sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

"Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro": a íntegra da Mensagem do Papa



 


Cidade do Vaticano (RV) - O Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais publicou a Mensagem do Santo Padre Francisco aos comunicadores, que comemoram seu patrono, São Francisco de Sales, em 24 de janeiro.





 A 48ª edição do Dia Mundial das Comunicações Sociais será em 1º de Junho de 2014 e terá como tema "Comunicação ao serviço de uma autêntica cultura do encontro". Leia a íntegra da mensagem:





"Queridos irmãos e irmãs,

Hoje vivemos num mundo que está a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais fácil fazer-se próximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunicação deixam-nos mais próximo, interligando-nos sempre mais, e a globalização faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divisões, e às vezes muito acentuadas. A nível global, vemos a distância escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a miséria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos já tão habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de múltiplas formas de exclusão, marginalização e pobreza, como também de conflitos para os quais convergem causas económicas, políticas, ideológicas e até mesmo, infelizmente, religiosas.

Neste mundo, os mass-media podem ajudar a sentir-nos mais próximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da família humana, que impele à solidariedade e a um compromisso sério para uma vida mais digna. Uma boa comunicação ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre nós, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem só podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferenças por meio de formas de diálogo, que nos permitam crescer na compreensão e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos não só a dar, mas também a receber de outros. Os mass-media podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunicação humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a internet pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus.

No entanto, existem aspectos problemáticos: a velocidade da informação supera a nossa capacidade de reflexão e discernimento, e não permite uma expressão equilibrada e correta de si mesmo. A variedade das opiniões expressas pode ser sentida como riqueza, mas é possível também fechar-se numa esfera de informações que correspondem apenas às nossas expectativas e às nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses políticos e económicos. O ambiente de comunicação pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contrário, desorientar-nos. O desejo de conexão digital pode acabar por nos isolar do nosso próximo, de quem está mais perto de nós. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas razões, não têm acesso aos meios de comunicação social corre o risco de ser excluído.

Estes limites são reais, mas não justificam uma rejeição dos mass-media; antes, recordam-nos que, em última análise, a comunicação é uma conquista mais humana que tecnológica. Portanto haverá alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreensão recíproca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer silêncio para escutar. Temos necessidade também de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que são diferentes de nós: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, não quando é simplesmente tolerada, mas quando sabe que é verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, então aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experiência humana tal como se manifesta nas várias culturas e tradições. Entretanto saberemos apreciar melhor também os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a visão do ser humano como pessoa, o matrimónio e a família, a distinção entre esfera religiosa e esfera política, os princípios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros.

Então, como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro? E – para nós, discípulos do Senhor – que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como é possível, apesar de todas as nossas limitações e pecados, ser verdadeiramente próximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba – isto é, um comunicador – pôs a Jesus: «E quem é o meu próximo?» (Lc 10, 29 ). Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunicação em termos de proximidade. Poderíamos traduzi-la assim: Como se manifesta a «proximidade» no uso dos meios de comunicação e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na parábola do bom samaritano, que é também uma parábola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se próximo. E o bom samaritano não só se faz próximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspectiva: não se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro. Por isso, comunicar significa tomar consciência de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunicação como «proximidade».

Quando a comunicação tem como fim predominante induzir ao consumo ou à manipulação das pessoas, encontramo-nos perante uma agressão violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na parábola. Naquele homem, o levita e o sacerdote não vêem um seu próximo, mas um estranho de quem era melhor manter a distância. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual. Hoje, corremos o risco de que alguns mass-media nos condicionem até ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso próximo real.

Não basta circular pelas «estradas» digitais, isto é, simplesmente estar conectados: é necessário que a conexão seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. Não podemos viver sozinhos, fechados em nós mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. Não são as estratégias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunicação. O próprio mundo dos mass-media não pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como é a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: não uma rede de fios, mas de pessoas humanas. A neutralidade dos mass-media é só aparente: só pode constituir um ponto de referimento quem comunica colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal é a própria raiz da fiabilidade dum comunicador. É por isso mesmo que o testemunho cristão pode, graças à rede, alcançar as periferias existenciais.

