três arcebispos vão receber a insígnia nas suas respectivas sedes episcopais, por não se poderem deslocar ao Vaticano. O pálio é feito com a lã de dois cordeiros brancos benzidos pelo Papa na memória litúrgica de Santa Inês, a 21 de janeiro, todos os anos.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sagrado Coração de Jesus



Na Solenidade do Sagrado Coraçao de Jesus, o Santo Padre convida os cristãos a rezarem pelos sacerdotes.

Este ano o tema da mensagem do Santo Padre para a data foi a Misericórdia.






Foto: Bispo Diocesano Dom Jacyr Francisco Braido


                                                   






                                                                                                  Clero, Diáconos,
                                                                                        Seminaristas e leigos/as.

Na Diocese de Santos, a Hora Santa é realizada na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Santos /SP.
A solenidade foi coordenada pelo Seminário Diocesano S. José, e reúne o clero, bispo, religiosas e leigos das comunidades. 


Esteve presente
Pe. Luís Gonzaga Bolinelli
Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C

 Fonte: Diocese de Santos

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Reunião Ampliada da Comissão AB-C da Diocese de Santos - 25 de junho 2014.

Espiritualidade realizada:

Jesus  Cristo, o Centro da Catequese
 
1- Acolhida
Dirigente: Sejam todos bem vindos, sintam-se fraternalmente abraçados pelo amor de Cristo. È sempre uma alegria estarmos todos juntos. Iniciemos nosso encontro em nome da Santíssima Trindade. 
Todos: Em nome Pai do Filho e do Espírito Santo.
Dirigente: Que a Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam conosco.
Todos: Bendito seja Deus nos reuniu no amor de Cristo.
 
Dirigente: O amor de Jesus Cristo nos reúne, gera comunhão e fortalece a comunidade. Jesus Cristo é a base, o centro e o ápice da evangelização, da catequese, da espiritualidade e da mensagem cristã.
Todos: Estamos aqui reunidos para celebrar os mistérios de Jesus Cristo no exercício do mistério catequético.
Leitor 1: Jesus sempre deve estar no centro da proclamação da mensagem catequética. Jesus Cristo é a “massa do bolo” na transmissão da fé cristã.
Leitor 2: Mas, primeiramente, é importante sabermos que a catequese não se reduz aos encontros de catequese. Não  é um ato pontual, limitado, que começa e termina em si mesmo. 
Todos: Catequese é um processo, um itinerário, um caminho rumo á maturidade da fé; é uma educação permanente da fé.
Leitor 3: Portanto, a transmissão da fé Cristã é o anúncio de Jesus Cristo, para levar à fé nele. Desde o começo, os primeiros discípulos ardiam do desejo de anunciar Cristo: “pois não podemos, nós, deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos (At 4,20). 
Palavra de Deus - Leitor: Lucas 24,13-35
Reflexão:
1- Caminhamos com o Mestre? Deixamos Jesus tornar-se próximo de nós e a escutar nossas lamentações e dores?
2- A palavra de Deus ecoa diariamente em nossos corações?
3- Tenho uma vida de oração com a Sagrada Escritura?
4- “Ao partir o pão, eles o reconheceram e retornaram ao caminho”. Valorizamos a Eucaristia? Participamos verdadeiramente da Santa Missa?
 
Aprofundamento:
Dirigente: A tarefa fundamental da vida e missão da Igreja é o testemunho e o anúncio do Reino de Deus.
Todos: O testemunho e o anúncio do Reino de Deus geram novos discípulos, novos  evangelizadores,  novos profetas para a nossa sociedade.
Leitor 4: Sendo assim  a catequese deve ser conduzida e iluminada por esta missão que Jesus confiou à Igreja: “fazer discípulos”. A catequese não deve ser concebida quase exclusivamente em vista dos sacramentos.
Todos: A catequese deve ser concebida como um itinerário de adesão à Pessoa e à mensagem de Jesus Cristo.
Leitor 5: “Ide e fazei discípulos” (Mt 28,19). Com estas palavras Jesus envia os seus discípulos para anunciar a Boa-Nova ao mundo. Eles representavam um pequeno grupo de testemunhas de Jesus de Nazaré.
Todos: Esta é a natureza e a tarefa do ministério catequético: anunciar a Boa-Nova.
Leitor 6: No centro da catequese encontramos por excelência a pessoa de Jesus de Nazaré, Filho único do Pai, que sofreu, morreu, ressuscitou e vive conosco para sempre.
Todos: Catequizar é desvendar na pessoa de Cristo todo o desígnio eterno de Deus que nela se realiza. É procurar compreender o significado dos gestos e das palavras de Cristo e dos sinais realizados por Ele (CIC 426).
Leitor 7: Jesus Cristo é nossa razão de ser, origem de nosso agir, motivo de nosso pensar  e sentir. Jesus Cristo  é o centro da vida e missão da Igreja.
Todos: Uma catequese Cristocêntrica conduz ao encantamento pela Palavra de Deus. Portanto a catequese conduz  ao núcleo central do Evangelho: a conversão, ao seguimento e a opção por Jesus Cristo e sua missão.
Leitor 8: “A Finalidade definitiva da catequese é levar à comunhão com Jesus Cristo: só ele  pode conduzir  ao amor do Pai no Espírito santo e fazer-nos participar  da vida na Santíssima Trindade” 
Todos: O centro da catequese é, pois, a pessoa de Jesus Cristo, revelador de Deus Trindade.
Leitor 9: Trata-se, portanto, de um “cristocentrismo essencialmente trinitário” (DGC 99). Transmitir a verdade de Cristo é transmitir o próprio Cristo, Isto é transmitir os mistérios do Deus Trino.
Todos: O coração da catequese é Jesus. Somente numa profunda comunhão com Ele é que cumprimos nossa missão de discípulos  e servidores do Reino de Deus.
 
Espiritualidade Conclusiva
Dirigente: A vida de Jesus era uma oração permanente. A Sua maneira de pedir revela sua profunda união com o Pai. Façamos ao senhor preces orantes, pela ação evangelizadora da Igreja, seus catequistas, catecúmenos, catequizandos e familiares.  
Leitor 10: Pelo papa Francisco, por nosso Bispo Jacyr, pelos presbíteros, diáconos e leigos, para que impulsionados pela Palavra e pela Eucaristia  comuniquem  o Evangelho com ardor  e entusiasmo, rezemos
Todos: Ajuda-nos, Senhor a viver os mistérios de Jesus Cristo.
Leitor 11: Para que nossas comunidades paroquiais sejam comunidades que vivam, celebrem e testemunhem a fé, possibilitando a todos o encontro com Jesus Cristo, rezemos.
Todos: Ajuda-nos, Senhor a viver os mistérios de Jesus Cristo.
Leitor 12: Que todos os que exercem o ministério catequético sejam verdadeiras testemunhas do discipulado e do seguimento de Jesus Cristo na fé, na esperança e na caridade, rezemos.
Todos: Ajuda-nos, Senhor a viver os mistérios de Jesus Cristo.
Dirigente: Jesus Cristo é o fundamento de toda atividade catequética e evangelizadora. Que possamos buscar sempre mais o conhecimento e a experiência com a pessoa de Jesus Cristo.
Gesto concreto: Fica aqui o convite, para conversarem, com os catequistas Coordenadores Paroquiais de suas Regiões, buscando saber como eles descobriram o seu chamado.
Dirigente: Pai Nosso e Ave Maria
Todos: Senhor, iluminados por vossa Palavra e amparados pela comunidade, tornai-nos sensíveis às necessidades e sofrimentos de nossos irmãos e irmãs. Inspirai-nos gestos de solidariedade. Jesus Cristo, Filho de Deus, vos  agradecemos pela  benevolência  e serenidade que conduzistes esta nossa reunião. Nós vos pedimos, Senhor, que possamos percorrer o caminho que ainda  falta até participarmos plenamente de vossa vida. Amém.
Benção Final