Tenho-o repetido já diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de auto-referencialidade, não hesito em preferir a primeira. E quando falo de estrada penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: é lá que as podemos, efectiva e afectivamente, alcançar. Entre estas estradas estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salvação ou uma esperança. Também graças à rede, pode a mensagem cristã viajar «até aos confins do mundo» (Act 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa também abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condição de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos nós capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunicação concorre para dar forma à vocação missionária de toda a Igreja, e as redes sociais são, hoje, um dos lugares onde viver esta vocação de redescobrir a beleza da fé, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunicação, é precisa uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o coração.

O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros «através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana (BENTO XVI, Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013). Pensemos no episódio dos discípulos de Emaús. É preciso saber-se inserir no diálogo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, dúvidas, esperanças, e oferecer-lhes o Evangelho, isto é, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte. O desafio requer profundidade, atenção à vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espaço ao seu ponto de vista, às suas propostas. Dialogar não significa renunciar às próprias ideias e tradições, mas à pretensão de que sejam únicas e absolutas.

Possa servir-nos de guia o ícone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunicação seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria. A nossa luminosidade não derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos próximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. Não tenhais medo de vos fazerdes cidadãos do ambiente digital. É importante a atenção e a presença da Igreja no mundo da comunicação, para dialogar com o homem de hoje e levá-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe pôr-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolução nos meios de comunicação e de informação são um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imaginação nova para transmitir aos outros a beleza de Deus".

Vaticano, 24 de Janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano 2014.


Texto e foto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/01/23/comunica%C3%A7%C3%A3o_ao_servi%C3%A7o_de_uma_aut%C3%AAntica_cultura_do_encontro:_a/bra-766490
do site da Rádio Vaticano



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

FORMAÇÃO PARA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014



CONVITE!
Tema: “Fraternidade e tráfico humano”

• Essa campanha é de extrema importância. Precisamos atingir todas as pessoas, inclusive as potenciais vítimas de tráfico, e necessitamos do apoio de todos. O desejo é de que tenhamos uma lei que puna o tráfico humano. Se essa lei funcionar em sua aplicação, imagine quantas vidas não serão salvas?

• Encontro de Formação para todas as Pastorais, Equipes da campanha nas paróquias, Igrejas irmãs, Educadores, Ong’s, Entidades, Universitários, Advogados, Promotores, Juízes, Padres e Pessoas da Sociedade ligadas ao tema:


Dia 1/02/2014 (sábado)
Local: Liceu Santista – Av. Francisco Glicério, 64 - José Menino – Santos/SP.
Horário – 8h30 às 13h

• Presentes - Dom Jacyr Francisco Braído (Bispo da Diocese de Santos).
Pe Valdecí João dos santos ( Coordenador das Pastorais Sociais).

• Expositora - Drª Dalila Figueiredo, fundadora e presidente nacional da ASBRAD - Associação Brasileira de Defesa da Mulher da Infância e da Juventude. Apoio às vítimas de violência doméstica e sexual, vítimas do tráfico de seres humanos, violência contra o idoso, execução de medida socioeducativa aplicadas a adolescentes em conflito com a lei e de defesa das crianças e adolescentes, vários projetos desde 1997.