 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Festa de São João Batista


A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido o "precursor" de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda.
Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento.
Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus.
Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. Depois disso,Maria foi visitar Isabel.
"Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite ?'" (Lc 1:41-43). Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.
Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência - que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: "Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo". João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida.
A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: "Eu não sou o Cristo" (Jo 3, 28) e "não sou digno de desatar a correia de sua sandália". (Jo 1,27). Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29).
João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?" (Mt 3:14). Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado por seus discípulos.
Oração a São João Batista
Ó glorioso São João Batista/ que tiveste a honra de ser o precursor do Salvador,/ anunciando a sua vinda/ e pregando a penitência, / dai-nos a graça de sermos penitentes/ e coragem para anunciar Jesus Cristo/ aos nossos irmãos que não o conhecem/ e não o amam.
Ó São João Batista,/ grande profeta do Antigo e do Novo Testamento,/ ajudai-nos a sermos profetas nos dias de hoje, / anunciando a verdade/ e denunciando o pecado.
Ó grande Santo,/ que recebestes o elogio de Nosso Senhor/ de ser o maior entre os nascidos de mulher, / socorrei-nos em nossas fraquezas,/ ajudai-nos em nossas necessidades/ intercedendo por nós a Deus (pede-se a graça).
Gratos na terra por vossa poderosa intercessão, / propagaremos o vosso culto/e salvos no céu/ cantaremos eternamente convosco/ os louvores da Santíssima Trindade./ Amém.
Hino de São João Batista
Nas margens do grande Jordão caminhavas,
Vestido de pobre ó nobre São João.
Teus passos bem graves, teu rosto sereno,
Chamado por Deus à mais alta missão.
“Eis o Cordeiro de Deus” exclamavas,
Eis o que vem os pecados tirar.
Nós te saudamos ó nobre Batista.
Pois tu o Messias vieste anunciar.
Brilhou cintilante uma luz entre as trevas
O mundo não quis receber esta luz.
Com santas palavras e dignos exemplos,
Mostrastes que a luz era o próprio Jesus.
No meio das trevas do mundo moderno,
A todos ó guia com amor paternal.
Ampara-nos sempre nas horas difíceis,
Defende-nos contra os contágios do mal.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Solenidade de “Corpus Christi”.