Mais informações: Site: www.asbrad.com.br

Realização : Comissão diocesana da Campanha da Fraternidade - Pe Valdeci João dos Santos (Coordenador)
OBS.: Não precisa fazer inscrição.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Promulgação do Reino


 Após as festas do Natal, em que celebramos o Mistério da infância de Jesus, a Liturgia nos introduz no mistério da sua vida pública.
No BATISMO DE JESUS, nas margens do Rio Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens.
A 1ª Leitura anuncia um misterioso "Servo" escolhido por Deus e enviado aos homens com a missão de instaurar um mundo de justiça e de paz.  Com o Espírito de Deus, ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade. (Is 42,1-4.6-7)

Na 2ª Leitura Pedro reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projeto de salvação:
-Ele "passou pelo mundo fazendo o bem" e libertando os oprimidos.
-Essa é também a Missão fundamental dos discípulos. (At 10,34-38)

 

No Evangelho, temos a realização da promessa profética:
Jesus é o "Servo" enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito, e cuja missão é realizar a libertação dos homens. (Mt 3,13-17)

 

+ Jesus precisava receber o Batismo?

   É claro que não. João até não queria batizar Jesus.

- Que sentido faz então Jesus se apresentar a João para receber   este "batismo" de purificação, de arrependimento e de perdão dos pecados?

 
Para Mateus, o Batismo é um momento importante, em que Jesus manifesta a sua IDENTIDADE e a sua MISSÃO:

 - Jesus é SOLIDÁRIO com o Homem limitado e pecador.

  Coloca-se ao lado dos pecadores para percorrer com eles o caminho que conduz à liberdade.

 
- Jesus é o "FILHO AMADO" enviado pelo Pai ao mundo   para cumprir um projeto de libertação em favor dos homens.

 
- Jesus é o NOVO LIBERTADOR:

  O batismo de Jesus no Jordão recorda a passagem do Mar Vermelho e estabelece um novo paralelo entre Jesus e Moisés…

  Jesus é o novo Moisés, revestido do Espírito de Deus, para conduzir o seu Povo da terra da escravidão para a terra da liberdade.

 - Jesus é o MESSIAS ESPERADO:

  João reconhece ser apenas o precursor do Messias esperado.

  Para aprofundar a Identidade e a Missão de Jesus,

  Mateus recorre a três elementos simbólicos muito expressivos:

  Os céus abertos, o Espírito que desce em forma de pomba e a Voz do céu:

 

- "Os céus se abriram...": Deus encerrou o seu silêncio...

  abriu seu coração e voltou a ser amigo dos homens:

  É o momento da reconciliação entre o céu e a terra, entre Deus e os homens...

 

- "O Espírito Santo desceu sob a forma de Pomba":

   Relembra o Espírito de Deus que na Criação pairava sobre as águas...

   Lembra também o Dilúvio... quando o céu estava fechado,

   e a pomba com o ramo de oliveira foi o sinal

   de que a paz havia sido restabelecida...

 

- "Ouviu-se uma voz do céu...":

  Há 300 anos o povo não ouvia a voz de Deus pelos profetas...

  Ao enviar o Espírito sobre Jesus, Deus quer mostrar

  que voltou a falar com os homens...

  * Jesus é confirmado pelo Espírito Santo e pelo Pai.

 

+ O Batismo de João, que Jesus recebeu, não é a mesma coisa

    do Batismo que Jesus instituiu e mandou os apóstolos a realizarem...

   O de João era apenas um rito penitencial... de purificação, para os que aceitavam preparar-se para a vinda do Messias.

   Era apenas antecipação do Batismo cristão, na "água e no Espírito".

 

+ O Batismo de Jesus:

 

   - É um SACRAMENTO instituído por Cristo e realizado hoje pela Igreja.

- Lava a mancha do pecado original...

- Dá uma Vida Nova...

- Nos torna membros do Povo de Deus e da Igreja....

  Filhos de Deus e herdeiros do céu.

   - É um Sinal sensível e eficaz da Graça...

   - É uma Presença especial de Deus em momentos importantes de nossa vida.

 

    + O BATISMO é o começo

   de uma caminhada como seguidores de Cristo e nos compromete a servir Deus com fidelidade, como membros vivos e atuantes no Povo de Deus.

 Continuemos a nossa celebração:

- agradecendo o grande dom do nosso Batismo...

- e pedindo forças para sermos fiéis a esse COMPROMISSO assumido.