 
Neste dia 19 de Junho, celebraremos a solenidade de “Corpus Christi”. A expressão latina “Corpus Christi” tão utilizada nesta ocasião significa Corpo de Cristo. É uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia. É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte de Pentecostes. É uma festa de preceito, isto é, devemos participar da celebração da Missa neste dia.
Em nossa Diocese o tema que nos norteou nesses dias foi “Eucaristia e Caridade”, com o lema “Dá-lhe vós mesmos de comer” (Mt 14, 16b). Além de atualizar o “ano da caridade” nos impulsiona para anunciarmos o Senhor Jesus em trabalhos missionários e, ao mesmo tempo, estarmos comprometidos com um mundo mais justo e fraterno. A assistência e promoção social unida às justas reinvindicações são compromissos fraternos de todo cristão neste mundo tão injusto e desigual. Durante a procissão recolhemos alimentos não perecíveis como sinais de que, alimentados pelo Pão do Céu, partilhamos também o pão de cada dia para os irmãos e irmãs.
A procissão pelas vias públicas atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (Cân. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, “para testemunhar publicamente a veneração para com Santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo de Sangue de Cristo”.
É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (Cân. 395 SS3). Em muitas cidades portuguesas e brasileiras é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas cidades históricas, que se revestem de práticas antigas e tradicionais e que são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.
A origem da solenidade do Corpo e sangue de Cristo remonta ao século Xlll. Esta solenidade litúrgica foi Instituída pelo Papa Urbano IV(1262-1264), através da bula “transiturus”, de 11 de Agosto de 1264, para ser celebrada na Quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. Urbano IV, antes de ser escolhido Papa, foi Cônego de Liége (Bélgica) e se chamava Tiago Pantaleão de Troyes, o mesmo que recebeu o segredo das visões da Freira Juliana de Liége, que pedia uma festa da eucaristia no calendário litúrgico. Esta solenidade entra no calendário litúrgico da Igreja para evidenciar e enfatizar a presença real do Senhor Jesus no pão e no cálice consagrados. Conta à história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, muito piedoso e zeloso pastoralmente, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença real de Cristo no pão consagrado.
Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos Apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o dom da fé. Ao passar por Bolsena (Italia), enquanto celebrava a Santa missa, foi novamente acometido pela dúvida. Na hora da consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: A sagrada hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal (pano branco no qual é colocado as sagradas espécies consagradas), o sanguíneo (paninho de limpar o cálice) e a toalha do altar. Por solicitação do Papa Urbano IV, os objetos milagrosos foram para Orvieto em solene procissão. Esta foi a primeira procissão. Em 11 de Agosto de 1264, o Papa lançou de Orvieto para o mundo Católico o preceito de uma festa solene em honra do corpo e sangue do Senhor.
A festa de “Corpus Christi”, é um convite para uma meditação sobre o valor e a importância da Eucaristia em nossa vida. A Eucaristia é um dos sete Sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: “Este é o meu Corpo... Este é o cálice do meu Sangue... fazei isto em memória de mim” (Mt 26,26). Quem pediu que nós ao longo dos tempos e da história celebrássemos s Eucaristia foi o próprio Cristo. A Igreja católica cumpre este mandato até hoje, para perpetuar a presença salvadora de Jesus na história. O texto bíblico mais evidente e claro sobre a doutrina da Eucaristia é o capítulo 6 de São João. Todo ele é um discurso eucarístico de Jesus que disse “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,56). A Eucaristia é a realização da promessa de Jesus que disse: “Eis que estarei convosco até a consumação dos séculos”(Mt 28).
Santo Tomás de Aquino afirmou “Nenhum outro sacramento é mais salutar do que a eucaristia. Pois, nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais. A Eucaristia é o memorial perene da paixão de Cristo, o cumprimento perfeito das figuras da antiga aliança e o maior de todos os milagres que Cristo realizou” que a Eucaristia constitui o maior milagre realizado por Jesus neste mundo. A celebração de Corpus Christi consta de uma Missa, procissão e adoração ao santíssimo Sacramento. O destaque maior neste dia é a procissão com o Santíssimo, a qual recorda a caminhada do povo de Deus, como um povo peregrino neste mundo. No antigo testamento o povo foi alimentado pelo Maná, no deserto. Hoje, é alimentado com o próprio corpo e sangue de Cristo.
Jesus, Pão do céu e médico celeste que cura e liberta todos aqueles que o buscam. Só ele é capaz de preencher os nossos vazios existenciais e plenificar nossa vida. Façamos parte do seu discipulado! A vida cristã consiste em viver em Jesus Cristo, com Jesus Cristo e por Jesus Cristo neste mundo, ou seja, fazer da vida uma Eucaristia para os irmãos, como Fez o Senhor Jesus. Que o Senhor Jesus, visibilizado pelo dom celestial da Eucaristia, abençoe nossas famílias e todo o nosso povo brasileiro.
 

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

Fonte: CNBB

sábado, 14 de junho de 2014

Manhã de Espiritualidade - O Cristão Leigo e a Alegria do Evangelho.


A Comissão Diocesana dos Leigos, tendo como coordenadora Maria Helena Lambert e toda sua equipe, realizou neste sábado 14 de junho de 2014, no Colégio Stella Maris, uma Manhã de Espiritualidade, com o objetivo de motivar a missão evangelizadora de cada batizado. O documento utilizado foi a Exortação Apostólica o Evangelii Gaudium, papa Francisco. EG

A Espiritualidade foi administrada pelo Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C da Diocese de Santos. E a Animação Bíblica do tema foi baseada na Leitura Orante de Jo 3,16-18.

Contamos com a presença de muitos leigos de toda nossa Diocese e de membros da Comissão AB-C da Diocese de Santos.
 
Obrigado pela participação!
 
CODILEI e AB-C Diocese de Santos
 
Mais fotos : facebook   e  Blogger  
 






 
 
 
 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Manhã de Espiritualidade: “O Cristão Leigo e a Alegria do Evangelho”


A CODILEI (Comissão Diocesana para Leigos) da Diocese de Santos está promovendo uma Manhã de Espiritualidade para Leigos, com o Tema: “O Cristão Leigo e a Alegria do Evangelho”, cujo palestrante será o Pe. Luís Gonzaga Bolinelli – Assistente Eclesiástico da Comissão AB-C de nossa Diocese.

 
 
 
Local: Colégio Stella Maris

Endereço: Avenida Conselheiro Nébias,  n° 771- Boqueirão - Santos- SP

Data: Sábado, 14 de junho de 2014

Horário – 8h às 12:30min

 
 
Todos estão convidados!