 

                                       Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 12.01.2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

JESUS – A REVELAÇÃO DE DEUS (Mt 2, 1-12)


Queridos irmãos e irmãs,

A celebração da epifania deste último domingo nos deve marcar como a nossa própria caminhada até Belém em busca do Menino nascido e da novidade que Ele nos deseja revelar. A imagem dos magos, vindos de diferentes regiões é a nossa imagem, diferentes povos, diferentes experiências de Deus, diferentes realidades, em busca do salvador anunciado.

Meditemos nas atitudes das várias personagens desta cena: os “magos”, Herodes, os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo… Diante de Jesus, o libertador enviado por Deus, estes diferentes personagens assumem atitudes diversas, que vão desde a adoração (os “magos”), até à rejeição total (Herodes), passando pela indiferença (os sacerdotes e os escribas: nenhum deles se preocupou em ir ao encontro desse Messias que eles conheciam bem dos textos sagrados). É fácil “conhecer as Escrituras”, como profissionais da religião e, depois, deixar que as propostas e os valores de Jesus nos passem ao lado...

Observar os sinais

Os “magos” são apresentados como os “homens dos sinais”, que sabem ver na “estrela” o sinal da chegada da libertação. Servem de alerta para nós nos perguntarmos se somos pessoas atentas aos “sinais”, capazes de ler os acontecimentos da nossa história e da nossa vida à luz de Deus?

Impressiona também a “desinstalação” dos “magos”: viram a “estrela”, deixaram tudo, arriscaram tudo e vieram procurar Jesus. Somos capazes da mesma atitude de desinstalação, ou estamos demasiado agarrados ao nosso sofá, ao nosso colchão especial, à nossa televisão, à nossa aparelhagem, ao nosso computador? Somos capazes de deixar tudo para responder aos apelos que Jesus nos faz através dos irmãos?

Os “magos” representam os homens de todo o mundo que vão ao encontro de Cristo, que acolhem a proposta libertadora que Ele traz e que se prostram diante d’Ele. É a imagem da Igreja – essa família de irmãos, constituída por gente de muitas cores e raças, que aderem a Jesus e que O reconhecem como o seu Senhor.

A caminho da estrela…

Os magos tinham o hábito de perscrutar os astros. Eles viram uma estrela, sem dúvida nova para os seus olhos, então puseram-se a caminho… Aquele que procuravam parece querer fazer-se conhecer, um sinal basta para estes magos. Param, experimentam uma grande alegria, prostram-se e oferecem os seus presentes. A criança que eles descobrem não é uma criança como as outras: é rei, então oferecem-lhe ouro; é Deus, então queimam incenso; passará pela morte antes de ressuscitar, então apresentam a mirra. Para o regresso, não têm necessidade de estrela. Deus convida-os a regressar por outro caminho. O verdadeiro rei não é Herodes, mas esta criança que acaba de nascer.

Um ponto de atenção

Um convite ao acolhimento e à abertura… Festa da salvação para todos os povos, a Epifania convida as comunidades cristãs ao acolhimento e à abertura. Como viver isso concretamente hoje? Aceitar pôr-se a caminho… Erguer os olhos: tal é o convite que nos é feito hoje. Uma estrela brilha sempre na noite, se nós a perscrutamos com atenção. Erguer os olhos: descentrar-se de si mesmo, procurar ajuda da parte de qualquer outro, de Deus. Depois de ver a estrela, aceitar pôr-se a caminho. Nos próximos dias, esta estrela será talvez uma caminhada a empreender para sair, encontrar ajuda ou levar ajuda a alguém, tomar uma decisão até aqui adiada...

PARA REFLETIR:

1-O que a estrela nos aponta como caminho para encontrar Jesus nos dias de hoje?

2-Como os magos, somos capazes de deixar nossa acomodação, para responder aos apelos que Jesus nos faz através dos irmãos?
Fonte:  Paróquia São Benedito